SketchJazz: verdades, mentiras e muletas.

(Quero deixar claro que não há absolutamente nada de cunho pessoal, ou diretamente ofensivo a quem quer que seja, no que escrevo a seguir. Aqui se discutem ideias e fatos. Ao citar nomes, me refiro especificamente ao editor em seu posto e aos meus ex-sócios, nos limites contextuais da criação do SketchJazz e seus desdobramentos, e não às suas pessoas ou personalidades individuais)

UMA CRISE MORAL NA ILUSTRAÇÃO BRASILEIRA

Não se deixe levar pela fofoca ou cair na vala comum do julgamento raso ou precipitado sobre este triste episódio da ilustração brasileira.

Seja responsável, adulto e honesto consigo mesmo.

Leia, informe-se e compreenda os fatos antes de comentar, e não forme um juízo tendencioso ou equivocado através da leitura superficial de um assunto tão sério.

Saiba do que se trata, compare os fatos, tire suas próprias conclusões e forme sua própria opinião. Não deixe que façam isto por você.

A luta que se trava a seguir não é por dinheiro. É uma questão moral e ética, ou a quebra da ética, uma fratura moral exposta ao público.

Eu defendo princípios, o respeito ao leitor, ao frequentador do evento e a realidade histórica, factual e verdadeira do primeiro ano do SketchJazz, e vou até o fim, respeitando a verdade e os fatos reais.

O outro lado defende a queima de arquivos, a deturpação dos fatos, o negacionismo, a mentira a serviço da vaidade e da reconstrução do passado com o único propósito de capitalizar notoriedade e fama, apagando o nome do criador do evento e de toda a sua participação, seja em texto, fotos ou desenhos, para que se possa assinar os próprios nomes por cima, como “criadores” do SketchJazz.

Chegam a falar de “campanha difamatória” enquanto se arriscam criminalmente difamando, caluniando, mentindo e inventando factóides como muletas para seus argumentos, mas não conseguem sustentar as palavras com seus atos.

Incapazes de manter um diálogo inteligente e racional, deletam e bloqueiam a todos que os contrariam, falam pelas costas, acusam, ameaçam, envolvem família, inventam brigas inexistentes, demonstrando imaturidade ou até mesmo infantilidade, depois de tanta bravata e falsidade de propósito.

“O passado é indestrutível, cedo ou tarde, todas as coisas voltam, e uma das coisas que volta é o projeto de abolir o passado.” – Jorge Luis Borges

A Revista Ilustrar publicou uma informação que não corresponde à verdade em sua edição especial nº 32, e ao se referir a um evento de minha autoria e criação, me garante o direito de resposta, também em um veículo público, como este blog.

Aparentemente haverá uma revisão neste texto, vamos aguardar o resultado, que será postado aqui no blog, assim que o novo material estiver disponível.

Ao contrário do que foi publicado, Fabio Corazza e Joel Lobo não são os criadores do SketchJazz, mas co-autores. Nos primeiros encontros eles eram convidados como qualquer outro, como foi também o próprio editor, Ricardo Antunes, que esteve presente no encontro de setembro de 2010. Há documentos que comprovam estes dados.

Se o editor da Revista Ilustrar sabia, foi conivente e omisso. Se não sabia, foi enganado, o que não o exime da responsabilidade de publicar uma inverdade em sua revista.

Não se trata de um equívoco inocente, um erro de digitação ou falha na revisão. Trata-se de um texto escrito com a intenção deliberada de substituir a realidade dos fatos e fomentar uma lenda urbana, inconsistente e fantasiosa.

O SketchJazz não foi criado em junho, data do primeiro encontro, nem em maio, quando visitei o local para ver se havia condições de realizar o evento.

Ninguém soube do projeto piloto do SketchJazz, realizado no mês anterior ao evento. Eu estava lá sozinho.

Na verdade a ideia de reunir pessoas para desenhar em bares de Jazz já está comigo há muitos anos, desde a minha participação num projeto com este formato em 1998, na Illustration Academy, um curso de ilustração que acontece nos EUA.

Naquele ano estivemos em diversos bares de Jazz em Kansas City, um dos berços deste gênero musical, e desenhamos músicos, rascunhamos composições, ideias gráficas, etc. Jim Burke, um dos nossos colegas estava sentado atrás de um baixista, e fez um estudo sensacional, que evoluiu para uma ilustração mais finalizada, e esta imagem acabou sendo premiada com a medalha de ouro na Sociedade dos Ilustradores de Nova Iorque.

Esta estória, vivida em primeira pessoa, foi contada e recontada diversas vezes entre os inscritos nos meus workshops inclusive para o Fabio e Joel, aqui no meu estúdio, dentro da minha casa, e este foi o embrião das ideias que originaram o SketchJazz, tempos depois.

Isto se tornou assunto informal em outros encontros ilustrados, inclusive no Bistecão.

Eu aguardei por muito tempo pela oportunidade de fazer o mesmo evento em São Paulo, mas só encontrei a motivação e o ambiente social necessários para isto depois de ter organizado várias edições do Sketchcrawl, do qual derivou o SketchJazz e também, na mesma época, o SketchCopa, o SketchLunch, o SketchSampa e o SketchClássico. Na verdade eram todos o mesmo evento, sob temas diferentes, que eu criava, organizava e coordenava por absoluto prazer em reunir amigos para desenhar nos mais diversos locais.

Desenhar em bares de Jazz já estava nos meus planos muito antes dos primeiros cabelos brancos do Fabio aparecerem, e eu o conheci já bastante grisalho.

