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What About Me? / One Giant Leap

Sometimes, not many in a lifetime, you experiment a clear transformation, a phase shift in the big video-game that is played between birth and death.

I could count in my fingers the times these passages happened to me, and I’d still have some fingers left for future experiences.

One of the greatest was the birth of my son.

Professionally, and personally too for the most part, a very important one happened at the Illustration Academy.

Some others happened inwards, in a more psychological and spiritual sense, as the one I had in the city of Itú in a rite of passage called Leader Training, and in this same place, two years later I had another experience walking across 20 feet of live burning ashes, after 10 hours of preparation. It was like an encounter with my tribal self, experimenting a personal, inner journey like no other.

When I saw Zeitgeist - The movie e Zeitgeist - Addendum, something clicked on my mind, like a deeper understanding about society, religion, politics and economy. Knowledge acquired about the external world, human nature in a collective, social aspect.

One of those experiences, on the brink of altered states of consciousness, just happened this week while organizing my discs here in my studio, after finding a gift from a dear friend, Christiano Parentoni: the double DVD “One Giant Leap / What About Me?”.

I inserted the DVD on the computer, totally unaware of another journey that was about to begin.

I was not ready for such a deep experience, hidden within a mere DVD. I froze in front of the monitor, from start to end, living one of those rare moments of deep insights and inner transformations.

I watched it again two days later, and once again I was overwhelmed by the emotion and depth of this amazing documentary that gathers musicians, philosophers, psychologists, tribal leaders, religious leaders, rockstars, all in all some very wise thinking minds (and others not so wise, to enhance the contrasts), filmed in dozens of different countries.

The result is a solid yet light content, wrapped up in an aesthetic beauty that floods your eyes.

It would be too pretentious from me if I’d try to translate all that I’ve seen in this DVD in a single post, so all I can do is to embed some of the videos available on this documentary website, and suggest you to buy the DVDs with the complete works, because that’s something to see over and over again, every now and then.

Chris, I may stay in your debt for quite some years, until I find a proportional quality gift to give back to you.

A warm and heart filled Thank You, my friend.

Como eu admiro a simplicidade…

Mas eu sei que ainda estou muito distante dela.

Quem sabe na próxima vida eu consiga fazer algo tão simples e belo como este video que a Mônica me enviou um dia, lembrando do nosso finado gato Frank Zappa.

Saudades do nosso gato, que era quase gente.

Ilustradores: A/O D/O (antes de ontem / depois de ontem)

90 pessoas no Bistecão Ilustrado de maio.

Fotos aqui.

Muita coisa aconteceu ontem, durante a comemoração do aniversário do Kako, o que por si já é motivo suficiente para os amigos abistecados festejarem a noite inteira.

Uma muvuca maravilhosa, uma sinfonia de vozes, risadas, tilintar de copos, talheres e pratos sobre uma prancheta gigante, em forma de “U”, forrada de papéis kraft, ganhando vida a cada novo desenho.

fotos panorâmicas by Gil Tokio, o repórter fotográfico oficial do Bistecão

Eu me peguei pensando em voz alta com alguns colegas, dizendo: “Olha isto, dá pra acreditar?”.

Mesmo com 3 anos e meio de Bistecão, eu ainda fico impressionado a cada novo encontro.

Neste encontro memorável tudo que estava acontecendo simultaneamente, e tivemos o privilégio das raras, sorridentes e gratificantes presenças de Negreiros, Gilberto Marchi, Baptistão, Ricardo Antunes, Mauro Souza, entre tantos outros.

As novidades quase extra-terrestres que o Hiro e Ricardo Antunes nos contaram de Nova Iorque, onde se reuniram com Scott C., Brad Holland e Alberto Ruiz-Diaz em seus estúdios, e como se isto não bastasse para nos fazer babar, eles nos contaram sobre as possibilidades de interatividade e futuras publicações, planos de viagens e encontros com outros artistas do mais grosso calibre internacional, e causos deliciosamente intermináveis, além de um episódio pitoresco e que fez este humilde escriba segurar as pontas pra não chorar na frente dos convivas.

O Alberto Ruiz-Diaz conhecia os ilustradores brasileiros por nome, por tema, por técnica e pelos seus feitos, como se tivesse estudado a História da Ilustração Brasileira: Hiro, Benício, Fernanda Guedes, Kako, e para a surpresa dos dois visitantes, e um quase enfarto do meu precioso mio-cárdio, ele comentou espontaneamente sobre o nosso recorde mundial do Sketchcrawl em São Paulo, e falou meu nome (sem errar)… O cara conhecia todos pela Revista Ilustrar! Até eu!

E o Hiro me emocionou como a uma criança na noite de Natal com este descomunalmente mega-gigante presente do Alberto, com dedicatória e tudo.

Mas ainda havia mais coisas chegando, em um verdadeiro trem-bão de novidades fodásticas, como o lançamento do álbum O GUARANI, de José de Alencar, ricamente ilustrado por Luiz Gê, e o anúncio da exposição das caricaturas do Baptistão na pizzaria Babbo, do irmão do Orlando.

O vagão seguinte trazia a inauguração oficial da Galeria Magenta, sob a batuta e a tutela de nossa musa inspiradora, Lady Guedes, e isto também já seria motivo de uma celebração abistecada, com brindes entusiasmados e aplausos, como de fato aconteceu.

Mas há uma novidade em especial dispara meus batimentos cardíacos pra lá de 90bpm e, como diria meu filho: “dá frio na barriga do pipi” só de pensar: uma conversa que eu tive na mesma tarde, com Jonh English, da Illustration Academy.

Eles estão reformulando o site e reescrevendo a História da Ilustração, e com isto vão mudar todo o conceito de ensino de ilustração, de um formato que já era revolucionário e transformador para algo jamais visto entre os ilustradores, não com esta qualidade e intensidade.

Videos online, alguns disponíveis para download gratuito, dando um gostinho do que está por vir em fins de Junho: treinamentos, consultoria, contests, comentários e críticas de imagens, tudo online, além dos videos transmitidos diretamente das Summer Sessions, enquanto elas estão acontecendo. Dois dias entre a apresentação e a disponibilização dos videos, o que é praticamente tempo real.

E o kiko?

Eles tem interesse real e imediato no potencial no Brasil e em seus ilustradores, nas palavras do próprio John English mentor do projeto e filho do homem-lenda da ilustração americana, Mark English.

Eu farei tudo que estiver ao meu alcance - e além dele - para tornar estes projetos em realidade, não só para mim, mas para todos que estiverem interessados em embarcar nesta aventura.

Em resumo, estamos todos, mas todos mesmo, bem mais próximos da Illustration Academy do que poderíamos supor.

Onde isto vai nos levar? Não sei ao certo, mas será para uma condição melhor, em pouco tempo.

Talvez em um avião apinhado de ilustradores brasileiros, indo para os EUA em junho do ano que vem.

É a realidade, estes são os fatos, tudo que poderíamos sonhar está começando a acontecer.

As boas notícias pelas quais todos nós estávamos sedentos, finalmente chegaram, todas de uma vez, no mesmo dia.

E isto é só o começo.

Patrocínio sob ameaça

Comentei neste post sobre as venenosas mudanças - via Projeto de Lei - na Lei Rouanet, especialmente sobre o Artigo 49, que resumidamente falando, é a redução do domínio público (dos direitos autorais patrimoniais, em projetos patrocinados via Lei Rouanet) dos atuais 70 anos a contar da morte do autor, para 3 anos.

É um absurdo gritante, um fiasco constrangedor da parte do MinC, tentar economizar uns trocados em cima de quem cria a obra. Coisa de alguns milhares de reais, quando muito.

Foram investidos quase UM BILHÃO DE REAIS em 2007, e o governo quer tirar uma casquinha do salário do autor. É uma palhaçada sem precedentes, uma lei de NÃO-INCENTIVO À CULTURA.

