Tá virando palhaçada (e que me desculpem os palhaços)

Que saco, eu jamais pensei em fazer um blog para virar um mero balcão de denúncias.

Desculpem-me os leitores ávidos por assuntos mais decentes, interessantes e agradáveis, mas estou fazendo um serviço sanitário aqui. Cuidado que vou jogar desinfetante no blog para disfarçar o cheiro que estes marketeiros de merda estão espalhando no nosso mercado.

Já estou perdendo a conta de quantas campanhas sórdidas, travestidas de “concursos culturais” já foram denunciadas na web.

Já vi algumas pagando logotipo de shopping center com webcam de 50 pilas, time de futebol pagando “mascote” com divulgação, Puma pagando blogueiros para fazer jabá disputando bonés e um par de tênis, empresa de telefonia pagando outdoor com celular, Microsoft pagando selo comemorativo de 20 anos com sobras de estoque, livraria e editora convocando novos talentos e oferecendo trabalho como prêmio, semana passada foi a vez da revista Piauí pagar tirinhas humorísticas com pinguim de geladeira, e a OI lançou um concurso de quadrinhos pagando com encalhes autografados.

Mas a semana do capeta ainda não tinha acabado: teve um blog promovendo a ideia de se fazer trabalho de graça, e a Converse AllStar (quem diria) fez um concurso pra pagar o design industrial da nova linha de tênis pagando o trabalho com um zero a menos: R$ 2.000,00 + uma dúzia de pares tênis, transformando o vencedor em um anúncio ambulante, um bobo-alegre gerando propaganda espontânea. Bela merda.

Um projeto destes vale pelo menos 20 mil reais, mas os marketeiros acharam uma mina de ouro: concursos picaretas e artistas iludidos. E nas linhas miúdas do regulamento, os inscritos cedem todos seus direitos, não apenas os vencedores.

O Ilustrador americano Gary Taxali mandou um sinal muito claro para os clientes picaretas, depois que Google e Swatch ofereceram “visibilidade” como pagamento.

Os colegas Leandro Substance e Fernando Mosca também estão fartos de tanta proposta sacana, premiação em tapinha nas costas e lero-lero. Esta é a imagem que eles disponibilizaram via Creative Commons, em diversos formatos, no blog Old Black Gallery:

Parece que os ilustradores não estão mais dispostos a receber pagamentos em elogios, tapinhas nas costas e o prazer de ver seus trabalhos publicados.

Estes foram os concursos e picaretagens mais recentes, houve trocentos outros, cada um mais escroto que o outro, e parece que este marketing de pinico está proliferando com seus protozoários em meio fétido.

Os marketeiros pensam que não precisam mais pagar dezenas de milhares de reais por imagens, logotipos, “mascotes” (que os profissionais costumam chamar de personagem), fotografias, ilustrações, etc.

Na mentalidade rasa destes incompetentes, basta jogar qualquer resto de qualquer porcaria na sarjeta, que dos esgotos surgirão os zumbis do design, da fotografia e do desenho, rastejando e se estapeando por um momento de fama.

E aparecem mesmo!

Tá virando palhaçada! Mas mesmo os palhaços são pagos pelo dono do circo para fazerem suas performances. Nem os palhaços mais sem graça aceitam bugingangas ou elogios como pagamento.

Na pirâmide moral da nossa sociedade, alguns designers, ilustradores, cartunistas, fotógrafos e escritores estão abaixo dos palhaços. Estes respeitáveis profissionais do humor trabalham por dinheiro e conquistaram com todos os méritos a Câmara Setorial do Circo, uma proeza que jamais conseguiremos.

É revoltante pensar que, em algum momento, elegantes senhores engravatados se reuniram em volta de uma mesa para elaborar um golpe de marketing, enfeitando o pavê de estricnina com bastante cobertura para que tenha uma aparência bem apetitosa, com o propósito de enganar a maior quantidade possível de idiotas, que se vendem pela vaidade de ganhar um tapinha nas costas e ver seu trabalho publicado.

Eis que o HSBC resolveu dar uma de esperto e jogar uma rede de arrasto no Flickr para ver quem cai nesta rede.

Com um contrato absolutamente draconiano, o banco oferece NADA, absolutamente NADA, em troca de imagens publicitárias:

18 - O participante atesta o caráter plenamente gratuito da citada licença, se comprometendo a não fazer qualquer reivindicação, cobrança, reclamação ou propondo qualquer tipo de demanda em face do HSBC, sob qualquer fundamento, objetivando o recebimento de valores, pagamentos, indenizações, prêmios, dação em pagamento, royalties e/ou qualquer tipo de verba, em relação as fotos enviadas para o Grupo.

