Vivemos um momento de protesto e denúncias contra concursos vazios, campanhas travestidas de “oportunidade”, golpes, balelas, mentiras e outras aberrações que nos arrepiam como almas penadas em plena luz do dia.
De que adianta ser talentoso se o artista (ilustrador, fotógrafo, designer, escritor) não consegue avaliar o valor que tem sua arte?
Não existe tal coisa como “valor de divulgação”.
Fazer trabalho de graça, ou baratinho, “para portfolio” é suicídio profissional.
É um crime contra sua própria sobrevivência profissional.
É enterrar a carreira em cova rasa.
Se o autor não sabe fazer dinheiro com seu trabalho, o cliente certamente saberá.
Neste momento de questionamento, crises e dúvidas, o colega Hélio Salema me Twittou um video absolutamente genial, que traduzi com um prazer e um doce sabor de vingança, editando as legendas usando o Overstream.
Me identifiquei tanto como o discurso do escritor Harlan Ellison, que bastaria trocar “escritor” por “ilustrador”, e seria como se eu mesmo estivesse dizendo aquelas palavras.
Que tal dar (ou tomar) uma bolacha para sair do estado de choque que a crise econômica nos colocou?
Que tal recuperar a lucidez enquanto é tempo, e reconhecer que muito mais que ter uma opinião, é necessária uma ATITUDE para se conquistar um mercado melhor, mais digno e honesto?
Que tal assumir seu poder pessoal e pregar uma cruz de prata na testa do demônio, até sentir o cheiro de capeta assado?
Em breve vou postar os estratosféricos valores que o mercado editorial anda gerenciando neste país.
Valores que alcançam a casa do Bilhão de reais.
O churrasquinho de capeta será servido em bandeja de prata, como cortesia da casa.


50 Comments
Genial ! É bem verdade… Eu ia achar que os xingamentos tornaram o discurso um tanto estridente, mas imagino a raiva de um profissional com 30 anos de carreira tendo que lidar com mega-corporações que tentam comprar seu trabalho a preço de nada. E depois um estudante modernoso vem e faz o trabalho de graça. Então os xigamentos procedem, é isso aí. Ótimo vídeo !
Caraca, muito bom! Vou passar adiante!
Bom, também passarei adiante. Mudaremos essa pilantragem doa a quem doer.
Postura nada mais do que postura! Desde já admiro
pessoas com essa atitude séria, isso é artista e não
“macaquinho de circo” que só reproduz com atos mecânicos…
Tive o prazer de ver o mestre Montalvo, falando palavras
do mesmo teor em sua oficina de Notan. Isso mesmo lenha na
máquina…
… pena que são poucos com essa coragem verdadeira no
mercado ou na profissão.
Paz e avante!
Iéio
http://www.estudioieio.com.br
Oi, Montalvo, acompanho seu blog já há algum tempo pra aprender técnicas e posturas na ilustração. Como é importante receber essas chacoalhadas do Sr. Ellison nesses tempos de “covardia”.
Um grande abraço
Vou passar adiante também! O exemplo do médico cobrar por consultas é um que gosto muito.
Outra coisa nada a ver com o post, meu blog se chama Rascunharia, o seu Sketcheria e dias atrás encontrei um Desenharia. Achei bacana isso!
Hahahahaha!
A critica dele é perfeita. Uma grande corporação dizer que não tem dinheiro é chamar o trabahador (ilustrador, escritor, designer, whatever) de idiota, e é o que mais acontece.
Muito foda. Nem achei os xingamentos tão pesados e abusivos quanto ouvi dizer que seriam…
Já estou espalhando por aí.
Olá Montalvo!
Parabéns pelo artigo e pelo vídeo!
Vou repassar, é claro!
Abraço
Mônica
MUITO BOOOOOOM!!!
Queridos todos, obrigado pelos comentários, espero que o discurso inflamado do Harlan Ellison possa inspirar mais profissionais liberais, artistas e autores a lutar pelos seus direitos.
