Category Archives: Illustration - © Montalvo

On board diary - Illustration Academy - Photos, hearts and minds

Better than telling long stories about the IA, is showing some pictures of the event, the people and the places I’m spending some incredible time with: the core members of the Faculty I haven’t seen for a decade, this year’s invited artists, and the many students with whom I’ll share the experiences yet to come.

Hanging out with these guys is far more than I could ever expect.

I have this personal, nearly tribal vision over the ritual that envolves sitting at the table with someone. Since the most remote eras, sharing a meal means mutual acceptation, it is a gesture of trust and friendship, and being at the table with someone always brings this simbology to me, even when we’re in a big and loud 80 folks party as the Bistecão Ilustrado, our monthly illustrators meeting in São Paulo.

It is with this same mindset that I sit at the table with anyone.

To be accepted among the illustrators I follow and admire for decades, sharing the table with living legends of this business, have been tangling my feelings in ways I cannot put into words, but it is certainly fascinating to be with them, and especially to be seen as a friend and a partner, conquering their respect through a simple thing, which I did not see with the due importance: sketchbooks.

I have never noticed that this is my “body of work”, my recently explored terrain, the discovery, what is new on me.

That’s what they saw on my books, and allowed me to be seen as a peer among my personal heroes.

This is priceless.

I really have no means to describe what goes in my mind and my heart, and this is just as far as I can go with words.

Maybe some images on Flickr may get through a bit more clearly about what I have lived during this week, and will be tattooed forever in my memory.

Workshops - Duas novas turmas formando: encadernação e técnicas mistas

Pessoal, está havendo uma demanda de interessados maior do que eu previa, e estou formando turmas novas para o período da noite, ambas aqui no estúdio, no bairro do  Brooklin, em SP:

ENCADERNAÇÃO DE SKETCHBOOKS - Dias 15 e 16 de junho (noite - das 19:00hs às 23:00hs) - Valor do investimento: R$ 250,00 (desconto de R$ 50,00 para inscrições adiantadas, feitas até quarta-feira, dia 11/6)

TÉCNICAS MISTAS (Acrílica+aquarela+óleo+lápis de cor, juntos) Dias 17 e 18 de junho (noite - das 19:00hs às 23:00hs) - Valor do investimento: R$ 200,00

São 10 vagas em cada turma, e metade delas já tem reservas.

Inscreva-se no website http:www.montalvomachado.com.br/workshops.

Os outros workshops estão em andamento, felizmente com casa cheia, e só pra não postar sem imagens, seguem alguns trabalhos meus da sessão de modelo vivo.

Assim que tiver novas datas e programações eu posto aqui e no meu Twitter.

Aliás, quem ainda não se atuitou que se atuíte logo, porque está perdendo uma das ferramentas mais interessantes e eficientes da web.

O risco das Stock Images e das referências

Há um tempo atrás fui chamado para fazer as imagens da nova programação visual do Mambo Supermercados, desenvolvida pelo escritório da Design NoVarejo.

A princípio seriam utilizadas imagens de Stock, mas a NoVarejo, sabiamente, alertou dos riscos e sugeriu que as imagens fossem customizadas, exclusivas, feitas por um ilustrador, este que vos escreve.

Partindo das referências, fomos estudando uma linguagem própria, seguindo a temática aprovada, mas tomando o cuidado de não fazer igual ao outro artista, que cedeu seus direitos para a Stock.

Esta é a imagem principal da nova programação visual. As ilustrações que hoje decoram as lojas da rede foram postadas aqui na Sketcheria.

Hoje, ao abrir a Folha de São Paulo, todo este cuidado técnico e todo o investimento do cliente fez sentido.

Coincidência das grandes: Lá estavam, juntos, praticamente colados, um folheto do Mambo Supermercados e um guia de restaurantes. A imagem de capa deste guia era EXATAMENTE a imagem fornecida como referência.

No detalhe dá para notar que o contexto é o mesmo, mas a técnica utilizada e o resultado gráfico são totalmente diferentes.

Não fosse a condução da NoVarejo orientando a escolha do cliente, e o cuidado que tive ao não seguir literalmente a técnica do outro ilustrador, todos nós teríamos dado uma barrigada daquelas de ficar com o peito ardendo, e a haveria um grande ruído na imagem corporativa do cliente.