Mas isto era, até ontem, uma opinião minha. Até que a Folha de São Paulo preecheu a capa da Ilustrada com uma matéria (com uma bela ilustração do Orlando) a respeito dos prejuízos que esta mudança na Lei Rouanet pode causar.

Foram ouvidos 15 representantes de empresas investidoras na Cultura, como Petrobrás, Carrefour, Porto Seguro, Itaú Cultural, Gerdau, Usiminas, CSN, CPFL, entre outras. Onze delas afirmaram que seus investimentos em cultura tendem a cair se as mudanças no Projeto de Lei for aprovado.

Se esse projeto for aprovado tal como proposto, cortaríamos pela metade nossos investimentos gerais nesta área. - Grupo Carrefour

Nossos investimentos certamente diminuiriam. Como pode o governo conhecer melhor a estraégia da nossa empresa? - Porto Seguro

E por aí vai.

Quero ver agora qual será o discurso dos trolls, pela-sacos, e tietes deslumbradas do MinC que fizeram seus comentários neste post da Sketcheria, em um blog, e até no Twitter, em defesa das mudanças da Lei Rouanet.

Virada cultural 2009

Off topic logo na segunda-feira?

Nem tanto.

No dia da abertura da Virada Cultural acordei determinado a passar dois dias desenhando a cada oportunidade que aparecesse, e comecei no café da manhã. Mas ainda não estava acelerado o suficiente, eu tenho a tendência de esticar um rascunho por quase uma hora, um hábito que preciso combater com muito desenho, torrando folhas e mais folhas do sketchbook.

Chegando no evento eu me preparei para exercitar o desenho mais desencanado, acelerado, rascunhão mesmo.

E nem poderia ser diferente, por causa da dinâmica do ambiente. Ninguém ficava parado por mais de 30 segundos, e mesmo que ficasse, sempre aparecia alguém na frente, então tinha que ser rápido mesmo, e contar com a memória visual.

Mesmo a fila mais demorada que peguei, cerca de uma hora e cinquenta, andava, e isto me fazia desenhar em modo acelerado.

Conceitos que vou aplicar no workshop de técnicas de sketchbook que começam neste mês.

Para o meu desespero, os portões do Municipal fecharam com mais de 200 pessoas na fila à minha frente. Parti para o plano B, e peguei a primeira fila do telão, instalado na frente do teatro.

O som estava bom, e tive várias câmeras oferecendo diversos ângulos excelentes para desenhar, e a cada troca de cena eu começava um rascunho novo, em 3 sketches simultâneos.

Ficou tosco…

Que bom!

Eu experimentei um novo formato ao desenhar em um ambiente diferente, inusitado. Desenhar fora do estúdio, longe da sua área de conforto, à noite, com gente esbarrando no seu braço, e até mesmo andando, foi uma experiência nova, e estou certo que vai ser moleza voltar a desenhar em lugares mais adequados.

O evento foi fantástico, vi Egberto Gismonti, Cama de Gato, Zeca Baleiro, Francis Hime com orquestra e Central Scrutinizer (banda que faz cover impecável do Zappa), mas o Ike Willis não era cover, ele tocou e cantou com o “homi” por vários anos.

Estive na livraria HQ MIX do Gualberto Costa e sua esposa Daniela Baptista, e encontrei vários amigos por lá, entre eles Salvador Messina (em pé), na foto com o dono da casa.

Se você ainda não conhece a livraria, não sabe o que está perdendo, aquilo é o paraíso, a perdição, um templo de luxúria, lotado de objetos de desejo para quem gosta de quadrinhos e Arte em geral.

Dos livros e revistas que a gente gosta, a livraria HQ MIX tem tudo e mais um pouco.

E como lá se tornou um ponto de encontro de desenhistas, terminei a madruga de sábado entre amigos, desenhando um paper toy art do Grandpa Munster, o vovozinho da Família Monstro.

Ele tinha um restaurante no Greenwich Village em Nova Iorque chamado Grandpa’s, onde atendia os clientes pessoalmente, vestido e maquiado como nos filmes. Quando se candidatou a prefeito da cidade, ele disse: “Nós não herdamos o mundo dos nossos ancestrais, nós o tomamos emprestado de nossas crianças”.

Outros artistas fizeram suas contribuições, entre eles o Spacca com seu traço inconfundível.

Voltando ao off topic, as fotos que tirei na Virada Cultural estão no Flickr da Sketcheria, inclusive algumas da Estação da Luz, onde havia uma exposição de carros antigos e uma bucólica senhorinha tocando piano em um dos saguões da estação.

O espaço de música instrumental decepcionou, por ter sido confinado à rua Conselheiro Crispiniano, com um ar intoxicante devido aos geradores de energia movidos à diesel.

Suportei apenas o primeiro show com Daniel Daibem tocando samba-rock na banda Hammond Blues, batizada assim por ter um tecladista com um órgão legendário com este mesmo nome. Este instrumento ficou mais legendário ainda, depois de ter sido tocado por Jon Lord (Deep Purple) em um show que eu perdi naquele mesmo dia, infelizmente. Se eu soubesse, teria começado exatamente nesta apresentação.

Uma decepção que me fez ir passear lá longe (no começo da segunda música) foi o citarista Alberto Marsicano tocando músicas de Jimi Hendrix. Eu já tinha visto um recital de cítara em um centro de estudos indiano com ele, muito legal, mas desta vez ele pirou grandão.

Banda ruim, deprê, som monótono, chão colando, a ripaiada amontoada em coma na grama, e o som da cítara ecoando na praça feito pernilongossauro gigante, agonizando em uma looonga bad trip de Detefon com marofa.

Fui tomar café no outro lado da cidade, ouvindo piano na Praça dom José Gaspar.

4 milhões de pessoas no Centro de SP tornam a paisagem em algo quase surreal, é uma multidão mesmo, no sentido mais literal da palavra, e a cidade sofreu com isto. No final do domingo os amontoados de lixo tentavam minimizar o estrago, mas o chão colava no solado e a quantidade de gente caindo pelas tabelas mostravam o lado feio da festa.

Só mesmo o som de Frank Zappa para me fazer aguentar corajosamente esta maratona até o final, em que eu tive apenas duas horas de sono e um banho apressado entre o primeiro e o segundo dia.

Mas no ano que vem estarei lá novamente.

Mudanças na Lei Rouanet (ou cadê o Direito Autoral que estava aqui?)

Recebi um e-mail do animador brasileiro Céu D’ Ellia, alertando para o perigo de termos um projeto de lei alterando a Lei Rouanet (de incentivo a cultura), que podem vaporizar os direitos autorais do criador da obra depois de 18 a 36 meses.

O e-mail dele, excelente por sinal, pode ser lido aqui.

Na quarta-feira, dia 6 de maio, termina o prazo para manifestações sobre o novo texto da Lei Rouanet.

Qualquer autor (escritor, músico, ilustrador, fotógrafo, artista plástico ou designer) que tiver noção de quanto isto é danoso e lesivo ao seu próprio dinheiro, pode enviar um e-mail profic@planalto.gov.br com a seguinte mensagem:

SOU CONTRA O ARTIGO 49 PROPOSTO NO PROJETO DE LEI.

Não deixe que o governo arranque (novamente) o dinheiro que é seu por justiça e por direito.

Direito Autoral é o salário do autor.

Proteste!

Segue abaixo o texto que eu acabo de enviar à Casa Civil, com cópia para diversos jornalistas da radio CBN (milton@cbn.com.br, everson@cbn.com.br, roberto.nonato@cbn.com.br, roxane.re@cbn.com.br, vanessa@cbn.com.br, lizan@cbn.com.br, tania.morales@cbn.com.br, herodoto@cbn.com.br, cbnsaopaulo@cbn.com.br, piotto@cbn.com.br, e adalberto.piotto@cbn.com.br).