O Joel Lobo foi o único convidado presente na edição número 1 (sem registro de fotos do Joel naquela noite), e o Fabio só compareceu, também como convidado, no segundo encontro. O terceiro SketchJazz teve a presença dos dois, além de outros convidados. A sociedade só se formou e se oficializou tempos depois. Eles não são os criadores do evento, e quem afirma isto mente sem provas, afinal qual deles teria o flyer da casa com a programação do mês anterior ao evento? Além disto há os meus twits convidando o pessoal para os dois primeiros encontros, as fotos dos participantes e os posts publicados neste blog, na sequência dos primeiros encontros.

As fotos abaixo são de JUNHO de 2010.

Não sei os motivos nem as conversas de bastidor que levaram à esta distorção, reescrevendo a origem do SketchJazz baseada num relato falso, e não cabe a mim este tipo de julgamento. Mas é meu o direito de dizer a verdade, sustentada em fatos e provas, e mesmo que queiram omitir o meu nome, não se pode distorcer os fatos e dizer que o evento foi criado por estes dois artistas, isto não procede.

A autoria, nome, desenhos e toda a minha participação nas diversas etapas do evento foram omitidos, deliberadamente, intencionalmente, nesta publicação, mas isto não é o que importa. O pior desta atitude é a falta de respeito com o frequentador do evento e a falta de comprometimento com os leitores da revista, que são levados a acreditar em uma mentira.

A vaidade, a mesquinharia e egolatria não deveriam tomar proporções maiores do que a verdade, na tentativa de fazer sombra a fatos concretos e evidências materiais, comprováveis.


A busca frenética pela autoria do que não é seu, além de repudiável, é um ato imoral, anti-ético e fere todos os princípios de respeito profissional e de convívio entre seus pares.

Não estamos falando de “créditos ao Montalvo” aqui, mas da forma que se pode manipular as palavras para impressionar o público, favorecendo alguns e prejudicando a outros.

O SketchJazz teve um criador e dois co-autores, mas se tivessem publicado “evento criado por 3 artistas, e atualmente conduzido por Joel Lobo e Fabio Corazza”, eles teriam sido honestos e verdadeiros, as palavras corresponderiam a realidade, e nada disto estaria acontecendo. Não me importo com o crédito em absoluto, mas com a verdade histórica dos fatos, que foi sacrificada neste caso.

Não se pode reescrever os fatos de forma a distorcer a realidade, apenas para agradar alguns. A história é a história, quer gostem dela ou não.

E estas são algumas das evidências, para quem quiser conferir:

OS ENCONTROS ILUSTRADOS E A FOME INSACIÁVEL DE DESENHAR

O início de 2009 foi um período muito rico, intenso e extremamente produtivo para os ilustradores paulistanos. Era um grande prazer reunir os amigos, desenhar em grupo, nas ruas, motivados pelo Sketchcrawl, evento internacional que eu promovi em São Paulo, em janeiro daquele ano. Dezenas dos encontros seguintes promoviam a doação de alimentos não perecíveis para a casa Maria Helena Paulina, instituição de pequeno porte que cuida de crianças com câncer. Eu guardo até hoje todos os recibos das doações entregues à esta instituição.

Mas para esta turma, se encontrar a cada 3 ou 4 meses era pouco, todos queriam mais.

Emendávamos o final do Bistecão com madrugadas divertidíssimas na padaria Bella Paulista, de onde costumávamos sair na manhã seguinte, com o dia claro, e ainda achávamos energia para desenhar em nossos sketchbooks, e tínhamos certeza de estar na melhor companhia possível, éramos os “indormíveis”, amigos inseparáveis, e a cidade era nossa.

O evento ILUSTRE, realizado na metade de 2010 no SESC Pinheiros, reunia centenas de pessoas, diariamente, por vários meses consecutivos, nas mais diversas categorias de eventos ilustrados. Um deles foi coordenado por mim, exatamente sobre o assunto sketchbooks e desenho urbano.

Esticamos a Virada Cultural de 2010 por dois dias, virando a noite, comparecendo ao workshop do Alarcão no mesmo evento do SESC, no domingo à tarde , e ainda assim era pouco, queríamos mais. Eu fiquei mais de 30 horas no ar, com o caderno cheio de novos desenhos, exausto, mas extremamente feliz e realizado.

Mesmo com tudo isto, ainda havia como promover mais encontros ilustrados, e durante algum tempo fizemos o SketchLunch, onde eu e alguns amigos da Vetor Zero levávamos o caderninho para um restaurante, e desenhávamos por alguns minutos depois do almoço.

Pra os indormíveis, haviam motivos para promover sketch-qualquer-coisa, e na falta de um tema, fizemos alguns SketchSampa, em encontros no centrão da cidade, onde qualquer calçada era uma unidade móvel do estúdio, e qualquer prédio antigo era um tema altamente desenhável.

Éramos realmente insaciáveis, e como era bom ter amigos e desenho em comum. Eu recebi mais de 200 pessoas no meu estúdio, em workshops, oficinas, encontros informais e inúmeros mutirões voluntários para confecção de quase uma centena de sketchbooks do Bistecão Ilustrado.

Em outubro de 2009 e 2010 improvisamos um SketchPraia, no salão da pousada Encanto das Pedras, atravessando a madrugada dos workshops de imersão total que ministrei em Maresias, e ganhando strudels quentinhos às duas da matina, feitos pela querida amiga Medi, proprietária do local.

Durante os jogos da Copa, enquanto o Brasil se esgoelava com o futebol, eu sugeri o SketchCopa, e do primeiro ao último jogo do Brasil na Copa este grupo de amigos se reuniu nas ruas de São Paulo, absolutamente vazias, e capturavam este cenário incomum em seus sketchbooks.