Como se o pagamento em “muito obrigados” já não fosse suficientemente ofensivo, eles se outorgam o direito de “modificar, adaptar, sublicenciar ou criar trabalhos derivados” das imagens:

15 - Além disso, ao participar da ação e adicionar a foto ao Grupo, o participante concede ao HSBC, a título gratuito, uma licença mundial, exclusiva, irrevogável, sublicenciável e livre do pagamento de royalties, que é válida até o dia 31 de dezembro de 2010, para utilizar, copiar, modificar, traduzir e/ou adaptar, distribuir, executar em público, exibir em público e criar trabalhos derivados de sua foto, exclusivamente em relação à finalidade deste Grupo e da ação , por qualquer meio de veiculação e divulgação, especialmente através da exibição em outdoors, painéis gráficos ou assemelhados a serem veiculados pelo prazo previsto na licença.

A fotógrafa Paula Marina divulgou o logo postado no começo deste texto, criado por Andre Carvalho para combater esta proposta aviltante, e espero que ela se espalhe mais rápido do que a propaganda criada pelo banco. Vamos contar com a inteligência das pessoas e a agilidade da web 2.0 para denunciar esta campanha absurda, que visa enxugar dezenas de milhares de reais para pagar em “fama”, aos que se vendem por tão pouco.

Para os responsáveis (se é que se pode chamar assim) pela campanha gratuita que HSBC está promovendo nas costas dos fotógrafos, e aos inscritos neste fiasco, eu recomendo o video do Harlan Ellison, que pode falar em nome de todos criadores de conteúdo e propriedade intelectual.

_________________________

Atualização do post:

Em questão de horas o Flickr do HSBC que originou esta confusão foi bombardeado por dezenas de comentários furiosos, principalmente de fotógrafos que se sentiram aviltados pela proposta.

Em poucas horas de exposição da marca ao crivo dos profissionais, um porta-voz do HSBC se retratou e postou o seguinte texto:

Caros Ignacio, Louise e demais participantes,

Lemos a mensagem de vocês e de outras pessoas e entendemos o seu ponto de vista.

Aliás, esta é a proposta da campanha do HSBC: promover a opinião das pessoas sobre diferentes assuntos, através de fotos e vídeos de depoimentos. Acreditávamos que a publicação dessas opiniões em escala nacional seria uma forma de estimular a participação das pessoas. Mas reconhecemos que é preciso mais do que isso.

O pensamento do HSBC aqui e no mundo é justamente reconhecer e respeitar os valores das pessoas, inclusive o respeito ao direito autoral de fotógrafos profissionais e amadores.

Sendo assim, o HSBC vem publicamente informar que já tomamos as providências para reformular a ação, agora com um regulamento compatível com as expectativas da comunidade.

A partir de agora, manteremos a proposta inicial de selecionarmos oito (8) fotos que melhor representarão os temas discutidos e as vencedoras serão devidamente adquiridas pelo HSBC, caso as mesmas sejam utilizadas em campanhas do HSBC.

Já solicitamos a alteração do regulamento junto ao Yahoo! (Flickr) e isto deverá ocorrer em breve.

Agradecemos a manifestação de vocês e a atenção neste momento.

Coloco-me à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas remanescentes.

Carlos Alves

Diretor de Marca e Digital do HSBC

Resta agora esperar e ver qual será a alteração feita no regulamento.

Quem me dera os ilustradores deste país fossem tão coesos e pró-ativos como os fotógrafos.

21 Comments

  1. Laís
    Posted 26 de outubro de 2009 at 18:11 | Permalink

    Montalvo, a equipe do HSBC já postou uma resposta, você viu? http://www.flickr.com/groups/hsbcbrasil/discuss/72157622666778688/#comment72157622668800318

  2. Allex Burger
    Posted 26 de outubro de 2009 at 20:03 | Permalink

    Montalvo, belo texto. A fúria é tangível. Como representante da classe dos Mercadólogos (profissionais de marketing sérios) apóio o escárnio público aos ditos “marketeiros” (profissionais de marketing acéfalos) com suas idéias idiotas. Internet é uma coisa linda, pois é a “voz” que o “sistema” nos deu para combater o próprio “sistema”. abrx.