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Caros senhores,

Escrevo por discordar com as mudanças da Lei Rouanet, especialmente no que diz respeito à perda dos direitos autorais dos criadores da obra, em um período de 18 meses a 3 anos.

Quem produz Arte não vive de amor à Arte, é um meio de vida, um sustento legítimo, legal, honesto e gerador de impostos, como qualquer outra atividade comercial.

Ser obrigado a abrir mão dos direitos autorais e patrimoniais de uma obra significa que o autor deixará de receber o pagamento por um trabalho, sendo que as outras partes integrantes da cadeia produtiva (gráficas, distribuidoras, editoras, bancas e livrarias) continuarão a receber o que lhes é justo.

Todos trabalhamos por um objetivo claro: manter o nosso sustento, não como “artistas” no sentido lírico e sonhador da palavra, mas como trabalhadores que somos.

A palavra “Arte” banaliza e mitifica a real função do nosso trabalho: a CRIAÇÃO DE PROPRIEDADE INTELECTUAL não é uma atividade lúdica, nem mera terapia ocupacional. Estamos falando de trabalho especializado, que gera empregos, custos internos, impostos, e nos consome anos de investimento para estudar, dominar e produzir tal serviço.

Não fazemos isto por outro motivo senão manter a sobrevivência, nossa e de nossos dependentes, e isto está sendo colocado em risco com esta alteração da Lei Rouanet.

É muito importante que as Leis brasileiras sejam feitas de forma a construir melhores condições de trabalho e sustento aos trabalhadores, e não suprimir o pagamento que lhes é justo e de direito, conquistado com esforço e especialização, que também não nos chega por um “dom divino”, mas por décadas de investimento e estudos.

Peço que reconsiderem os fatos, e removam o artigo 49 deste Projeto de Lei.

Art. 49.  O Ministério da Cultura e demais órgãos da Administração Pública Federal poderão dispor dos bens e serviços culturais financiados com recursos públicos para fins não-comerciais e não-onerosos, após o período de três anos de reserva de direitos de utilização sobre a obra.
Parágrafo único.  A disposição dos bens tratados neste artigo para fins educacionais, igualmente não-onerosos, poderá se dar após o período de um ano e seis meses de reserva de direitos de utilização sobre a obra.

Que as “Leis de Incentivo à Cultura” sejam implementadas para colocar em prática exatamente o que o nome implica: INCENTIVO e não o oposto disto.

Atenciosa e respeitosamente,

Montalvo Machado
ilustrador - SP

Esquentacrawl na Virada Culturawl

Neste sábado e domingo acontece a 5ª Virada Cultural, um evento que reuniu cerca de 4 milhões de pessoas no centro de São Paulo no ano passado.

Eu levei a câmera, mas fui sem caderninho, e foi uma bobeira danada porque o que tinha de fila e gente parada seria perfeito para encher algumas páginas do sketchbook.

No website do evento tem toda a programação.


Neste ano eu não perco o Egberto Gismonti e Arthur Maia (grupo Cama de Gato), ambos no Teatro Municipal, o Central Scrutinizer Band (cover impecável de Frank Zappa, desta vez com Ike Willis, que tocou por vários anos na banda do Zappa) e o Roberto Marsicano tocando Jimi Hendrix na cítara (??!!?!?!?) na Praça da República.

Certamente vou me plantar no palco de música instrumental, como fiz no ano passado, onde tocaram vários músicos geniais, que eu venho acompanhando desde sempre, e rodar pelo centro vendo os outros shows, até formigarem as pernas.

Vai ser muito legal fazer um Esquentacrawl na Virada Culturawl, e aproveitar para fazer um reconhecimento da área para o próximo Sketchcrawl, que será no centro de Sampa.

O mistério das toalhas rasgadas e canetas que somem

Desde agosto do ano passado o Kako trouxe uma novidade para o Bistecão Ilustrado, o encontro mensal dos ilustradores: toalhas de mesa em papel kraft, para os convivas desenharem até se fartar.

O que fazer com as folhas ricamente ilustradas foi um dilema, mas às 4 da matina encontramos uma solução: sketchbooks personalizados. Vai dar trabalho? claro! Mas vai ser legal, vamos criar algo realmente inédito e duradouro.

Inventamos, planejamos e fizemos.

Desde dezembro sorteamos 4 cadernos a cada encontro.

Com o tempo, a dedicação e o besteirol de Christiano Parentoni, Gil Tokio, Márcio Guerra, Alex Cói e este que vos brinda atrás das lentes, foi formado o primeiro de vários grupos de voluntários com boa vontade transbordando pelos poros para fazer a linha de montagem dos cadernos.

Eu já perdi a conta das horas investidas para fazer os presentes que se tornaram um objeto de desejo para todos os frequentadores do Bistecão, e esta energia boa só faz aumentar a cada caderno produzido.

Temos muito orgulho em sermos os protagonistas de uma mudança de paradigma que dizia que “ilustrador não é unido”. Estamos formando um novo modelo de relacionamento entre os ilustradores, e só daqui há alguns anos saberemos se tudo correu conforme os planos.

Estamos apenas mudando as regras do jogo, inventando o futuro de acordo com nossos ideais.

Também não podemos dizer que foi fácil, o sucesso nunca é obra do acaso, da preguiça ou da omissão.

Tivemos um imenso prazer em construir e ampliar a rede de amigos através do Bistecão, e ralamos muito para que tudo desse certo.

Temos uma coisa como meta, ainda que seja modesta: um dia todos os frequentadores do Bistecão terão seu caderninho personalizado, numerado, e recheado de desenhos feitos durante o encontro.

É claro que virão também nódoas de gordura de uma suculenta bisteca maior que o prato, ou de uma cebola voadora qualquer, folhas enrugadas e manchadas por um eventual banho de cerveja, e até palitos de dente espetados ou um arrozinho solitário colado nas páginas.

Coisas que só dão mais charme, personalidade, individualidade e autenticidade a cada caderno, que jamais será igual um ao outro.

O sketchbook do Bistecão é a materialização da mudança daquele paradigma velho e improdutivo que manda os ilustradores serem individualistas, tristes e isolados em seus estúdios, imersos em seu autismo artístico.

O caderninho artesanal, gratuito, exclusivo, é a meta-linguagem do encontro alimentando o próprio encontro, devolvendo a energia entregue pelos frequentadores, em forma de presente, aos próprios frequentadores.

A amizade, a magia de cada encontro, aquelas horas que passam voando, todas as risadas, a voz do Kako sorteando os presentes, tudo isto está impregnado em cada folha dos cadernos.

Nossos netos poderão explicar melhor o que significa ter um sketchbook numerado do Bistecão. Por enquanto ninguém é capaz de ter a noção exata do valor histórico de cada um deles.

O Orlando fez este desenho belíssimo, mesmo sabendo que um dia vai ser cortado e virar sketchbook. Um verdadeiro Ninja na arte do desapego material.

Cada folha, toda folha, vai virar sketchbook. Esta é uma regra que nunca será quebrada.

Não tem uma que escape, por mais belo ou tosco que seja o desenho, por mais importante ou desconhecido que seja o desenhista, todas elas, sem exceção, viram caderno.

Até mesmo as que foram rasgadas ou cortadas por algum convidado vão para os cadernos, nada será poupado. Temos várias folhas faltando pedaços, e isto também faz parte da materialização dos nossos encontros.

Mas em algum momento da festa umas poucas pessoas perdem o senso de coletividade, e uma atitude egoísta bate mais forte. Nesta hora o cara não quer saber dos outros, não respeita ninguém, nem a ele mesmo, mete a mão e leva pra casa uma coisa que era para ser de todos.