Fizemos também o SketchClássico, na Sala São Paulo.

Nesta época as variações de Sketch-Eventos era tão diversa, que chegaram a sugerir o SketchPuta, para desenhar strippers em alguma casa do gênero, mas eu fui contrário a ideia, e ficamos sempre com opções mais familiares, como o encontro no Templo Zu Lai, batizado aleatoriamente de “Sketch Buda”. Preferimos manter a boa reputação dos eventos e a confiança dos participantes, especialmente os casados ou com relacionamentos estáveis.


O nosso objetivo era desenhar em grupo, e nada mais. E foi isto que fizemos, incansavelmente, dia e noite, por anos.

Todos os que participaram de cada um destes eventos sabe exatamente quem os convidou, quem organizou e quem os recebeu em cada encontro, principalmente os que frequentaram as primeiras noites do SketchJazz.

O grupo era tão afinado que reunimos aqui em casa diversas vezes, por qualquer motivo, a ponto dos amigos se auto-convidarem, tamanha era a certeza que seriam bem vindos a qualquer momento. Esticávamos até altas horas, sempre no melhor clima do mundo, e “fraternidade” era a palavra que definia perfeitamente aquela turma.

E tudo isto se perdeu numa caldeira de vaidades estúpidas, de inexplicável intolerância e egolatria sem limites.

Hoje parte deles quer meu couro, alguns querem minha caveira, e outros não querem me ver.

Eu não preciso mentir sobre as coisas que faço, a realidade simplesmente existe, ela é soberana e mais concreta do que qualquer coisa que se diga ou se escreva. Eu sempre promovi encontros, workshops, palestras, e neste período eu realizei todo tipo de Sketch-isto, Sketch-aquilo, e o SketchJazz era a cereja do bolo, a união perfeita de tudo que eu mais gostava: desenho, Jazz e amigos.

Todas estas pessoas que frequentaram a minha casa, e também os que estiveram nos encontros de desenho urbano, sabe exatamente quem é quem nesta estória. Eu nunca precisei arranhar o nome de ninguém, nem assinar a obra alheia para existir, não é desta forma que eu criei a minha reputação.

EU ASSINO TUDO O QUE FAÇO.

De bom ou de ruim, se é meu, se eu fiz, tem meu nome. Se não for meu, ou é de outra pessoa ou é mentira. Eu chamo isto de respeito, de ética e dignidade. Sou verdadeiro até os ossos, e sou capaz de morrer pelas minhas convicções.

Eu não preciso disputar a autoria do SketchJazz com ninguém, eu fiz todos os eventos citados acima, inclusive o SJ. Quem esteve lá, sabe.

Boa ou ruim, a minha história não sou eu quem conto, são as pessoas com quem convivi nestes anos todos, em workshops, palestras, oficinas, encontros ilustrados, agências, produtoras, estúdios, faculdades, aqui em casa, enfim. E a verdade não é maior nem menor do que tudo que se pode dizer para tentar descrevê-la, ela simplesmente é, apesar da camuflagem das palavras.

Eu sei tudo o que fiz, de bom e de ruim, na minha vida e na minha carreira. Errei muito e acertei algumas vezes.

Um dos meus maiores erros foi ter dedicado um terço, talvez mais, da minha vida profissional aos outros. Deveria ter sido mais egoísta, eu seria mais famoso, mais rico, mais realizado e provavelmente menos feliz. Contribuí com os estudos e com a carreira de vários colegas de profissão, estudantes, amigos e parceiros de lápis e papel. Muita gente sabe do que estou falando, porque compareceram, e absorveram algo do que eu tinha para oferecer.

Inclusive meus dois ex-sócios.

Obrigado pela presença nos workshops de pastel, Fabio. Você foi o meu melhor aluno, e superou o mestre.

O Joel era um aluno dedicado, persistente, pontual, inteligente, atento, mas não foi muito além disto.

E o que mais fizeram estes “criadores” do SketchJazz, além de assinar o alheio? Em que contribuíram para o coletivo? O que fizeram além de idolatrar o próprio umbigo? Algum workshop? Alguma oficina? Alguma palestra?

Partilharam a sua fatia de bolo com alguém, uma vez que fosse? Não que eu saiba.

Quanta necessidade de holofotes, que fome insaciável pela notoriedade, pela fama, a ponto de expor a própria credibilidade aos riscos para manter as aparências.

Como é triste ver que alguém com uma carreira consolidada precisar forjar reputação e credibilidade assumindo a autoria do que não é seu. E não foi na calada da noite, escondido, na miúda. Aconteceu ousadamente, no maior veículo de comunicação do mercado de ilustração nacional.

Que coisa feia, que atitude rasteira.

Eu não me importaria em ser omitido da publicação desta coletânea do SketchJazz, sinceramente, desde que eu fosse consultado. O anonimato poderia ter sido uma opção minha, muito mais digna, honrosa e honesta para ambas as partes, mas fazer isto às escondidas é vergonhoso. Não para mim, mas para quem montou esta cenografia.

Mas a vaidade é uma característica do ser humano, sempre haverão aqueles que sentem a necessidade de ostentar um Rolex, sem admitir jamais que foi comprado num camelô.

ANTES DO PRIMEIRO SKETCHJAZZ

Neste período de grande potencial criativo, eu queria colocar em prática um desejo antigo, unindo duas coisas que eu sempre adorei: Jazz e desenho. Três, na verdade, Jazz, desenho e amigos. Mas não sabia se iria dar certo, afinal é um gênero musical incomum, e não sabia se outros colegas gostariam de embarcar neste tipo de balada, que eu já tinha participado durante a Illustration Academy, em diversos bares de Jazz em Kansas City, em 1997 e 1998. Contando sobre estes encontros nos EUA, durante os workshops e conversas entre amigos, encontrei alguns que também gostavam de Jazz, e percebi que havia a motivação necessária para este tipo de encontro.