Quero acreditar que chegará o dia em que isto não será mais necessário, e as negociações se darão de forma natural, sustentável e proveitosa para os dois lados.
A luta por um mercado melhor depende exclusivamente das atitudes individuais, e assistir a tudo passivamente só vai fortalecer o inimigo.
Abraços a todos.
Muito bom! Queimem no inferno malditos “divulgadores”!
Tenho uma produtora de vídeo em SP e já ouvi de uma agencia de publicidade: “então, faça tal video para nós (propaganda web p/ uma mega operadora de celular), será ótimo para seu portifolio…, mas como nem tudo na vida é belo, não temo dinheiro pra pagar… Que tal?”
Resposta: Como nem tudo na vida é belo, tenho contas pra pagar…
Perdi o contato com a agencia e não estou passando fome!
O que fode é aceitar…
E um monte de designers e ilustradores incrivelmente talentosos e babacas publicando nas Zupis por aí… não quero nem pensar no dia em que as agências irão começar achar bom negócio o ilustrador ter o seu trabalho em uma embalagem só porque é uma Nestlé da vida.
Como ele falou, os amadores estão complicando os profissionais. Recentemente tive mais uma prova disso. Após fazer vários trabalhos pra uma editora, meu orçamento, pra lá de enxuto, foi rejeitado e no follow-up, me dizem que fecharam com uma ilustradora que cobrou pouco menos da metade do meu valor, faz em aquarela e ainda manda o original.
São uns passa-fome!!
Mal sabe ela que daqui a seis meses outro igual a ela vai fazer pela metade do seu preço e ela estará fora!
As vezes não tiro a razão de vc ser explosivo, Montalvo.
um grande abraço e parabéns pelo Sketcheria.
Olá Montalvo!
Acho que quanto mais discutirmos, mais vamos ficar esclarecidos em relação a estas práticas do mercado. E o principal, aprender a valorizar o nosso trabalho.
Estou cansado de escutar que “artista não sabe lidar com números, não sabe mexer com dinheiro!” daí quando fazemos o orçamento, somos mercenários.
Abraço
Montalvo,
Semana passada eu fui orçar o preço de uma mesa de madeira, retinha e simples - 1m60 de comprimento. O marceneiro foi e me disse na lata: “porque sou seu amigo, farei por R$400″ - esse fato (somado ao seu vídeo) me fez lembrar de como eu poderia pagar uma mesa de R$400 se o pessoal me pede as coisas de graça… na camaradagem… “no patrocínio”, etc. .
Foi por essa postura de mercado que eu abandonei o design de marcas… pessoal quer pagar R$100 por algo que vale R$5000 e ainda acham que eu estou errado. Já até tomei bronca de cliente que queria “renovar o portifolio de produtos” quando falei o preço que era.
Quero parar de pensar nessa frase: “não quero ser músico, quero ser o dono da gravadora, pois são os últimos que sempre ganham mais” e são com atitudes como a sua que eu crio coragem de bater o pé na porta, quando não me respeitam como profissional.
Um super abraço,
.faso
- Diggs, o inferno deve ser muito grande, pra caber tanta gente safada. E os piores parecem que demoram muito pra morrer.
- João, eu tive problemas com uma produtora que criava conteúdo de graça para seus clientes. No primeiro problema eles não tinham verba para cobrir o erro. Pagaram do bolso, trabalharam muito e terminaram no prejuízo.
Depois eu levo o portfolio no supermercado, e tento passar ele no leitor de cartão, mas não cabe. Tinha que ter um leitor de portfolio nestes lugares…
- Cris, espero evitar que chegue o dia em que teremos que pagar para fazer uma ilustração, como se fôssemos anunciantes.
- Rivaldo, na corrida rumo ao fracasso eu nem quero participar, mas tem gente se esforçando muito pra levar o “troféu”.