Justamente a folha que tem escrito “10 APEGO” teve uma naca enorme levada embora. Que ironia, não?

Não foi a primeira vez, nem será a última. Inteiras ou aos pedaços, estas folhas vão para os cadernos.

Elas são parte da gente, mesmo que sejam um reflexo feio e distorcido num espelho quebrado, é a nossa cara que está ali.

Desenhar nas toalhas é um exercício de desapego, assim como cortar as folhas na hora da encadernação. Eu cheguei a dividir esta angústia com os amigos neste post.

Aos que se apegam demais aos seus rascunhos, sugiro desenhar no próprio caderno. Seria melhor deixar as toalhas para quem já domina a difícil Arte do desapego.

O caderno de cada um não tem preço, é um tesouro pessoal. My preeeeeciousssss…

Sabemos respeitar isto, e jamais rasgaríamos o caderno de um amigo, principalmente na cara dele.

Mas há os que rasgam o feto do que ainda será um caderno, na cara dura, sem o menor pudor, e nem ficam vermelhos por isto.

O mundo dá voltas, e existe a possibilidade que no dia em que você ganhar o seu caderno, justamente o seu, caramba, venha faltando um pedaço. Talvez seja exatamente aquele pedaço que você viu um cara levar, e você não fez nada para impedir.

Com tanta tecnologia, câmeras digitais, celulares de última geração, etc, bastaria um clic para levar aquele desenho para casa.

Sem falar que cada folha é fotografada antes de ser cortada, o registro não se perde, e um dia estará acessível pela web.

Outra coisa misteriosa são as canetas Posca se tornarem invisíveis depois de algumas horas.

Sabe aquelas canetas com um adesivinho escrito a mão “BISTECÃO ILUSTRADO”, que o Kako compra com o dinheiro extra da caixinha paga pelos convivas e empresta aos convidados para que desenhem nas folhas?

Então, aquelas mesmo.

Elas se teletransportam sozinhas para algum lugar insondável, ou talvez sejam abduzidas por aliens, sei lá.

Mas o fato é que nenhuma das desaparecidas jamais retornou para relatar a experiência. Pode parecer um tanto estranho, meio bizarro, tipo Arquivo X, mas acontece de verdade, juro.

A gente sabe que ninguém levaria material dos outros para casa, não temos ladrões entre nós, somos todos colegas, parceiros, amigos.

Mas chega no fim da festa, a gente nunca encontra todas as canetas. Elas devem estar em algum lugar, mas onde? Talvez tenham passado por alguma fenda do espaço-tempo ou coisa parecida, e se perdem para sempre em outra dimensão.

Eu vou confessar que tenho medo deste lance.

Vai que a gente enfia o pé, ou pior, as mãos nesta parada aí? Aí o braço fica só um cotoco… sem dor, sem sangria, mas também sem poder desenhar nunca mais, sem aposentadoria, sem seguro contra acidentes pessoais…

Tá louco, dá calafrios só de pensar!

Um dia vou chamar uma equipe do Discovery Channel para fazer uma reportagem especial sobre isto.

Mas por outro lado estamos orgulhosos e felizes por espantar o fantasma da desunião dos ilustradores, de criar um presente e um futuro melhor para os nossos colegas de profissão, e de sermos os criadores e as criaturas de um renascentismo contemporâneo, criativo, prolífico, repleto de frutos e de novas possibilidades.

Ainda temos nossos defeitos, nossas vaidades, nossos egoísmos, afinal somos humanos, e o maldito jeitinho brasileiro, mesmo que moribundo e agonizante, mostra sua cara feia de vez em quando.

Ele está em cada página rasgada dos nossos caderninhos, em cada caneta que passa para a outra dimensão, em cada conta mal-fechada nos botecos da vida, nos lembrando que ainda falta muito chão para sermos verdadeiramente unidos, coesos, irmãos.

O jeitinho brasileiro tentou estragar o Sketchcrawl Brasil, quando faltou R$ 70,00 na conta do Bar Genésio. Passamos pelo constrangimento de fazer uma vaquinha de R$ 0,50 para poder sair do restaurante, mas isto não tirou o brilho do evento.

A nossa conquista é sempre maior que estas mancadas, e é exatamente este o nosso objetivo, construir mais que destruir, e modéstia às favas, estamos fazendo isto muito bem.

Parabéns e obrigado a todos que constroem.

Espero que os outros acabem sendo influenciados por esta boa energia, e possam experimentar o mesmo tesão que nós sentimos em somar e unir, ao invés de dividir.

Parece uma cleptomania às avessas, uma vontade incontrolável de entregar, ao invés de tomar dos outros.

O barato é tão forte que vicia. A gente sempre quer mais e mais.

Nem vem, eu não vou procurar auxílio médico!

Eu estou bem assim!

Lojinha da Sketcheria: folded pens e kits de furação

Aproveitando o tema de um post recente, caligrafia, muita gente me pergunta sobre a folded pen que eu fiz com latinha de atum, comentada aqui, sobre o workshop do Cláudio Gil.

Teve gente querendo mais fotos, como fazer a pena, workshops de pena, tutoriais, e alguns me perguntaram se eu não faria outra pena igual, que eles tinham interesse em comprar.

Com a folded pen artesanal fiz alguns estudos com Ecoline, que rendem longos assuntos com os amigos, nem tanto pela qualidade do trabalho, mas pelo interesse deles no modelo da pena, que permite algumas aventuras caligráficas bem legais.

Seria improdutivo fazer uma ou duas, e um tanto sacana vender apenas para os mais chegados, portanto eu decidi fazer uma pequena linha de montagem e vender as penas sob encomenda. As penas são cortadas e dobradas cuidadosamente, seguindo o mesmo gabarito desta da foto, lixadas e recebem acabamento com micro óleo M1.

E vem com o adaptador preto, super style!

Estou fazendo também um kit de furação para a confecção de sketchbooks.

Coisa fina: peroba rosada (calma, é madeira reutilizada de demolição), com grossas agulhas de aço.

A furação, encaixe e colagem das agulhas foi feita caprichosamente, por este que vos escreve. Nem um marceneiro teria tanto critério para as agulhas não sairem do alinhamento.

O padrão será de 10 furos, com 17 cm de comprimento, como nos cadernos do Bistecão Ilustrado, mas posso fazer outras medidas e padrões de furos customizados.

Quem fez o workshop Diário Gráfico com o Renato Alarcão já sabe o trabalho que dá furar cada um dos cadernos na mão, furo por furo. E o risco de ter um único furo teimoso, desalinhado, estragando a harmonia do caderno inteiro.

Com este kit você prende as folhas entre a guia e a peça triangular e passa as 10 agulhas de uma vez, sem erro, sem esforço, sempre com as mesmas exatas medidas.

Todos estes cadernos foram furados em menos de meia hora. Não teve nem graça. No método tradicional teria levado uma tarde inteira, e provavelmente um pedaço da noite.

Quem se interessar em adquirir estas peças e inaugurar a “lojinha da Sketcheria”, é só me mandar um e-mail, ok?

As penas ficarão em R$ 40,00 cada (completa, com adaptador), e o kit de furação por R$ 120,00 (mais despesas de Sedex).

Palestras, como é bom beber desta fonte

No começo de março assisti a duas palestras (Michel Lent e Rosana Hermann) em um novo projeto chamado BrainSessions, um novo formato de interatividade do BraincastTV, criado pelo Carlos Merigo e o pessoal do Brainstorm#9.

Escrevi um post aqui sobre este assunto.

Nesta semana o video da Rosana Hermann foi ao ar, falando sobre Agilidade Mental. Não vou tentar explicar ou recontar o que vi, sugiro que assista o video e beba direto da fonte.

Uma coisa eu garanto: é delicioso acompanhar a inteligência bem humorada desta jornalista com mestrado em física nuclear.