No meu caminho para casa, saindo do Estúdio Notan, onde eu trabalhava em 2010, eu sempre passava pelo All of Jazz, casa noturna especializada neste estilo musical, e que eu já havia frequentado anos antes. Numa daquelas noites frias de maio eu resolvi entrar e conferir se o local era viável, principalmente em termos de iluminação, já que o ambiente costuma ser escuro. Eu estava com alguns papéis e canetas na mochila, e fiz um projeto piloto, solo e não anunciado, do SketchJazz número zero. Nome era óbvio, praticamente inevitável, derivado das muitas variantes do Sketchcrawl que eu promovi naquela época. O lugar e a música me pareceram bons, tudo certo para convidar os amigos, e eu pedi um folheto com a programação do mês, que tenho comigo até hoje. Este foi o início de tudo.

Dias depois eu postei um convite no Twitter, convidando os amigos para o primeiro SketchJazz, e este post inaugural está lá até hoje.

Apenas o Joel Lobo compartilhou a mesa comigo, porque uma outra amiga acabou se desencontrando, mas mesmo assim foi uma noite memorável, e decidi chamar o pessoal novamente para um show que haveria lá na quinta e na sexta-feira daquela mesma semana. Na ocasião eu recebi o Fabio Corazza, a Aline Paes e o Luan Targino na quinta, e outra galera na noite seguinte, em encontros que ficaram para a história, ao menos destes amigos.

O CRESCIMENTO DO SKETCHJAZZ

O potencial do nosso pequeno evento era evidente, as pessoas das mesas ao redor se interessavam em saber o que aquele pessoal tanto rabiscava durante o show, e até mesmo os músicos vinham conversar com a gente após a apresentação, com a curiosidade atiçada pela mesa onde ninguém conversava, só desenhava.

Os encontros se seguiram, e em pouco tempo eu, o Joel e o Fabio éramos os mais constantes, ávidos por novos shows, novos lugares, e de forma totalmente espontânea, estávamos promovendo os encontros seguintes, por vezes fazendo SketchJazz relâmpagos, decididos uma hora antes do espetáculo, realizando até 3 encontros por semana. Não havia hierarquia, éramos um grupo coeso, entusiasmado e sonhador. Os 3 mosqueteiros da ilustração.

Foi uma das melhores épocas da minha vida, não tenho a menor dúvida. Costumávamos dizer que demorou 40 anos até encontrarmos a nossa turma.

Começamos a postar as imagens do evento, e sentimos que tudo aquilo carecia de um material promocional, um logotipo, cartões de visita, um website, enfim uma organização maior e melhor.

E assim foi feito, e o evento cresceu em participantes e popularidade. Resolvemos fazer uma expo com 12 artistas, que reuniu cerca de 400 pessoas, levamos estas mesmas obras para um restaurante japonês, onde ficaram expostas durante meses, enfim, a ideia se realizou, e era um sucesso.

O GOLPE DE ESTADO NO SKETCHJAZZ

O Joel e o Fabio tinham se tornado naturalmente os organizadores prioritários dos eventos, e mantínhamos encontros regulares, online ou pessoalmente, e tudo parecia estar indo muito bem.

Houve um período onde o Joel era a dissidência do grupo, que quase se dissolveu numa acalorada discussão interna, onde eu e o Fabio estávamos com opiniões frontalmente opostas com as do nosso sócio. Foi por um fio que o grupo não acabou ali, naquela noite, mas superamos as diferenças e o SketchJazz sobreviveu.

Como aquele grupo tão coeso, de amigos tão próximos, poderia se deixar envenenar por um assunto externo, totalmente alheio aos seus integrantes?

De onde vinha a cara amarrada, as respostas secas, o distanciamento e aquela hostilidade toda que o Fabio demonstrou comigo na feirinha do Paribar, e o silêncio perturbador durante o jantar que se seguiu?

A semente da discórdia não poderia ter vindo de forma mais surpreendente e fatal, para mim, como a bala de um sniper, que atinge a vítima antes que se possa ouvir o disparo.

Quem poderia supor que minhas postagens pessoais no Facebook, a respeito dos estudantes da USP, poderia ter criado tanto ódio no Fabio Corazza, a ponto dele me ligar em casa, me culpando pelo pequeno número de participantes no encontro de dezembro, ao contrário do SJ da mesma data no ano anterior, que reuniu mais de 20 pessoas (Uau, que multidão). Talvez tenha sido um sucesso por se tratar de um tributo à Ella Fitzgerald, praticamente uma unanimidade entre os amantes do gênero. Me culpar por haver meia-dúzia de pessoas na mesa era uma agressão desnecessária e totalmente descabida, porque aquele era o padrão, os encontros raramente traziam mais pessoas do que isto. Ele chegou ao extremo de culpar meus textos pelo suposto isolamento dele e da namorada no Bistecão, pelo simples fato de sermos amigos, por mais bizarra e incoerente que seja esta acusação. Talvez ele não tenha se dado conta que os colegas estivessem apenas respeitando a privacidade do casal, e eu não tivesse absolutamente nada a ver com isto, mesmo porque eu já não frequentava o Bistecão há vários meses.

Ele encerrou a conversa dizendo friamente:

“Se você ficar no SketchJazz eu saio”.

Eu queria sair do Sketchjazz, tanto quanto um
pedaço de orelha queria sair do Holyfield.