Vence quem chegar ao fundo do poço primeiro…
- Helio, a ignorância é uma bênção, mas neste aspecto eu sou ateu. Prefiro o conhecimento, a informação e a comunicação.
E passo meus orçamentos sem medo. Eu não posso ter insegurança sobre quanto vale o meu trabalho.
- Faso, eu também abandonei a criação de logos porque é muita choradeira, muita correção, e na hora do pagamento…
Eu nunca barganho quanto estou disposto a pagar para o dentista, taxista, padeiro, escola, etc.
Eu apenas pergunto: “quanto custa?”. E pago.
Quero meus clientes fazendo o mesmo.
É pedir demais?
Sou muito fã do Harlan Ellison, e compreendo perfeitamente o que ele quis dizer - sou designer há 10 anos -, mas me parece que a discussão esté um tanto deslocada, principalmente por essa mania que a gente tem de generalizar tudo. Claro que é nosso dever brigar pra ver o mercado preservado, nossos direitos assegurados e tudo mais, mas a culpa por todos os males e infortúnios é mesmo de quem faz trabalho mais barato? Acho relevante pensar em dois pontos que considero muito importantes: o contexto em que se desenvolve o trabalho e a qualidade inerente a ele. Primeiro que, na minha opinião, não faz sentido nenhum querermos tabelar valores e afins sem levar em consideração o contexto. Querer que um cara que acabou de começar a trabalhar cobre o mesmo que um cara que tem 30 anos de experiência em nome da profissão é meio inocente, não? Estamos esquecendo de levar em consideração um bocado de coisas, como a experiência do autor, que obviamente tem valor, as necessidades inerentes ao desenvolvimento do trabalho - quem tem filhos sabe como cem ou mil reais são diferentes em relação à época em que os filhos ainda não tinham vindo -, o contexto geográfico - no Brasil temos disparidades enormes em relação ao custo de vida, por exemplo - e coisas do gênero. Em relação à qualidade inerente, recomendo a leitura do Morte aos Papagaios, do Gustavo Piqueiras da Rex Design. Em certo ponto do livro, ele fala justamente sobre como mercados (mesmo os de menor porte, como o do design e por tabela o de ilustração), se regulam em função da qualidade. Faz pensar a comparação que ele faz entre a pizzaria que é uma portinha que só atende por telefone e o restaurante caro, que se propõe a oferecer mais do que comida. Será que não haverá mercado pros dois, sempre? Será que os dois estão competindo pelo mesmo público?
Ótimo vídeo Montalvo!
Divulgando no meu blog também! =D
Abraço
- Bruno, não estamos falando de diferenças plausíveis, aceitáveis e naturais do nosso mercado.
Estamos falando de extremos aqui.
O assunto não é a adequação dos valores, e sim de suas aberrações.
Concursos que pagam com divulgação, jabás de corporações internacionais que pagam com sapatos e bonés, “logomarcas” por 1,99 e outras mutações que derrubam os pontos para fora do quadro, ao nível do rodapé, ou mesmo entre as frestas do assoalho, abaixo das barrigas das baratas.
Não seria inocente da sua parte criticar quem está defendendo apenas o recebimento de VALOR EM ESPÉCIE em troca de seu trabalho, de seu investimento intelectual, financeiro, e de sua especialização?
Você se diplomou de graça?
Seu equipamento foi doado gentilmente para você?
Você paga suas contas com cartão corporativo?
Então por que defende que os clientes não paguem o que vale pela propriedade intelectual?
Criação autoral (texto, imagens, etc) são propriedades intelectuais, mecanismos de venda, máquinas de geração de lucros para todos os pontos da cadeia produtiva.
Menos para os autores…
Faz sentido para você? Para mim não.
Você acha justo que a Warner Brothers publique uma entrevista do Harlan Ellison em um DVD e não pague um centavo para ele?