Logo mais deve sair o video do Michel Lent, e eu atualizo este post com a palestra dele, gravada no mesmo dia.

Falando em palestras, eu sou um TED junkie, e não quero saber da cura, nem de tratamento, nem de desintoxicação. Quero é mais tempo para assistir a todas as palestras, e repetir algumas.

Agora já imaginou se o TED fosse falado em português, gratuito, em São Paulo? Pois é, já imaginaram e já fizeram um evento assim.

O EPICENTRO é um evento otimista para tempos de turbulência. Um terremoto multicultural e profissional que defende o Empreendedorismo, Estilo de Vida, Design, Tecnologia e Liderança. A proposta do evento é promover ideias que possam mudar o Brasil para melhor.

Cada palestrante teve 18 minutos no palco, e a única exceção foi Aleksandar Mandic, um dos precursores da internet no Brasil, que, para a sorte de todos, teve 10 minutos extras.

Pena que não deram 10 minutos a mais também para Gabriel Peixoto, que fez uma analogia mais que genial sobre o jogo de xadrez e as relações sociais e econômicas. Eu pagaria sem pestanejar para ver esta palestra inteira.

Dá aquela sensação gostosa que a gente fica um pouco mais inteligente quando absorve, ainda que por osmose, a inteligência dos outros. Ainda mais quando estes são extremamente generosos em dar seu tempo e seu expertise para quem quiser ouvir.

Esta é a vinheta de abertura do EPICENTRO, e todos os videos do evento podem ser vistos neste link.

Eu assisti a diversas palestras online, cada uma melhor que a outra. Gostaria de ter visto o evento no local, mas a tecnologia permite beber desta fonte mesmo sem estar lá.

Desta água beberei sempre, em grandes goles.

Curso de Caligrafia com Andréa Branco

No ano passado fiz um workshop de caligrafia experimental com Cláudio Gil, no ateliê da Andréa Branco.

Há um post sobre esta aventura caligráfica aqui no blog, inclusive com um pequeno video com o mestre em ação.

Sei que muitos colegas se interessam por caligrafia, e ao invés de repassar o e-mail que recebi da Andréa apenas para alguns, achei mais interessante postar aqui e contar algumas novidades.

Andréa Branco é uma autoridade no assunto, e um doce de pessoa. Suas turmas se formam em torno do interesse pela Arte da Caligrafia e, por afinidade, grandes amizades se formam. Conheci gente muito legal lá, e imagino que os leitores da Sketcheria poderão encontrar técnica de alto nível e pessoas geniais neste curso.

Quem quer ganhar um selinho da Microsoft?

O fim do mundo está mais próximo do que se poderia imaginar.

Quando uma empresa como a Microsoft resolve passar o chapéu, botando a responsabilidade de se criar o selo de 20 anos nas mãos de qualquer um, através de mais um daqueles concursos de design, é sinal que enquanto o Apocalipse bate à porta, o Armageddon já entrou pela janela e o Juízo Final já está de cueca, comendo pipoca no sofá da sala.

O texto é tão amador e piegas que parece trote, mas infelizmente é verdade:

“Sua criatividade é a nossa maior inspiração. Por isso resolvemos convidar você para criar o selo comemorativo que vai representar os 20 anos da Microsoft Brasil.”

E os prêmios?

  • 1 console Xbox 360 com um controle sem fio
  • 3 jogos para Xbox 360: Lips, Gears of Wars 2, Banjo Kazooie
  • 1 Microsoft Expression Studio 2
  • 1 Windows Vista Ultimate
  • 1 Microsoft Office Professional 2007

É patético. Um selo comemorativo de 20 anos, largado à toa, pra qualquer um “bolar”, em troca de presentinhos.

O designer que honra o diploma, que tem um nome a zelar, não se mete a fazer tal coisa.

A “galeria” é previsível: projetos amadores, de casinhas feitas com lápis de cor ao clássico erro de salada de fontes, um autêntico desfile de horrores.

É claro que entre milhares de inscritos amadores, sempre haverá uns poucos que se destacam, e algum iludido vai se achar a bolacha mais recheada do pacote, só porque ganhou uns brindes e viu sua “logomarca” aparecer no site da Microsoft Brasil.

E dá-lhe tapinha nas costas.

Tem gente que se contenta apenas com isto.

Quem não se lembra do desastroso concurso do logo do CEDAE, que virou tema de debates em blogs, mesas de bar e case para estudos em faculdades de comunicação visual?

A lição grotesca, escandalosa, ridícula, não serviu para nada.

Identidade corporativa? Alinhamento com a marca? Psicologia da cor? Semiótica? História da Arte?

Nah, que bobagem! Pra quê isso tudo?

Estudos do comportamento do consumidor, estatísticas, pesquisas, fidelização, recall, branding?

Tudo besteira. Desperdício de papel. Perdeu, mané!

Design corporativo virou brincadeira de criança.

Pode jogar aquele monte de livros, diplomas e anos de estudo no lixo, porque hoje qualquer um, mas QUALQUER UM MESMO, pode fazer design.

A Microsoft Brasil, ao jogar 20 anos de reputação pra galera, faz beicinho para dar o beijo da morte no design nacional.

Quantos designers vão se estapear para abraçar a “oportunidade” e beijar esta boquinha?

Sexta-feira é dia de off-topic

Não sei se vai virar um hábito, mas sexta-feira parece ser o dia ideal para dar umas bolas na trave e trazer alguns outros temas para a Sketcheria.

Se você gostar da idéia - ou detestar - e quiser comentar, manda bala.

Há quase um ano venho acompanhando o Nerdcast, um Podcast genial criado por Alexandre Ottoni (Jovem Nerd) e Deive Pazos (Azaghâl). Ambos nerds desde os tempos de escola, apostaram em seus talentos e se tornaram nerds profissionais, patrocinados, e fazem um programa semanal com entrevistas, debatem temas que variam de quadrinhos, música e cinema, até brinquedos dos anos 80, bebedeira ou a guerra do Vietnã.

E não é rasgação de seda minha não, os caras foram premiados várias vezes, em diversas categorias, por instituições respeitadas como iBest e revista INFO, entre outros.

Todos os programas tem um tema principal, convidados antenados, uma ótima mediação com muito humor e inteligência, mas sem a formalidade de um programa de rádio. É forrado de palavrões e politicamente incorreto ao extremo, ou seja, papo de boteco da melhor qualidade, em excelente companhia.

Eu pago altos micos ouvindo o Nerdcast no iPod, porque cair na gargalhada é inevitável quando estes malucos estão no microfone.

Você pode baixar os episódios em MP3 direto do site, mas o melhor é assinar pelo iTunes, porque cada um deles vem com títulos, comentários e o nome dos convidados.

Na minha opinião estes são os mais recomendáveis, exceto para quem sofre de incontinência urinária:

- Nerdcast 94 - Max, Traga Minha Capa! - Entrevista com Guilherme Briggs

- Nerdcast 135 - Profissão: Ilustrador (Entrevista com Hiro Kawahara e Marcelo Martinez)

- Nerdcast 132 - Bêbado e na Mão do Palhaço

- Nerdcast 150 - O Melhor de 150 Nerdcasts! (coletânea)

- Nerdcast 123 - Eu continuo desgraçado da minha cabeça!

- Nerdcast 32 - Jogos de Tabuleiro: Coronel Mostarda na Oceania

Enfim, todos episódios são muito engraçados, inteligentes e totalmente viciantes.

Agora, um tema que há muito tempo estava prometido, finalmente está no ar:

Hoje é dia de off-topic, hoje é dia de rachar o bico ouvindo Monty Python e o Nerdcast Sagrado.

Papo Cabeça

No dia 16 de março assisti a duas palestras no Espaço Gafanhoto, no primeiro BrainSessions, um novo formato de interatividade do BraincastTV, criado pelo Carlos Merigo e o pessoal do Brainstorm#9.