Foi com este mesmo espírito esportivo
que o Fabio me tirou do SketchJazz.

O tiro foi certeiro, head shot, eu estava fora do SketchJazz ao final daquela ligação surreal. Não porque eu quisesse sair, muito pelo contrário, mas eu confesso que fraquejei e entreguei a criança. Nisto eu errei, e por este ato impensado eu me arrependo. Se ele estava incomodado, que saísse de uma vez, como já havia ameaçado quando o Joel era a dissidência do grupo.

Mais do que errar, eu fui burro, e não segui os meus próprios conselhos: “Não faça qualquer acordo sem um contrato”. Onde eu estava com a cabeça, de aceitar o rompimento da sociedade assim, “de boca”, por telefone? Tinhamos um projeto em comum, um empreendimento, ainda que pequeno, mas era um negócio, não uma roda de ciranda-cirandinha. Hoje eu teria um documento pra esfregar na cara de quem falasse besteira.

Mesmo nunca tendo trocado uma única palavra áspera com ele sobre a USP ou qualquer outro assunto, e assinando todas as postagens com meu nome, em minha página pessoal, ele tomou aquilo como pessoal, e em sua decisão sorrateira, irretratável e irrevogável não cabia uma conversa futura, uma reunião, nada. Era terminal. Uma postura intolerante, traiçoeira, inexplicável e absolutamente surpreendente, vinda de um dos melhores amigos que se pode ter, o sócio, incentivador, promotor e co-fundador do projeto dos meus sonhos.

Em um instante, sem aviso prévio, eu fui expulso do evento que eu mesmo criei.

Foi um Golpe de Estado, um tapetasso traiçoeiro e premeditado. E quero ver ele dizer o contrário, olhando na minha cara.

Curioso mesmo é que poucas semanas antes, ele estava aqui em casa, fazendo o sketchbook preto comigo, a pedido dele mesmo. Se havia um problema a ser discutido, porque não nas 12 horas que passamos costurando, colando e montando aquele caderno? Falamos apenas amenidades, em clima de harmonia e amizade, para tomar chumbo poucos dias depois. Vai entender o ser humano.

Mas olhando para trás, é evidente que a arapuca já estava armada, há tempos. Dias depois o Joel me liga para saber se vou demorar pra retirar minhas imagens, como num despejo virtual. Apaguei tudo, e em 5 minutos eu não fazia mais parte da galeria, apesar deles “permitirem” que meus posts ficassem por vários meses. Apagaram quase todos recentemente, a ideia é não deixar qualquer rastro da minha existência, mas esqueceram alguns no ar.

Acho que falharam ao fazer a faxina, sei lá.

O que se seguiu foi uma sequência de desastres em efeito dominó, que acabaria por arranhar a minha amizade com praticamente todos os colegas. Fato que poderia já ter sido esquecido, se não fosse a queima de arquivos omitindo o meu nome da criação do evento, primeiro no site do SketchJazz, e agora, na Revista Ilustrar.

Sabe-se lá de que forma anedótica a origem do encontro é contada ao pé do ouvido, nas conversas informais, construindo aos poucos mais uma lenda urbana, moldada com as palavras dos “criadores” do evento.

Está claro que a intenção dos dois é apagar da história do SketchJazz não apenas o meu nome, mas tudo o que você leu até aqui.

A vaidade e o ego inflado de ambos não permite que se divida a autoria, a criação e o rasurado Direito Autoral Moral do evento em que eles tomaram a paternidade na mão grande. Só que o exame de DNA deu negativo, o tipo sanguíneo não bate.

Eu revelei esta mesma realidade, por e-mail, para os participantes da Expo, no início do ano passado, não como denúncia, mas a bem da verdade. Os integrantes do SketchJazz tinham o direito de saber o que acontecia nos bastidores, e no website eles tinham trocado “uma iniciativa de 3 artistas, etc” por “dois artistas”. Exatamente como na edição especial da Revista Ilustrar, eles simplesmente repetiram o fato, imagino que já deviam prever as consequências.

As mensagens trocadas com cópia para os 12 integrantes tratava única e exclusivamente dos assuntos do SketchJazz, e havia motivo, lógica e coerência em compartilhar a verdade com eles, e apenas com eles, envolvidos diretamente na realização da expo e dos encontros seguintes.

Mas o Joel Lobo não soube manter o diálogo apenas no tema em questão. De uma forma vil e desonesta, despejou um caminhão de entulho, traiu a minha confiança abrindo questões estritamente familiares para o grupo, falou do meu pai, e acredite, me sugeriu mais apego com a religião. Justo pra quem? Chegou ao ridículo a citar versos de Santo Agostinho, em tom de lição de moral, como se isto fosse boa referência para alguma coisa.

Pra quem não sabe, Santo Agostinho era um misógino falastrão que, entre outras coisas, dizia:

“Mulheres não deveriam ser educadas ou ensinadas de nenhum modo. Deveriam, na verdade, ser segregadas já que são causa de horrendas e involuntárias ereções em santos homens.”

“Ora, uma serva ou uma escrava nunca tem muitos senhores, mas um senhor tem muitas escravas. Assim, nunca ouvimos dizer que mulheres santas tivessem servido a vários maridos e sim que muitas serviram a um só marido. Isso não é contraditório à natureza do casamento.”

“É Eva, a tentadora, que devemos ver em toda mulher. Não consigo ver que utilidade a mulher tem para o homem, tirando a função de ter filhos.” – Santo Agostinho

Cada um escolhe os seus heróis, não é mesmo?

Estas eram as sugestões de um ex-sócio, que descambou para ofensas pessoais diretas, “ad-hominem”, fugindo completamente de um assunto exclusivamente profissional, técnico, que nada tinha a ver com meu pai ou a minha fé, ou a falta dela.