  3. Posted 26 de outubro de 2009 at 20:05 | Permalink

    eu não vivo de ilustração, muito menos de fotografia, mas fico puto da vida com esses concursos vigaristas, mascarados com falsas “boas” intenções…parabens pelo que vc anda fazendo…não é de hj que vc ja vem gritando pra todos os cantos sobre essas atitudes.
    espero que o HSBC pense direito no que fazer pra desfazer toda toda essa cagada que fez, queimou o filme com muita gente

  4. Marcela
    Posted 26 de outubro de 2009 at 21:14 | Permalink

    Concordo com vocês. Mas vale lembrar que esse tipo de ação existe desde que o mundo é mundo. E muitas vezes da oportunidade para profissionais que não tem a chance de estar vomitando caviar em grandes escritorios de design e publicidade.

  5. Posted 26 de outubro de 2009 at 23:52 | Permalink

    Laís - obrigado pela dica, eu atualizei o post assim que soube da retratação do HSBC.

    Allex - eu tenho o maior respeito pelos profissionais sérios, seja em qual área for, e tenho, como você descreveu, uma fúria tangível pelos espertalhões que infestam o nosso mercado. Esta gente faz por merecer os comentários mais pesados e impiedosos. Se trabalhassem direito, com respeito aos parceiros, teriam aliados, e não inimigos.

    Marco - obrigado pelo comentário e pela solidariedade, mesmo atuando em outra área. É o bom senso que nos orienta, e não o corporativismo, e esta me parece ser a sintonia que o trouxe até este post. Seja bem vindo à esta casa virtual.

    Marcela - o crime, a prepotência, a servidão, a humilhação e outras mazelas também existem desde que o mundo é mundo, e nem por isto são aceitas socialmente. O fato de existir há muito tempo não valida uma atitude perniciosa como sendo boa ou aceitável, e sempre haverá quem a enfrente e tente consertar o que está torto. Eu tento por meio da argumentação e do senso comum, enquanto outros assistem tudo passivamente, e se conformam.

    Vejo no seu argumento um certo ressentimento, como se quisesse ter participado do concurso, ou talvez uma ponta de inveja de quem está em grandes empresas.

    Neste link eu explico melhor o que penso sobre quem quer participar desta “oportunidade”: http://is.gd/4Dndz

  6. Marcela
    Posted 27 de outubro de 2009 at 0:02 | Permalink

    Oi Montalvo, não se preocupe pois não sou de nenhuma empresa de marketing. Sou uma estudande de Desenho Industrial que tem dificuldade de arrumar estágio porque não moro em Higienopolis e não estudo na Puc. Sempre vejo como oportunidade qualquer tipo de ação que divulgue o trabalho de um fotografo, desenhista ou design. Valoriza a minha pasta e normalmente encanta quem vê.

    Acho que no fundo esta todo mundo errado, quem se utiliza da ação para não pagar um fotografo e tambem quem cobra o olho da cara por um trabalho e tem na equipe 10 estagiarios ganhando 1 salario minimo.

  7. Posted 27 de outubro de 2009 at 0:06 | Permalink

    Como sempre, mandando ver, Montalvo!
    Sempre aprendo bastante sobre como me comportar nesse mercado nojento seguindo suas palavras por aí.
    Principalmente porque escolhi o mercado mais nojento de todos, o editorial…

  8. Posted 27 de outubro de 2009 at 10:27 | Permalink

    Oi Montalvo, obrigada por ajudar na divulgação desta batalha ! Como vc mesmo postou, nossa manifestação deu resultados e muito mais rápido que eu poderia imaginar. Vamos aguardar agora o novo regulamento do banco, do qual todos nos beneficiaremos, profissionais ou não.
    Aos que imaginam que isto é uma oportunidade na carreira, eu digo que é uma grande ilusão. Você não será reconhecido no mercado por fornecer um trabalho gratuito, muito menos respeitado. Valorizado ? Imagina, o mercado sabe o que acontece e sempre colocarão seu preço pra baixo, já que “pra fulano vc fez de graça”.
    Uma correção: a arte foi criada pelo fotógrafo André Carvalho, outro ativo participante desta campanha ( http://www.flickr.com/photos/ndrc/). Beijos, obrigada!!

  9. Posted 27 de outubro de 2009 at 14:16 | Permalink

    - Rafael, vamos nos defendendo com as armas disponíveis. Parece que a comunicação em tempo real tem alto poder de fogo.

    - Paula Marina, que prazer receber seu comentário aqui no blog. Concordo plenamente com seus pontos, e admiro a postura coesa e pró-ativa dos fotógrafos neste episódio. Gostaria que os ilustradores também fossem conscientes e batalhadores em defesa de seus direitos como o grupo se mostrou no HSBC-gate.

    Obrigado pelo toque, já creditei o André Carvalho pelo logo.