Seria bom poder demonstrar para todos os clientes o risco que eles correm ao utilizar imagens de Stock em sua programação visual, e este fato entra definitivamente para o meu repertório pessoal de argumentação, para aquele momento crítico da reunião, onde os preços e os riscos são colocados na balança.

Retrato

Saindo do forno hoje, para um casal de amigos.

De um estudo saíram dois conceitos: o primeiro, que era a intenção original, de fazer uma ilustração digital, com jeitão de lápis de cor sobre aquarela, e o segundo foi pensando mais em uma alternativa com cara de sketchbook.

De papéis velhos a sketchbooks com personalidade

Há um tempo atrás fui chamado para fazer uma ilustração para outdoors e folhetos do São Paulo Boat Show.

Um job interessante, um novo desafio, muito entusiasmo, e MUITO trabalho, em um original feito em óleo sobre tela, grande, com 1,20 m de largura.

Duas semanas intensas entre os rascunhos e a imagem final, amplos espaços reservados para o logo do evento, textos, diagramação planejada para utilização horizontal e vertical, enfim, eu estava radiante, a agência tinha gostado, mas… o cliente não aprovou.

Mais duas semanas editando a imagem escaneada em 12 partes, num arquivo imenso de Photoshop, sem sucesso. Pagaram mas não usaram.

Faz parte da vida de um ilustrador, é frustrante, dói no ego, mas quem está na chuva é para se queimar, como dizia Vicente Matheus.

Este quadro ficava guardado, intencionalmente escondido no quarto dos fundos, virado para a parede, de castigo eterno. Eu gostava da imagem, mas ela me trazia uma sensação amarga de derrota.

Bittersweet, diriam os gringos.

No dia em que fiz o workshop Diário Gráfico com o Renato Alarcão, ele me deu um insight inacreditável: “utilizem todos aqueles papéis antigos, retalhos, posters, etc, para fazer seus sketchbooks”.

Naquela mesma semana eu pude ter o imenso prazer de recortar esta tela em 8 partes, e dar um novo significado para aquele trabalho.

Empolgado com este novo “suporte”, aproveitei e retalhei também um segundo quadro que havia feito há mais de 15 anos, copiando cada pincelada de uma ilustração para aprender a técnica de um artista que admiro, Jeffrey Terreson, mas sem ter coragem de apresentar como meu.

Agora eu tenho um pouco mais de autoria sobre o trabalho, e o que seria uma tela “chupada” se estivesse na parede, se tornou uma série de imagens abstratas no meu sketchbook, entre folhas de papel Kozo para xilogravuras, papel Guarro e Fabriano para aquarelas, papel Carmem preto, papel Vegetal 90g, etc.

O verso das telas, manchados com a tinta a óleo atravessando o tecido, envelhecidos e feios enquanto estavam emoldurados, se tornaram superfícies levemente entonadas de amarelo-ocre, perfeitas para novos estudos.

Curioso pensar que estes papéis em formatos inteiros, impecavelmente guardados na mapoteca estavam amarelando, se perdendo sem uso, e no contexto do sketchbook, quando mais envelhecido e manchado, melhor.

Manchas senis no papel dão personalidade, autenticidade e maturidade ao caderno.

Até mesmo um calendário que ganhei em uma das lendárias festas de fim-de-ano da Gráfica Burti, com obras do Arthur Bispo do Rosário, entrou na dança.

Eu nunca teria coragem de jogar fora aquelas imagens impressas em papel couchê da melhor qualidade, e sem os sketchbooks, este belíssimo calendário e meus papéis importados acabariam se tornando refeição de carunchos na minha mapoteca.

As duas telas deixaram seus passados sombrios para trás, e hoje vivem na minha estante, como óvulos de proveta, aguardando a inseminação do próximo desenho.

.

Pré-produção - Cheetos/Perseguição

Os bastidores de uma animação demandam muitas imagens conceituais, estudos, projetos, etc.

Depois de tudo produzido e com o filme no ar, restam vários trabalhos não publicados, que são interessantes para quem gosta de ilustração, e que não teriam como ser vistos, a não ser em um making-of ou blog.

No filme Cheetos/Perseguição, produzido pela Dínamo Filmes, a minha parte foram os storyboards (mostrados neste post anterior), os concepts dos personagens e model sheets.