Toda a ética, moral, respeito, confiança e o sigilo de questões familiares, de cunho pessoal e confiadas em amizade fraterna, foram jogadas no lixo pelo meu ex-sócio, que tentou me denegrir como pessoa – não como profissional ou colega, note bem – , na frente dos nossos parceiros de exposição, fugindo completamente do assunto em questão, que era o SketchJazz.

O Fabio perdeu a linha totalmente, respondendo descontrolado, com palavrões, de forma irreconhecível, que dispensou na época, e dispensa até hoje, qualquer comentário.

O silêncio e o afastamento que se seguiram, por parte da maioria dos parceiros da expo, mostrou que o corporativismo e a preservação do grupo por meio do silêncio foi mais importante e mais forte do que a nossa amizade e o senso de justiça.

Desta forma eu acabei me afastando, não apenas do SketchJazz, mas de todos os encontros ilustrados, workshops, redes sociais e dos ilustradores em geral. Não havia mais clima, eu não consigo mais distinguir a amizade sincera da tolerância social entre os meus iguais.

Os desafetos se apresentam para mim com muito mais nitidez, afinal as atitudes odiosas sempre escurecem o ambiente com suas cores turvas, inconfundíveis.

O mal estar na presença do Fabio se tornou pesado, insuportável, a ponto dele sair tropeçando em cadeiras e atropelando quem estivesse na sua frente, desastradamente, para sair às pressas da mesa que eu me aproximava, na última vez em que nos vimos. A elegância britânica deu lugar ao avesso da educação, ao negativo das boas maneiras, uma figura estabanada, irreconhecível.

É claro que tudo isto estaria protegido na esfera pessoal, e morreria comigo e com os participantes desta pequena ópera bufa, se a faxina não se repetisse de forma tão acintosa, varrendo para baixo do tapete, intencionalmente, toda a dedicação que tive na criação do SketchJazz, onde eu recebia Joel, Fabio e todos os outros convidados com abraços e sorrisos, nos primeiros e despretensiosos encontros.

Aliás, como sempre fiz em todos os outros eventos que promovi.

Há mais de um ano são eles quem conduzem o espetáculo, e o fazem muito bem por sinal, mas negar por escrito o meu DNA na legítima paternidade do evento é um ato egocêntrico, vaidoso, mesquinho, inconsequente e de aspectos morais bastante questionáveis.

Por mais que eu não goste tenho que ser coerente e realista, os méritos são de quem faz. E eles conduzem muito bem, mesmo não tendo criado o evento.

É extremamente lamentável que tenhamos chegado a este ponto, e revirar esta sujeira é profundamente doloroso para mim. Chegar ao ponto de abrir tudo isto de forma pública pode trazer resultados imprevisíveis, mas assim como foi pública a mentira, que seja pública também a verdade, toda ela, seja boa ou má, perfumada ou fedorenta.

Eu poderia relevar tudo isto, aceitar as perdas, encarar a derrota e tocar a vida adiante, demonstrando grandiosidade e humildade cristã. Acontece que eu não sou grande, nem humilde, nem cristão.

Posso ser extremamente generoso, gentil, de riso fácil e abraço apertado, nunca bati em ninguém, mas no campo das ideias, não apanho sem revidar. Neste aspecto, ninguém vai me ver oferecer a outra face.

Traído pela minha incontrolável sinceridade, hoje eu me vejo distante de um grupo de amigos conquistados ao longo de muitos anos, e mesmo com tudo o que dediquei aos colegas artistas, novatos ou veteranos, vejo meu nome numa lista negra, do lado de fora da panelinha dos ilustradores. De nada adiantou dedicar mais de uma década da minha vida ao cultivo das amizades, à promoção de encontros ilustrados, festas, encontros, treinamentos, interatividade entre profissionais e amigos, e de manter as portas da minha casa e do meu estúdio abertas a todos, recebendo cada um deles com um sorriso amigo e um abraço fraterno, até mesmo os que hoje fazem todo tipo de esforço para apagar meu nome de tudo o que ajudei a construir.

Há os que nasceram para agregar e os nasceram para dividir.

Há os que nasceram para viver no mundo artificial das aparências, que se alimentam da opinião alheia, da vaidade extrema, e que são capazes de fazer qualquer coisa, mas qualquer coisa MESMO, em busca da auto-indulgência, da satisfação do ego e da embriaguez da popularidade.

Por mais caro que este harakiri social possa me custar, eu sou um escravo da verdade, e estou disposto a me sacrificar por ela.

Tudo o que está escrito aqui é verdadeiro e sincero até a última letra.

Há fotos, postagens, twits, e-mails e testemunhas que sustentam cada palavra.

Eu posso repetir cada linha de cor, olhando nos olhos de qualquer colega, advogado ou juiz.

Mas sei que haverão os bons-moços, polidos, requintados e elegantes, que preferem a versão Polyanna do SketchJazz, publicada na Revista Ilustrar.

Pelo menos agora há duas versões, e você pode escolher em qual acreditar.

Demorei 45 anos para encontrar a minha turma. Eu sei o que fiz por eles, e com eles.

Do meio do nada, dois caras do meu time me quebram as pernas num carrinho maldoso, pelas costas, eu tomo o cartão vermelho, rasgam a minha carteirinha de sócio, queimam os arquivos, e ainda ficam com a minha bola.

Pense bem, seja sincero com você mesmo, e tente responder:

É honesto apropriar-se do alheio e assumir, numa publicação respeitada no meio, a autoria do que não criou?