Rosana Hermann (jornalista, apresentadora e Mestre em Física Nuclear) e Michel Lent (CEO da 10′Minutos e Mestre em Telecomunicações Interativas) falaram sobre processos criativos, métodos diferenciados de pesquisa online, internet (passado, presente e futuro), onde o marketing pessoal cruza com o marketing corporativo, redes sociais, etimologia de palavras gregas, enfim, diversos assuntos, cada um mais interessante que o outro.

As apresentações foram filmadas, e quando estiverem online eu atualizo nesta linha do post, e no Twitter.

As ferramentas online são as mesmas que todo mundo usa, a diferença está na escolha e no uso destes mecanismos. O piano é sempre o mesmo, 88 teclas, 3 pedais, 1 banquinho. A escolha de como e quais teclas irá apertar é o que faz um músico ser diferente do outro, e o mesmo se aplica às tecnologias da web.

O Twitter, por exemplo, varia desde “acordei, vou escovar os dentes” e “vou dormir”, aos insights mais legais, dicas para shows e exposições, updates culturais de toda espécie, links interessantes, ou o bom e velho besteirol, humanizando e aproximando as pessoas.

A sua escolha ao clicar em “follow” pode fazer da sua experiência no Twitter um porre ou um grande barato.

Aliás, através do Twitter acessei o Pto de Contato, e dois dias depois estava lá, conhecendo o local e as pessoas que trabalham lá.

Uma estrutura de agência com a individualidade de um home-office, o melhor dos dois mundos.

É o Coworking, um novo conceito em home-office, tirando os profissionais do ambiente doméstico para um local descolado, ao mesmo tempo individual e coletivo. Juro que deu vontade de fazer as malas e trabalhar na Vila Madalena.

Grandes chances de você me encontrar lá em breve.

Olhando para trás, em um ano minha vida online mudou um bocado e parece que estou na subida da montanha-russa. Sei que muita coisa vai acontecer, mas é preciso estar equipado e preparado para curtir tudo que a viagem pode proporcionar.

Longe de estar no primeiro vagão do trem bala, também não quero perder o último bonde e pagar o preço de me tornar obsoleto, coberto de teias de aranha, ou pior: ficar com cara de interrogação em qualquer encontro de amigos.

© Mark English 1998

Não tenho a preocupação de seguir tendências, não se trata de um modismo, é uma questão de sobrevivência.

A adequação ao “idioma local” é uma necessidade social, e por consequência uma necessidade comercial.

Ninguém quer papo (reunião, job, cerveja, etc) com uma pessoa que não entende sua língua.

Addons indispensáveis do Firefox

Há muito tempo me dei alta do hospício do Orkut e me desliguei de quase todas listas do Yahoo. Não que os veículos tenham se tornado obsoletos, mas o mau uso deles deteriorou a ferramenta.

E como as coisas mudam, comprei um iMac, fiz um blog, não consigo mais viver sem alguns addons do Firefox, PageFlakes, Twitter ou Vimeo, e tenho mais PodCasts e VideoCasts do que música e filmes no iPod.

O Flickr criado para armazenar as fotos e desenhos do Sketchcrawl Brasil, teve 8.000 visitas em 2 meses.

Descobri outro dia o que são e como funcionam as #hashtags que aparecem antes de alguns assuntos no Twitter, e que Gravatar não é o ato ou efeito de usar gravata, é o diminutivo de Globally Recognized Avatars, que serve para colocar sua foto em todos os seus comentários escritos nos blogs, nada mais.

Ontem a Fernanda Guedes me convidou a entrar no Facebook, mas ainda não tenho a menor idéia do que isto significa.

Todo dia surgem novos gadgets, novos addons, novas mídias. Conhecer, identificar e escolher quais devem entrar no seu dia-a-dia é trabalhoso, mas extremamente importante.

Se você, caro leitor antenado, quiser deixar suas dicas tecnológicas nos comentários, sinta-se em casa e acelere o nosso aprendizado.

Afinal estamos todos subindo a montanha-russa, e o melhor está por vir.

Última chamada para a Ilha do Melão

Atenção senhores passageiros com destino à Cantaloupe Island.

Durante os 9 minutos do nosso voo recomendamos que permaneçam sentados em seus assentos, sem tombos ou levitação.

Evitem arruinar seu equipamento babando no teclado, e queiram por gentileza piscar seus olhos ocasionalmente, durante a viagem.

Pat Metheny, Herbie Hancock, Dave Holland e Jack DeJohnette desejam a todos uma excelente viagem.

O risco das Stock Images e das referências

Há um tempo atrás fui chamado para fazer as imagens da nova programação visual do Mambo Supermercados, desenvolvida pelo escritório da Design NoVarejo.

A princípio seriam utilizadas imagens de Stock, mas a NoVarejo, sabiamente, alertou dos riscos e sugeriu que as imagens fossem customizadas, exclusivas, feitas por um ilustrador, este que vos escreve.

Partindo das referências, fomos estudando uma linguagem própria, seguindo a temática aprovada, mas tomando o cuidado de não fazer igual ao outro artista, que cedeu seus direitos para a Stock.

Esta é a imagem principal da nova programação visual. As ilustrações que hoje decoram as lojas da rede foram postadas aqui na Sketcheria.

Hoje, ao abrir a Folha de São Paulo, todo este cuidado técnico e todo o investimento do cliente fez sentido.

Coincidência das grandes: Lá estavam, juntos, praticamente colados, um folheto do Mambo Supermercados e um guia de restaurantes. A imagem de capa deste guia era EXATAMENTE a imagem fornecida como referência.

No detalhe dá para notar que o contexto é o mesmo, mas a técnica utilizada e o resultado gráfico são totalmente diferentes.

Não fosse a condução da NoVarejo orientando a escolha do cliente, e o cuidado que tive ao não seguir literalmente a técnica do outro ilustrador, todos nós teríamos dado uma barrigada daquelas de ficar com o peito ardendo, e a haveria um grande ruído na imagem corporativa do cliente.

Seria bom poder demonstrar para todos os clientes o risco que eles correm ao utilizar imagens de Stock em sua programação visual, e este fato entra definitivamente para o meu repertório pessoal de argumentação, para aquele momento crítico da reunião, onde os preços e os riscos são colocados na balança.

Dia de virar criança.

Hoje meu hardware humano fez o upgrade para a versão 4.3, com direito a fogos de artifício no bolo de chocolate, no café da manhã.

O software continua o mesmo, o MyBrain, com alguns bugs novos a cada upgrade.

A Mônica, com seu talento único para dar presentes, pediu ajuda à “criança interior” dela na hora de escolher meu presente, e acertou em cheio na minha “criança interior”.

Um livro de Star Wars, edição de colecionador, com mil traquitanas, cartas, convites, transfers (lembra disto?), celulóides de animação e itens de explodir a cabeça de qualquer nerd que cresceu (ou não) assistindo a trilogia.

Uma réplica da carta-convite para a pré-estreia do filme, com data de maio de 1977. Se eu tivesse ganho uma destas há 32 anos, adoraria estar naquela fila.

Tá certo, eu não sei ler partituras, mas é legal pra caramba ver os rabisquinhos a lápis, para cada um dos instrumentos da trilha original do filme.

Um dos artistas de storyboard, no bagaço total, fez da sua realidade pessoal uma piadinha, e foi para a antologia de Star Wars, quem diria.

Concepts de fazer adulto chorar. Ainda bem que hoje sou criança, e só tenho motivos para rir.

Já imaginou ir em uma agência de correios e topar com uma série especial de selos comemorativos de Star Wars, ilustrados por Drew Struzan, ao preço de um cheeseburger? Caraca, como são rabudos esses americanos.