Os concepts de floresta e vegetação são de Luiz Rosso.

Foram apresentados mais de 20 estudos preliminares, alguns foram escolhidos para uma fase seguinte, e outros foram descartados.
Neste caso, mesmo em um ambiente de video-game, não seria adequado associar o produto a armas de fogo.
O quadro com 5 opções foi feito em parceria com Camilo Saraiva, e algumas imagens tiveram estórias curiosas.
Em uma reunião o diretor do filme, Ricardo Carelli, me disse: “O monstrinho correndo foi aprovado, mas a gente quer o pai dele no filme”.
O gorila-robô-felino foi uma boa opção até o final, e como não entrou no filme, eu usei o personagem para um projeto pessoal.
O passo seguinte era criar o concept do menino, sua personalidade e suas roupas. O estudo incluiu até pesquisa sobre os modelos de tênis, corte de cabelo, tipo de jeans, etc.
Este foi o modelo aprovado.
Foram apresentados alguns modelos de gorila, híbridos com robôs, na reta final de escolha dos monstros do filme. Estes aqui chegaram a avançar bastante nas reuniões, até com estudos de como seria o encaixe entre a parte mecânica e animal, e por isto um dos gorilas mostra as costas e os detalhes da coluna, integrando tudo.
Mas a animação de uma horda de monstros com pernas mecânicas, com movimentos complexos, em um prazo curto, inviabilizou o uso do gorila-caranguejo.
Este foi o modelo aprovado, e sua anatomia permitiu que ele andasse em duas ou quatro patas, o que contribuiu muito na dinâmica e variedade da composição final.
Uma das cenas lembraria rapidamente o clássico video-game “Pitfall”, e o monstro aprovado para pular do buraco e atacar os heróis do filme foi apelidado de “Jacaruga” durante a produção.
A modelagem foi feita pela equipe de 3D da Dínamo Filmes, mas o Ork precisava de acessórios para reforçar o visual de video-game, que fiz no Photoshop, sobre a imagem do modelo feito no Maya.
Os model-sheets são a parte técnica da criação dos personagens, e exigem muito cuidado e precisão nas projeções ortogonais.
É como se fossem criadas plantas baixas de arquitetura para cada modelo, de frente, lado e costas (às vezes uma vista adicional por cima também é necessária), para que os modeladores tenham a base para criar o boneco em 3D.
O estudo de anatomia humana ajudou muito na criação do Ork. Toda a estrutura física dele é uma distorção da musculatura humana, e eu me lembrei do nome de cada músculo ao desenhar este personagem.
Eu acho que não dá para distorcer ou “desconstruir” o que a gente não conhece.
São várias semanas de trabalho, com uma equipe altamente especializada, para realizar um filme de 30 segundos.
Uma cena de um ou dois segundos pode ter exigido vários dias e noites, de dúzias de pessoas, para ser realizada.
Cada profissional é parte indispensável do processo, um elo da corrente, começando das primeiras reuniões para estudo do briefing, passando pela decupagem do roteiro em quadros de storyboard, pré-produção, produção, e terminando na pós-produção, com edição de imagens, sincronização, correção de cores, enfim, são dezenas de etapas até que o filme esteja no ar.
Encurtando uma longa estória, é intenso, desgastante, mas absolutamente fascinante.

Canetas de pescar sonhos

Por uma série de acasos, encontros e desencontros, moro hoje no mesmo bairro onde passei alguns bons anos da minha infância.

Meu filho estuda a poucos metros da lanchonete que foi dos meus pais, quando eu tinha 9 anos de idade, e o desenho abaixo, com ele brincando na areia, foi feito na pracinha onde eu andava de bicicleta com meus amigos.

Hoje mais um destes acasos me transportou no tempo, depois de almoçar com a família.

Ainda na mesa do BurDog da Av. Sto Amaro, estava terminando de desenhar os nomes das ruas do bairro no sketchbook, e cada uma me trazia lembranças dos amigos, das brincadeiras, enfim, estava revirando o álbum das memórias, você sabe como é.

Aí eu olhei pela vidraça, no outro lado da avenida, e uma cena absolutamente comum me trouxe os sons, os cheiros e as imagens tatuadas na minha mente aos 9 anos de idade, como uma máquina do tempo.