Você me daria o livro Morte aos Papagaios se eu te pedisse? E se todos os leitores do blog te pedissem?
Foram 800 visitas hoje, apenas neste post. Vai bancar o livrinho pra galera ou vai regular essa mixaria?
Mesmo que pague pelos livros, e o Sedex, fica por conta de quem?
Sejamos razoáveis, meu caro. Estamos no meio de uma guerra corporativa.
Todo trabalho tem seu custo, margem de lucro, depreciação, taxas, impostos, investimentos, imprevistos, problemas de percurso, gastos adicionais, mais taxas embutidas, mais impostos compulsórios, BV de agência, custos de contabilidade, Imposto de Renda, INSS, IPI, ICMS, IPVA, IPTU, água, luz, gás, insumos, vestimenta, alimentação (estava quase esquecendo deste detalhe), remédios, telefone fixo, celular, internet, leitinho das crianças, escola, natação…
Ah, tem que sobrar algum pra diversão também, porque ninguém é de ferro.
De onde sai o dinheiro para pagar tudo isto, meu caro?
DO TRABALHO.
DESDE O PRIMEIRO DIA, DESDE O PRIMEIRO CLIENTE, DESDE O PRIMEIRO JOB.
TODOS GANHAM.
TODOS.
Bem, quase todos.
Tem gente que acha estranho, indelicado, quase ofensivo cobrar.
Muita gente tem medo de passar um orçamento alto, e corta a própria carne, baixando seus valores.
Vamos voltar à realidade dos fatos.
As grandes empresas querem enxugar custos a qualquer custo.
Que se danem seus funcionários, fornecedores, dependentes e suas famílias.
Os bancos não abrem mão de seus juros exorbitantes.
As gráficas não imprimem de graça, nem tampouco o papel é de graça.
As editoras pagam hoje 30% do que pagavam há 10 anos, e 10% do que pagavam há 20 anos.
As distribuidoras não entregam um envelope sem pagamento.
As livrarias mordem 60% do valor facial de tudo que vendem.
Por que diabos NÓS, OS AUTORES, CRIADORES, ILUSTRADORES, FOTÓGRAFOS E DESIGNERS temos que abaixar as calças e nos vender por menos, ou mesmo de graça?
Não haverá mercado sustentável (nem planeta) em muito pouco tempo, se nós não o preservarmos HOJE.
Ou será que isto ainda não ficou claro?
Com neguinho fazendo de graça, como será feita a negociação no nível imediatamente superior? Baixam-se os preços.
É tão óbvio que me espanta você escrever tanto para dizer tão pouco.
Não existe meio-morto.
Não existe meio-grávida.
Não existe meio-fogo.
Não existe meio-profissional.
Se tem job, cliente, deadline, custo e prazo, não existe o menor motivo para se imaginar “precinho de iniciante”.
Há variações razoáveis, mas nada justifica um novato cobrar o preço de uma pizza para um projeto gráfico que o cliente sabe que vale cem ou mil vezes mais.
É um trabalho PROFISSIONAL, com fins lucrativos, e portanto devem pagar ao designer, fotógrafo ilustrador, redator, etc. um valor PROFISSIONAL pelo seu serviço.
Ou será que uma distribuidora iniciante vai fazer dois ou três anos de entregas gratuitas pelo Brasil inteiro, com uma frota de caminhões gratuitos, pilotados por “novatos” ou “estagiários”?
Um taxista no primeiro ano faz UMA CORRIDA SEQUER sem cobrar o que está no taxímetro?
Um dentista faz canal de graça só porque o cliente é famoso?
Seja razoável, e lute pelos SEUS direitos.
Você tem 10 anos de profissão. Eu tenho 26 mesma nesta estrada.
Quer chegar aos 30 ou 40 anos de profissão?
Então não deixe ela morrer.