Neste rancho Bill Moyers entrevistou Joseph Campbell, na gravação histórica de O Poder do Mito, que assisti na TV Cultura em 1993, sem piscar (e talvez sem respirar, não me lembro bem). Há pouco tempo comprei o DVD, e encontrei novamente todas as respostas para todas as perguntas sobre a humanidade.

Neste mesmo lugar Rodolfo Damaggio se reuniu com George Lucas, para fazer parte da equipe de concept designers e storyboard artists do Episódio II de Star Wars. Ele tinha me cantado a bola uns 15 anos antes, quando o conheci em um estúdio pequeno, em Nova Iorque: “Um dia eu vou trabalhar com o George Lucas”, ele disse.

E foi mesmo.

Chega de concursos picaretas! A guerra-santa começou.

Eu sempre procuro preservar o bom astral da Sketcheria postando temas amenos, divertidos e interessantes.

Mas vou corromper as amenidades desta vez, porque o assunto é de amargar até os mais doces lábios de mel:

Os Concursos de Design.

Contra eles, só nos resta fazer duas coisas: reclamar vigorosamente e orar fervorosamente, não necessariamente nesta ordem.

Para orar, as nossas duas Tábuas da Salvação: o Pai Nosso do ilustrador e os 10 Mandamentos do ilustrador:

Repasso aqui uma CARTA DE DESAGRAVO que recebi em uma lista de designers, a ser enviada aos responsáveis pelo concurso, assessoria de imprensa, cartas do leitor de jornais, emissoras de rádio, listas, blogs, agências, clientes, amigos e inimigos, e sugiro que outros façam o mesmo.

Para sobrevivermos com um mínimo de dignidade, estamos travando uma guerra-santa contra empresários muquiranas e marqueteiros metidos a espertos.

Estes discípulos de $ão Cifrão, sob ordem direta do Capeta, criam campanhas publicitárias e concorrências criativas travestidas, emplumadas, adornadas com lantejoulas e paetês, e batizam estas drag-queens a serviço de Belzebú com o título de “concurso”.

Vade retro, Satanás!

Marqueteiros dos infernos, Gerentes das profundas, Empresários das trevas, tirem as mãos deste bolso que não te pertence!

Tem mais um concurso destes rodando pela web, distribuindo um briefing de gente grande, temático, cheio de normas e regras, mas jogam as cartas na mesa: não tem cachê. Eles pagam 500 pilas como “ajuda de custo”, mas prometem fama e divulgação como pagamento. O nome dos 10 artistas em 15.000 unidades do folhetinho, blablabla, aquela lorota que todo profissional já conhece.

Seria mais fácil (e financeiramente muito mais seguro para eles) investir os míseros 5 mil reais no Bingo, se estes ainda existissem. Melhor ainda seria apostar esta graninha na loteca, no jogo do bicho, ou na comercialização clandestina de Viagra.

Mas não, eles querem ver filas de designers se descabelando, rasgando a fantasia, ateando fogo às vestes, em pleno Carnaval, tentando ser um entre 10 agraciados com o beijo da morte, recebedores de preciosos 500 pilas por um trabalho que valeria pelo menos 20 vezes isto.

Nem vamos falar de licenciamento de uso das imagens, senão eu viro os olhos, giro a cabeça 7 vezes pro mesmo lado e vomito verde na roupa do padre, igualzinho a menina do filme O Exorcista.

O website NoSpec tem uma proposta muito séria de ajudar a esclarecer os vícios de mercado, principalmente o trabalho especulativo (no risco), inclusive o concursismo, este câncer mercadológico que infesta o nosso cotidiano.

Cá pra nós, eu acho que reclamar dá mais resultado do que orar.

Quem sabe reclamando rolam as cabeças dos Marqueteiros do Capeta, principalmente a escória de chifrudos que procuram enxugar os custos de publicidade iludindo novatos e pagando com tapinha nas costas.

É off-topic, mas é bom

Outro dia tropecei em um tutorial de Painter muito legal, mas a trilha sonora roubou a cena.

No final, os créditos do músico: Antoine Dufour.

Vale a pena ver e ouvir o que este jovem alienígena faz com um violão. Se tiver um tempinho, veja os outros videos dele no YouTube, e faça seu dia ficar com cara de sonho.

Um cara postou no YouTube: “Me sinto como um homem das cavernas, brincando fascinado, com um elástico”. É verdade.

Concept designs de Coraline

Tem horas que eu não sei se é generosidade ou covardia mostrar desenhos tão absurdamente belos em um website. Dá um misto de deslumbramento e frustração, que me lembram um trecho da música do Milton Nascimento, no trecho em que ele diz: “como não fui eu que fiz…”

OK, eu já me conformei com os fatos. Eu jamais serei um Jon Klassen, que fez concepts e props para o filme Coraline.

Mas eu adoro a imensidão da sua simplicidade gráfica, seu arrebatador senso de design, e fico grato pela generosidade que ele teve em disponibilizar imagens que jamais seriam vistas de outra forma.

Vai, Jon Klassen, bate que eu gamo!

Invista um minutinho do seu tempo no site do cara, que você vai entender perfeitamente o que estou sentindo agora.

E não deixe de ver o filme dele sobre água, na tab “newer things / royal bank advert”.

OMG… achei os links dos comparsas dele, com mais concepts de cenário e personagens do mesmo filme…

Chris ApplehansShane PrigmoreShannon Tindle

Agora, imagine você, na Galeria Nucleus, em um evento gratuito, onde todos estes caras e mais alguns apresentam um “making of” do filme, com vários originais expostos nas paredes.

Já aconteceu, veja as fotos aqui.

Americanos rabudos.

The Illustration Academy - 002

Entre um assunto e outro, vou contando aos poucos os causos da Illustration Academy, iniciados neste post.

Estava almoçando com John English, coordenador do curso, quando uma moça se apresentou e mostrou a ele uma proposta que mudou os rumos do nosso treinamento, e até certo ponto, da nossa experiência como ilustradores.

Ela administrava um evento que estava para acontecer no Liberty Memorial, em Kansas, inaugurado em 1926 para abrigar o Museu Nacional da Primeira Guerra Mundial.

O encontro de artistas era chamado “La Strada del Arte” e durante dois dias o parque se transformou em um atelier a céu aberto.

Os artistas inscritos receberam gratuitamente kits de giz pastel e cada um foi conduzido a uma área determinada, com o nome de uma das centenas de empresas patrocinadoras do evento.

O estudante sueco Alexander Klingspor e o instrutor Brent Watkinson. Duas figurassas, engraçados, talentosos, e “friends for life” desde meu primeiro aperto de mãos com eles.

Os artistas em suas “baias” tomaram de ponta a ponta as duas ruas centrais do parque.

Mesmo inexperientes em “street painting”, os estudantes da Illustration Academy não pagaram nenhum mico frente aos outros artistas, calejados na técnica de pintar o asfalto com pastel.

Os veteranos da arte no asfalto armaram banquinhos dobráveis, guarda-sóis montados em tripés, caixas repletas com seus próprios pastéis, isopor com Gatorade geladinho, enfim, impressionaram muito pela parafernália, mas apenas alguns por suas obras.

É incrível como os americanos elevam qualquer hobby ao patamar do profissionalismo, mesmo sabendo que, nesta frágil manifestação artística, tudo vai para o esgoto na primeira chuva.

Os ilustradores, em sua primeira experiência neste insólito suporte, até que fizeram bonito.

Em um sábado de verão senegalesco, nos protegemos do solão que praticamente assava os animais, vegetais e minerais do centro-oeste da gringolândia usando protetor solar, mas só no domingo percebemos a importância de proteger as orelhas.

Passamos a semana com orelhas vermelhas como tomates e descascando como cebolas.

Este escriba, 10 anos mais jovem e 10 Kg mais magro, ameaçou morder o giz como se fosse uma bolacha, para o horror da fotógrafa, a nossa fina colega inglesa, a mesma artista que pintou sardinhas no asfalto que fariam um gato salivar.