É justo fazer isto com um colega de profissão, que ensinou algumas das técnicas que ambos utilizam?

É ético colocar numa lista negra quem dedicou uma década de sua vida à instrução, defesa e evolução profissional de centenas de colegas?

É digno omitir, consciente e deliberadamente das páginas da revista, quem colaborou com ela, traduziu textos e ajudou a divulgá-la, em todas as edições, desde o número 1?

É correto punir quem nunca te fez mal?

É realmente necessário escalar uma escadaria de cabeças, com o auxílio de muletas, para alcançar a notoriedade?

Vale a pena fazer qualquer coisa, mesmo, para conquistar seus minutos de fama?

Pode ser difícil admitir, mas você sabe todas as respostas.

Pode-se enganar a todos, menos a própria consciência.

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10 Comments

  1. Rogerio Caetano
    Posted 7 de fevereiro de 2013 at 11:07 | Permalink

    A César o que é de César. O que é certo é certo, se iniciou-se com 3 com os 3 será eternamente. Não sei os bastidores da publicação, o que foi levado ou não para ser publicado, mas todo mundo que te acompanha (eu no caso desde o Ilustrasite), sabe o movimento q foi iniciado por você, eu por exemplo conheci o SKetchcrawl e SketchJazz por você, o que me motivou tentar criar algo parecido na minha cidade, mas como mtos preferem só ficar na frente do computador ou se isolar em festinhas moderninhas não foi pra frente.

    Fico triste, desmotivado e cada vez mais desacreditado em tudo na humanidade, principalmente no nosso país. Ética não é só para governantes e políticos, se não a temos não temos como querer que eles a possuam tb e isso no Brasil está cada vez mais virando regra. Espero que tudo chegue a uma conclusão que cada um siga o seu caminho e todos tenham o que merecem.

  2. Luan Targino
    Posted 7 de fevereiro de 2013 at 19:56 | Permalink

    Estou por fora dos acontecimentos e dos encontros a um tempo já… não sei o que aconteceu, não sei quem está certo ou se existe um certo.

    Mas de uma coisa eu não tenho dúvida, na época que aconteceram esses encontros eu utilizava muito o twitter e esses encontros foram organizados por você Montalvo, tanto que estive lá no 2º encontro após ver um convite seu.

    Seu nome deve estar ligado ao evento pelo tempo que você achar necessário.

    Quer os atuais organizadores queiram ou não…

    Ao meu ver é uma atitude tão óbvia que esses acontecimentos nem deveriam ter existido.

    Força ai…

  3. Posted 7 de fevereiro de 2013 at 20:08 | Permalink

    Os testemunhos do Rogerio Caetano e Luan Targino são auto-explicativos.

    O passado não pode ser modificado, apenas relatado ou distorcido.

    Neste contexto eles são a própria verdade, falando.

    Obrigado e abraços!

  4. Marcio Guerra
    Posted 8 de fevereiro de 2013 at 15:37 | Permalink

    Minha opinião:

    No geral:
    Vocês estão hipervalorizando esta questão.

    Como começou:
    Montalvo alfinetou o Ricardo, que ficou ‘puto’ e esbravejou com ameaças.
    Pronto, deu-se início ao “se é pra brigar, vamos brigar”.

    Montalvo levantou uma questão única, contestou e manteve o foco naquilo que estava protestando. Apresentou argumentos e desenvolveu a discussão.

    Fábio apresentou a sua versão e Joel a dele.

    Um caso de mal entendido, mas com a troca de farpas, insultos, ransos passados a questão começa tomar proporções gigantescas.

    bullying digital, bravatas e campanha difamatória… pelo amor do JC, quanto drama!

    Sobre os participantes:

    Conheço pouco o Joel e o Fábio (o Fábio um pouco mais…) mas não acho que eles agiram de má fé. Não acho que estejam mentindo. Acho que são boas pessoas.

    Agora, o Montalvo, eu conheço melhor.
    Nunca o vi travar uma discussão que ele não estivesse cercado de bons argumentos. Nunca o vi lutar por algo unicamente pessoal. Nunca vi nenhuma atitude ferisse a honra de alguém. Nunca o vi se deixar levar pelas ofensas pessoais e se colocar acima do coletivo. Nunca o vi mudar o foco da discussão por violentas ofensas pessoais.
    Eu o julgo honesto e de conduta e ilibada.
    Tem um apego a discussão que poucos tem, ele se entrega, se dedica a defender um argumento, fomenta, acalora… uma caminho que quase não tem fim… Muitas vezes, não sabe a hora de parar.
    Poucos entendem e a maioria já acham que é briga.. pq tem um bando de zé ruela que não gosta de discutir… acha é briga e prefere a chatíssima ‘concordância sem fim’.

    O Rompimento de uma sociedade por briga gera falta de comunicação, que por sua vez, gera especulação do que outro pensa… se existe orgulho ferido, existirá especulação negativa…
    Os 2 lados estão fazendo especulação negativa.

    Revista Ilustrar

    Esperava que revista incluísse o Montalvo neste especial de sketches, todos sabem da o importância dele no meio da ilustração, como seus sketchbooks são fantástico e não incluí-lo por motivos pessoais com o editor é tirar a credibilidade da seriedade da revista.
    A revista tem que estar além de julgamento pessoais do editor.

    Quanto ao erro, uma errata na edição seguinte acho que é sufuciente.

  5. Posted 8 de fevereiro de 2013 at 18:51 | Permalink

    Não é por nada não, mas descobri que fui bloqueado pelos dois ditos ‘criadores’ do Sketchjazz, no Facebook.