Montalvo, concordo plenamente com você, exceto nos momentos em que você generaliza a situação e usa até exemplos com os quais não concordo. Não tenho a menor dúvida quanto ao fato de que somos nós os responsáveis por manter nossas profissões viáveis, mas me parece que a resposta que temos dado, até então, não tem funcionado. Associações e sindicalizações? Regulamentação da profissão? Tabelamento de preços? Duvido que qualquer coisa desse tipo vá funcionar, principalmente porque me parecem soluções que não levam em consideração justamente as coisas que apontei no outro comentário.
Eu não tenho a resposta pro problema, mas tenho apostado sempre na qualidade como diferencial, e nunca precisei me vender por qualquer coisa e/ou valor com o qual não concordasse. A grande questão é que, e por isso não concordo com seus exemplos, nossas profissões não têm taxímetros e a saúde das pessoas não se prejudica diretamente por uma marca ou uma ilustração ruim. Os critérios pra escolha de um ou outro fornecedor se encontra necessariamente no binômio preço/qualidade. Quanto ao preço, não importa o que aconteça e desde que o livre mercado foi instituído, eles vão variar, e vão ser profundamente dependentes do contexto. Então a menos que tomemos o exemplo de Vargas e assassinemos muitos ilustradores, pra provocar uma procura muito maior que a demanda, vamos sempre ter um intervalo imenso, que envolve um solteiro que vive no interior do Mato Grosso com os pais e começou a ilustrar semana passada por diversão, e um ilustrador que vive em Brasília, com 50 anos de carreira e que sustenta 10 filhos e 15 netos com o próprio trabalho. Você acha mesmo que dá pra esperar que esses dois caras cobrem o mesmo, ou ainda valores próximos?
Por isso digo: o que nós podemos fazer, e o que o mercado espera de nós, é qualidade. Sem entrar em grandes elucubrações sobre capitalismo e economia, o espaço obviamente existe, e seu nicho vai estar reservado desde que você consiga convencer alguém de que o seu é melhor, por qualquer motivo que seja. Quem come em restaurante caro sabe porque paga R$120 num prato, sendo que não muito longe dali poderia comer um sanduíche por R$5. E mais, não só sabe, como ativamente decide pagar sempre que for conveniente.
O pior disso, amigo Montalvo, é que está deixando de ser exceção para ser regra…
Tem uma frase, atribuida à quem já não me lembro que diz: Não me peçam de graça a única coisa que eu tenho para vender!
É isso!
Abraços,
JP
- Bruno, eu também não acredito que entidades, associações ou regulamentação nos salve de nós mesmos.
Os nossos piores algozes não são os clientes, são os maus profissionais, que abrem uma quitanda de design ou ilustração e se vendem por moedas.
Não estou dizendo que você seja assim, você não precisa se sentir atingido, mas você sabe que eles estão em cada esquina.
Excesso de oferta = queda de preços.
Muitos ilustradores (novatos e/ou veteranos) parecem refugiados de guerra, e aceitam qualquer moeda enferrujada como pagamento, fazem no risco, ou cortam os preços do mercado a níveis ridículos “pra ganhar na quantidade”.
Isto é uma idiotice, porque não temos estoques de ilustração. Não há linha de montagem, não há equipamentos de produtividade em escala.
Cada imagem é uma imagem.
E cada imagem tem seu valor comercial, licenciamento por tempo de uso, e é claro, o fator qualidade pesa muito no preço.
O que me inflama é o mesmo motivo que inflama o Harlan Ellison, clientes que oferecem divulgação como pagamento, e colegas que aceitam.
Quanto a isto não há argumento neste planeta que me convença.
É uma prática suicida, burra e devastadora.
Trabalhar “para fazer portfolio” é cavar a própria cova.
Trabalho é para gerar lucro, não satisfação pessoal.
Mas não vamos resolver os problemas do mundo.
Podemos apenas expor e debater nossos pontos de vista.
Abraços.