Uma revoada de pássaros no final da tarde, centenas de piados simultâneos formando um som contínuo como um mantra, exatamente como acontecia na frente da lanchonete do meu pai, onde do outro lado da rua haviam 3 árvores imensas, e que hoje só existem na minha memória. Foram arrancadas daquela calçada há poucos anos.

Um banana split para 3 desviava minha atenção, que estava mais para os pássaros no Brooklin dos anos 70, no quintal daquela lanchonete da minha infância, e que hoje é uma alfaiataria.

Abandonei minha parte da sobremesa, e com o sketchbook e canetas de pescar sonhos, mergulhei de cabeça na minha viagem ao passado, sabendo que uma câmera não seria capaz de capturar aquela sensação, seria muito literal, fria, sem o clima de sonho que eu estava vivendo.

Esta tarde me rendeu um peixão. Pode não ser grande coisa como desenho, mas eu vejo nele vários layers emocionais acumulados em algumas décadas.

E não é estória de pescador, é tudo verdade.

Storyboards fora da gaveta

Este parece ser um lugar interessante para postar os trabalhos não publicados.

O storyboard é o princípio da maioria dos comerciais de TV, parte importante da pré-produção, mas logo que termina esta fase e começa efetivamente a produção do filme, estas imagens perdem a sua função e vão para a gaveta, ou melhor, para o HD de backup, que também vive na gaveta, enfim.

Estes quadros tem uma vida útil muito curta, mas nada impede que eles voltem a ver a luz do dia no blog de um ilustrador, e sejam vistos por um público que raramente teria acesso a estas imagens de outra forma.

Estes quadros foram feitos para um comercial de Cheetos, para a Dínamo Filmes, no ano passado.

Depois de aprovados, fiz os concepts dos monstros, do menino, e os model sheets, mas isto é assunto para um próximo post.


Logos GPM

A nova identidade visual aqui do estúdio apresenta o mesmo logo GPM em diversos estilos. Os cartões de visita e adesivos de envelope também são diferenciados, mas o papel timbrado para orçamentos e contratos é um modelo fixo.

Uma das versões do logo será em 3D, e esta sequência será animada na demo reel, o novo portfolio que está na reta final.


Concepts Toddynho

Concepts de cenários que ilustrei para o comercial Toddynho Maratona, da Dínamo Filmes. A campanha “Feras do Esporte”, centrada nos esportes olímpicos, apresentava neste filme o Toddynho interagindo com um garoto, onde eles se desafiam em um tipo de quiz sobre diversas modalidades olímpicas.



Ê vidão…

Ilustração criada para a agência NeoGen, usando o Painter, com uma técnica bem solta, com jeitão de pintura a óleo, com pinceladas aparentes, canvas aparecendo, estas coisas que eu curto muito fazer no mundo real, e que hoje podem ser feitas na telinha, com a benção de Santo “UNDO”, e o auxílio luxuoso dos “LAYERS”. Clique na imagem para ver os detalhes.


Mambo

Esta é a imagem principal da nova identidade visual dos Supermercados Mambo, desenvolvida pela Design NoVarejo. Não fosse o Kassab, ela estaria em destaque, na fachada das novas lojas da rede, e com uma testeira repleta de ilustrações na fachada. A ilustração está em diversos pontos internos dos supermercados, além dos impressos e internet. Pela estilo das imagens e pela forma de utilização delas no interior das lojas, este projeto é bastante inovador no ramo de design de supermercados no Brasil.


Mambo supermercados

Esta é parte das ilustrações feitas para a rede de supermercados Mambo, de SP. Tem sido um desafio interessante manter esta mesma linguagem gráfica para os diversos setores das lojas, que sempre tem novidades, lançamentos de produtos de linha própria, imagens sasonais, etc.

Logo mais vou postar as fotos que serão tiradas nos locais onde as imagens estão sendo utilizadas.

Padaria

Rotisserie

Vinhos

Café

Peixaria

Massas

Embutidos

Açougue

Azeites

Bebidas Geladas

Laticínios

Hortifruti

Carnes e Aves


Cartum pra vender atum

Trabalho com jeitão de cartum, que fiz para produtos Gomes da Costa, aquele das latinhas de atum. Adesivos de geladeira, com uma janela central para servir de moldura para fotografias.