    Porque eu falei mal de todo mundo, ironizei, e fiz mó bagunça na rede social?
    Não. Basicamente, o que eu disse sobre o conflito foi:

    ” Tenho maior respeito profissional por todos os envolvidos na desavença que aconteceu.

    Entendo que foi justa a reivindicação do Montalvo por crédito, e achei legal o Ricardo Antunes suspender o lançamento do livro, pra rever o material e completar a informação.

    O leitor sairá ganhando.”

    Acho que todos sabem que eu sou amigo do Montalvo. Aparentemente isso bastou para os dois me bloquearem.

    Eu nem ia comentar mais nada sobre isso, mas me sinto obrigado a dizer que tem alguém querendo esconder alguma coisa do público. Se não, qual seria a outra razão para bloquearem a mim e a outro(s) amigo(s) do Montalvo?

    Evitar contestação? Evitar a descoberta de algo?
    Se foi um mal entendido, peço que me escrevam por e-mail (eduanunes@gmail.com), que eu desfaço na mesma hora.

    Abraços a todos,

    Lembrando que em nenhum momento eu escrevi qualquer grosseria drigida a qualquer um dos envolvidos.
    Até ser subitamente bloqueado, tinha entendido que a briga poderia ser uma questão de ‘ponto de vista’, e não de má fé por uma das partes.

    Parece que me enganei?

    Eu sempre gosto de admitir que posso estar profundamente enganado sobre as pessoas, mas nesse caso, tá bem difícil fugir de uma conclusão até óbvia.

  6. Leandro Oliveira
    Posted 8 de fevereiro de 2013 at 19:11 | Permalink

    Olá Monta.
    Sei que coisas desse tipo nos desgastam, nos fazem questionar e duvidar das boas intenções; fazem com que achemos que todos são maquiavélicos, sempre dotados apenas de interesses mesquinhos e acabamos por parafrasear Sartre e nos enfurnar dentro de nós mesmos.
    Não esqueça da multidão silenciosa, sei que é difícil, quase um ato de fé, já que por ser silenciosa, deve questionar se de fato existem, mas existem e o ativismo de pessoas como você fazem muita falta, pois ajudaram muita gente.
    Que a verdade seja respeitada e que isso, de alguma maneira, talvez em um futuro próximo, se torne construtivo.
    All the best!

  7. Pedro Maciel
    Posted 8 de fevereiro de 2013 at 22:32 | Permalink

    Achei tão absurda essa situação que não consegui conter minha opinião. você é um cara que expressa sua opinião de forma direta, o que cria polemica e muitas vezes inimizades, pois infelizmente as pessoas geralmente boa parte das pessoas não estão preparadas para um debate racional, mas o que fizeram contigo foi sem palavras. Acho que partilhamos da mesma revolta ao vermos absurdos como estes e (in)felizmente não consigo me conter nessas situações.

    Excelentemente escrito e muito bem exposto.
    Montalvo, to contigo nessa e não abro. Você sempre foi muito solícito comigo e muitos outros, sempre nos recebendo de portas abertas em seu estúdio.

    Tenho certeza que quem merece tua amizade vai ler e vai entender você é um cara bom e que está exigindo apenas que algumas pessoas tenham um pouco de humildade e que reconheçam seus erros. Custa abaixar um pouco a cabeça e admitir que errou?

    Em vez disso, eles preferiram bloquear à mim e a muitos outros que nem SEQUER demonstraram suas opiniões abertamente, mas apenas por serem amigos do Montalvo. Uma estratégia extremamente bizarra para quem se diz completamente inocente.

    Um capítulo de um livro que gosto muito fala algo muito importante sobre toda essa situação:

    Caso o link não leve diretamente ao que me refiro, favor olhar o capítulo “Venda suas más notícias”.

    http://books.google.com.br/books?id=XTs5zQFN57IC&lpg=PA203&ots=GZOz989jU9&dq=exxon%20rework&pg=PA203#v=onepage&q&f=false

  8. Posted 8 de fevereiro de 2013 at 23:45 | Permalink

    A pior parte foi a de lhe forçar a ser mais tolerante com religiosidade. Afffff

    Mas te peço que nao abandone os posts, pois isso sim seria dar a vitoria aos pérfidos mentirosos, e vc meu caro, é bem maior do que isso. Sucesso sempre!

  9. Carlos
    Posted 9 de fevereiro de 2013 at 12:41 | Permalink

    Não sou ilustrador mas me lembro dos primeiros SketchJazzes organizados pelo Montalvo.

    Assim como eu, tenho certeza que muita gente se lembra.

    Chega a ser irônico ver pessoas que sempre defenderam a autoria tentando “apagar” dos registros o autor de um projeto.

    A verdade esta aí, documentada. O resto é chororô.

  10. Nathalie Delahousse
    Posted 10 de fevereiro de 2013 at 0:42 | Permalink

    Prá quem não me conhece, sou produtora de shows e eventos e na primeira vez que ouvi falar de Sketch Jazz (por intermédio de amigos) me disseram que o Montalvo Machado era o criador/idealizador do grupo. Na primeira reunião que marquei com o Sketch Jazz (acredito que isso foi em Outubro de 2011), para a participação em um evento produzido por mim, me apareceram lá Montalvo, Fabio e Joel justamente para discutir se havia interesse em participarem do evento ou não. Ou seja, se no decorrer de 2012 houve algum desentendimento, briga, separação, isso não altera o que aconteceu antes. O passado não pode ser mudado. O que me parece é que a tal revista só quis mesmo colocar lenha na fogueira por não citar o nome do Montalvo como fundador, ou um dos fundadores. Me parece que o que esta revista quis foi justamente criar esta polêmica toda, sabe se lá por quais motivos…

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