  10. Posted 27 de outubro de 2009 at 17:30 | Permalink

    Isso é uma BOSTA!
    Têm um video muito bom sobre isso.
    http://www.youtube.com/watch?v=uP8OhGzWat0
    Abraços Montalvo

  11. Arello
    Posted 27 de outubro de 2009 at 19:05 | Permalink

    Bem, no que depender de mim a divulgação de mais este absurdo já esta sendo feita. ^^

    Gostaria de uma orientação também de como ajudar mais a classe.

    abr

  12. Posted 28 de outubro de 2009 at 12:13 | Permalink

    Fala Montalvo! Cara, olha sua pressão! =^)

    Falando sério, valeu por toda a divulgação e apoio. Este foi um desses raros casos em que vemos profissionais de imagem se unirem em torno de algo.

    Acho que o principal, que era tirar a idéia deles de usarem as fotos em campanha mundial, assim como obrigá-los a seguir a lei e creditar corretamente as pessoas, foi conseguido. Agora o que sobrou ali é o resto, uma ação mal explicada e pelo jeito mal planejada em aeroportos (onde todo mundo passa com pressa e eles sequer vão ter atenção do público) e uns poucos desocupados ou desesperados que irão oferecer fotos em troca dessas migalhas.

    O tamanho do estrago na imagem deles junto a potenciais clientes foi enorme, e creio que eles tenham aprendido alguma coisa.

    Valeu. Forte abraço, e precisando de algo é só avisar.

    Armando Vernaglia Jr.

    ps.: não sei se você lembra, nos conhecemos por alto, sou marido da Cris Alencar, que foi sua aluna.

  13. Posted 28 de outubro de 2009 at 22:33 | Permalink

    Oi Montalvo, tudo jóia? :O)

    Muito triste esse desrespeito todo. Mas como costumo dizer os bons financiam os maus.Só tem gente que monta por que há os que se deixam montar.

    Infelizmente nossa profissão é encarada como “diversão” não só por empresas sem escrúpulos, como por algumas inconsciente dos fatos, como a livraria da Vila e o pior pelos próprios ilustradores.

    Está na hora de colocar o selo do Mosca - sensacional! - em prática e de ficarmos atentos a concursos sérios e de verdade, como os da feira de Bologna na Itália, cujo prêmio é de US30.000,00, mais uma exposição em 2010 do artista premiado na feira, além da capa e das páginas principais do catálogo da mesma. Ou como o da Ilustrarte em Portugal, cujo prêmio é de 5000 Euros…Nada mau né?

    Mas estamos começando a despertar, a luz no fim do túnel está começando a aparecer.

    bjos! ;O)

  14. Posted 29 de outubro de 2009 at 15:44 | Permalink

    Grande Monta, tudo bem? Cara, este teu blog é um dos mais belos que já vi, com ótimos conteúdos e muito inspirador. Se fosse um lugar da nossa casa seria uma deliciosa varanda com vista para um belo quintal. Trazer esses concursos calhordas para dentro do teu blog é emporcalhar o ambiente. Apesar de também repudiá-los, o que sugiro é que se monte um blog colaborativo onde todos pudessem postar essas cretinices e deixassem seus comentários. O que achas? Concentrar tudo num mesmo lugar. Seria até mais fácil para postar o link nas mídias diversas. Mas que não seja no Sketcheria, sacanagem…rs. Grande abs e precisamos nos encontrar para por os papos em dia e tomarmos todas. Grande abs

  15. Posted 3 de novembro de 2009 at 1:48 | Permalink

    Dois “causos” prá você, Montalvo: eu desenvolvi um cardgame para serem impressos nos cartões de orelhão da Telefonica.
    O projeto foi cancelado.
    Fiquei puto, mas fui à luta: bati na porta da Brasil-Telecon e, após MUITO camelar, cai milagrosamente no setor de cartões telefônicos da empresa.
    Expliquei o projeto à direção do departamento e eles concordaram em usar minha idéia em seus produtos.
    Meu pagamento?
    “Projeção de meu trabalho”.
    Mandei a mocinha que me atendia enfiar no seu lindo fiofó sua gentil proposta.

    Outro: a colônia japonesa aqui de SP estava comemorando seus sei lá quantos anos de migração.
    Para isso, fizeram um concurso para a escolha do mascote do evento.
    Choveram propostas, mais de 200 jovens ilustradores, a maioria desconhecidos, apresentaram seus projetos.

    Sem mais nem menos, a comissão organizadora descartou TODOS os desenhos, alegando que “nenhum se enquadrava nos critérios mínimos” do concurso.