“Holy cow”, uma interjeição de espanto, usada ao pé da letra.

O sueco maluco, achando pouco fazer um desenho de um metro e meio de largura, pintou logo duas imagens de uma vez.

Eu tinha um desenho de um caubói domando um aerógrafo no portfolio, mas troquei por um pincel para ter uma identificação mais imediata, já que nem todos conhecem um aerógrafo.

No meio da tarde resolvi fazer uma bandeirinha do Brasil no desenho, e foi o suficiente para fazer amizade com vários brasileiros, a passeio ou moradores de Kansas, que vinham conversar em português comigo.

O “La Strada del Arte” foi um sucesso, com um grande público, com catálogo e tudo.

Um evento muito divertido, com visitantes pitorescos.

Workshop Diário Gráfico em SP (corrigindo as datas)

O ilustrador Renato Alarcão estará em São Paulo nos dias 16, 17 e 18 de janeiro, trazendo mais uma edição do workshop Diário Gráfico, onde são apresentadas diversas técnicas de desbloqueio criativo e encadernação de sketchbooks.

Eu fiz o workshop com ele duas vezes, e para não me estender muito em elogios e rasgação de seda (totalmente justificáveis), basta dizer que este blog não teria sido criado, nem meus cadernos ou a experimentação que tenho feito nos sketchbooks, se não fosse o impulso inicial do Renato Alarcão.

Costumo dizer a ele que a raquetada nos meus miolos foi tão grande, que meu cérebro está girando até hoje, quatro anos depois do primeiro workshop. Escrevi um post sobre este assunto aqui.

Entre em contato com ele por e-mail ou pelo telefone (21) 3602-3760, mas não demore, porque as vagas são poucas.

Enjoy!

Jingobéu, Jingobéu…

Papai Noel veio temático e cheio de bom gosto este ano. Nada de cuecas, meias e pijamas, presentes que sempre detestei desde pequeno.

Tá certo que dois livros já estavam na minha lista, destinados, marcados para sair das estantes lisérgicas da Livraria POP para as minhas mãos. Valeu a espera.

Glenn Barr é absolutamente fantástico, com uma técnica que mistura o clássico com o cartum, bem vintage, parece óleo, mas é acrílica sobre madeira, deixando frestas entre as pinceladas, por onde a gente espia a cor de base, quase sempre um ocre profundo… ora, não dá pra descrever, teria que usar muitos palavrões, só vendo mesmo.

O livro The Artist’s Sketchbook está para este desenhista como um rabo-de-galo está para um pinguço. Não dá para evitar, eu preciso ter, é mais forte que eu…

Cheio de técnicas, exemplos e insights da autora, Lucy Watson, é tremendamente inspirador, dá vontade de sair desenhando pela casa, pelo bairro, pelo mundo.

O Livro das Perguntas é de Pablo Neruda, ilustrado por Isidro Ferrer. Estilo hai-kai, leve, delicioso e não-linear. Qualquer página tá valendo, em questionamentos intrigantes, curtos, abstratos, que só sairiam da cabeça de um gênio. Quem me deu disse, timidamente, que eu poderia trocar se quisesse. Nem por decreto, Antônia.

E um kit de Caligrafia que é tão singelo e bacana que dá vontade de escrever o nome de quem me presenteou mil vezes com ele.

Só quem já ganhou um presente da Mônica sabe o talento que ela tem para agradar as pessoas.

Foi bonita a festa, pá!

Encarei a chuva, comprei meu Estadão e li a matéria na hora.

Acho que ainda não me caiu a ficha… é uma página inteira sobre o Bistecão no Caderno 2: Quem somos, de onde viemos e para onde vamos!

A Carlinha fez um bolo de chocolate e cupcakes de virar os olhos. Como ela consegue?

Foi bonita mesmo a festa, pá!

Uma das melhores, e mais 80 pessoas lotaram completamente o andar de cima do Sujinho.

Um dos muitos momentos memoráveis ficou por conta do Orlando, que mandou ver uma das suas Moças Finas, em cores e ao vivo. Dói só de pensar que um dia esta imagem terá que ser cortada, mas alivia saber que alguns sorteados poderão ganhar partes deste original nas folhas de um sketchbook.

Spacca não arriscou ver um dia sua obra dividida, e arrepiou no sketchbook.

O blog do Bistecão está sendo reformulado, e logo vou postar aqui e lá um video com as imagens do nosso 3º ano de encontro ilustrado.

Para não me estender demais sobre as good vibes do nosso encontro abistecado, fica aqui um trechinho da letra de “Tanto Mar”, de Chico Buarque, como trilha do pós-festa:

Sei que está em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor no teu jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, que é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim

Vírus? Eu?

O video “Humans”, criado pelo estúdio Three Legged Legs é autoexplicativo.

É triste, vergonhoso, e real: somos vírus.

Big Buck Bunny

Este curta de animação foi criado pela Blender Foundation, usando o Blender, software 3D gratuito, que até bem pouco tempo era considerado o patinho feio da computação gráfica.

O projeto procura estabelecer um marco na história do programa, ao mostrar um trabalho de qualidade “high-end”, contrariando a fama de “3D para leigos”, que acabou colando no Blender ao longo dos anos.

Com citações escancaradas de filmes da Disney/Pixar, o Big Buck Bunny parece não ter o compromisso de ser um filme inédito, mas provar com resultados que tem recursos capazes de simular os seus maiores concorrentes.

No geral é um filme bastante interessante, tanto no visual como no roteiro, e define muito claramente a que veio: concorrer com os grandes.

Vale a pena assistir ao curta (em tela cheia) e dar uma passada no site Big Buck Bunny para conhecer a equipe e o making of.

Bistecão Ilustrado na TV Trip

No final de Agosto os ilustradores de SP, no encontro mensal chamado Bistecão Ilustrado, receberam o pessoal da Revista TRIP para gravar uma reportagem do evento.

Entre os que encararam as lentes estavam Kako, criador, corpo e alma do evento, Hiro Kawahara, Domingos Takeshita e eu, desenhando costelas flintstônicas.

Revista Ilustrar nº 7

Já saiu a nova edição da Revista Ilustrar, em PDF.

Neste número tem Junior Lopes, Carlos Nine, Ricardo Antunes, Eugênio Colonnese, Rogério Soud e Hiro.

Não me atrevo a listar o virtuosismo de qualquer um deles, porque seria injusto com os outros. Todos são feras, e seus trabalhos são objeto de desejo de qualquer colecionador de Arte.

O download é gratuito, e pode ser feito neste LINK.


Obama - campanha artesanal

Video independente, escrito e arte-dirigido por Mc Yogi na Ursa Minor - Califórnia, e produzido por Robin Livingstone. A direção de animação é de James Curtis, e a verba de produção foi adquirida integralmente a partir de doações comunitárias.

A primeira vista pode parecer uma produção oficial da campanha de Barack Obama, de tão bem feito, mas não é.

O resultado deste trabalho, que certamente vai viver muito além das eleições americanas, somou uma proposta inteligente, coerente e antenada, em um timing extremamente adequado: 30 dias antes do dia oficial da votação.

Em uma palavra: inspirador.


Zeitgeist - o espírito dos tempos

Um filme-documentário de Peter Joseph, que faz tremer 3 paradigmas importantes da sociedade: Religião, Política e Economia. Para assistir com calma, porque o assunto é denso, mas delicioso de ver.

No site do filme está disponível toda a bibliografia usada para a fundamentação e pesquisa do documentário.

Depois de ver o primeiro filme, lançado na metade de 2007, não deixe de ver Zeitgeist Addendum, do mesmo autor, lançado em outubro de 2008, que traz mais conteúdo para estes assuntos.