    No dia seguinte, surge o novo escolhido: Mauricio de Souza, que prontamente aceitou e fez (digo, seus funcionários fizeram) não um mas dois mascotes.

    Ele embolsou um pagamento não revelado e os mais de 200 ilustradores ficaram a ver navios, nem podendo receber de volta seus trabalhos.

    Suas palavras estão bombando geral, cara!
    Continue íntegro e honesto!
    Você só faz bem!

    Abração!

  16. Posted 3 de novembro de 2009 at 12:59 | Permalink

    Queridos todos,

    Obrigado pela disposição e envolvimento com este assunto, que interessa a todos.

    Nosso futuro profissional depende exatamente destas atitudes contrárias ao espertalhoma que se alastra pelo nosso mercado como um câncer.

    Os indivíduos atacados pelo espertalhoma, que se deixam abater por esta terrível doença, desenvolvem a idiotite, que os impede de pensar e reagir, mesmo quando estão sendo descaradamente roubados de seus direitos, valores morais e financeiros.

    É uma doença muito agressiva, e os danos colaterais podem ser sentidos nas negociações e nos bolsos até de quem não está contaminado.

    Vamos continuar com nosso serviço sanitário, divulgando e vacinando os que ainda tem cura, porque os que sucumbiram a este mal estão condenados ao fracasso e tentar reverter o quadro depois de instalado e agravado, é uma causa perdida.

    Cuidem-se bem!

    Abraços a todos.

  17. Posted 5 de novembro de 2009 at 19:10 | Permalink

    Tenho certeza de que alguém já deve ter tido essa idéia, mas bem que podíamos criar o CNEP (Cadastro Nacional de Empresas Picaretas, tipo SERASA e assemelhados), pra jogar um pouco de m… no nome desses figurões que se julgam inatingíveis pois têm ações na bolsa e tudo. Ainda que não seja no início um caminhão de m… como deveria, mas se cada um juntar um pouco e jogar talvez em breve e com a ajuda de web 2.0 poderemos fazê-los sentir o cheiro das próprias campanhas!

  18. Posted 5 de novembro de 2009 at 22:21 | Permalink

    A sua mensagem chegou a mim atraves de uma amiga ilustradora e agora esta rodando alguns milhares de outros emails em listas e tudo mais… é por ai o caminho.

  19. Jurandir
    Posted 6 de novembro de 2009 at 11:43 | Permalink

    Criem uma onda no twitter tipo #diganaoaohsbc
    Pega mais na veia!

  20. Posted 11 de novembro de 2009 at 17:54 | Permalink

    - Wagner, obrigado pelo comentário. A comunicação em tempo real é uma arma poderosa, e não devemos ter medo de usá-la.

    - Ana e Jurandir, eu não acredito em entidades nem em ações que dependam dos outros para que sejam realizadas.

    Esperar que alguém crie os órgãos representativos, entidades, ONGs, institutos ou mesmo campanhas coletivas me parece uma vã esperança.

    Os outros não vão agir por nós.

    Ninguém vai.

    Cada um tem que chutar seu próprio balde, gritar, reclamar e combater os picaretas como faziam os soldados medievais, empunhando sua própria espada, se defendendo com seu próprio escudo.

    Não podemos contar com a cavalaria nos salvando do perigo na última hora.

    Esperar uma atitude salvadora vinda dos outros vai nos fazer mais fracos, e é o caminho mais curto para a derrota.

    Cada um precisa fazer sua parte, que seja criar uma onda no twitter ou enviar um e-mail para a empresa picareta, mas é preciso FAZER alguma coisa.

    Eu não confio nos outros para isto, e por este motivo eu mesmo boto a minha boca no trombone, mando minhas Twittadas, meus posts no blog, minhas mensagens para as empresas, e xingo pra caramba.

    Eu não espero nada dos outros, eu vou e faço o meu próprio protesto.

    Se cada um fizer a sua parte, teremos um movimento coletivo poderoso, partindo da atitude individual.

    Esperar pelo contrário é uma garantia de frustração.

  21. Posted 16 de novembro de 2009 at 11:52 | Permalink

    Montalvo, tô contigo nessa. Não sabia que tinha tanto concurso picareta assim!
    Nós ilustradores infelizmente não somos tão unidos assim.
    Até porque os mais famosos se excluem de opinião, para não ficarem com a imagem “suja” no meio. Os que se manifestam são cruxificados e uma meia dúzia de tonto acaba participando.
    Essas premiações são uma piada!
    Vou deixar um link desse post lá no meu blog, ok?

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