Oi Montalvo, é isso aí mesmo que o “nosso amigo falou” aconteceu comigo e ultimamente tenho procurado refletir sobre diferenças de condições frente a essas situações; a fórmula já conheço: se vc ainda não tem cacife pra peitar esse pilantras não é dobrando a espinha que vai ter, mas pra finalizar te diria que da mesma forma que pretendo separar uma graninha suada pra um dia pegar um avião e ir a um Bistecão, gastaria essa mesma grana, para debater sobre esse assunto com vc e outros profissionais interessados é claro. Grande abraço e vamos em frente.
Newton.
- JPVeiga, eu vejo isto como um problema crônico, mas não está se tornando a regra.
A regra ainda é trabalho remunerado, negociação, orçamento, trabalho e dinheiro na conta.
Em todas as instâncias da economia mundial é assim.
Assim como a saúde é o estado natural do ser humano, e a doença é a exceção e a anomalia, eu acho que as boas negociações são o estado natural da economia.
Os concursos picaretas, pagamentos em divulgação, barganhas, escambos e outras tramóias sujas são as doenças do mercado, e devem ser combatidas com o mais poderoso remédio que existe:
O implacável, definitivo, irretratável e irrevogável “NÃO”.
E não adianta culpar a crise econômica mundial, o Bin Laden ou a gripe suína. Quem faz a tal “Lei de Mercado” é cada um.
Cada proposta, cada orçamento e cada trabalho é uma peça neste jogo.
Se cada um fizer sua parte, e souber dizer “NÃO” na hora que um picareta oferecer uma doença como pagamento, estaremos todos curados.
Abraços.
- Valeu, Alisson!
Sr Montalvo, vim pelo blog do Hiro ver o assunto deste post e inveitavelmente dei uma xeretada no resto do blog. Parabéns pelos textos, pelo trabalho e pelo respeito aos outros nos comentários.
Fica aqui só um registro que pode ajudar nesse momento de muitas visitas: o seu link RSS “aparenta” não estar funcionando, porque apenas à esquerda da imagem que o representa, na borda, está o link de verdade.
Saudações.
Oi Montalvo, talvez vc não se lembre de mim, te conheci junto com o Ariel na AAAD, já faz um tempão.
Cara! Muito bom os seus posts. Caras como vc fazem a diferença no mercado tanto na qualidade dos seus trabalhos, qto na parte de valorizar a arte (e qlq outro trabalho suado) em frente aos espertinhos da mamãe criados a pão de ló travestidos de Darth Vader.
AH! Adorei a sua resposta do outro post (puma feio) ao cara do “unfollow no twitter”. Hahaha Muito boa! Um motivo a mais pra eu te seguir.
Que a força esteja com vc.
Abraços
Fábio Toma
As produtoras exigem que seus clientes paguem, mas seus de seus fornecedores querem de graça.
Apoiado! Coberto de razão! É sempre assim! Fazem pouco caso por conta de uns e outros que não tem maturidade ou experiência e se vendem a preço de banana prejudicando os profissionais sérios.
- Rodrigo, obrigado pela visita e pela dica. Infelizmente não sei como consertar o deslocamento do RSS. É HTML demais para mim…
- Fábio, foi curto mas bem legal lá na AAAD. Quando vou te ver em um Bistecão Ilustrado? Valeu pelo comentário!
- Antonio e Karol, aos poucos a gente vai desentortando, mesmo que à marteladas, esta máquina velha e enferrujada (recoberta com o fino verniz da mais alta tecnologia) que é o nosso mercado.
cara. concordo plenamente. vi que rolou uma discussão ai nos comments se isso não foi exagerado, mas eu acho que ta certo mesmo, mesmo que o cara esteja começando, ele tem que cobrar, eu tenho só 6 anos fazendo ilustração profissional e admito que cobrei umas mixarias nos primeiros anos, e acho sim que foi valido, até pelo nivel do trabalho que eu fiz, e do tamanho dos clientes, mas hoje em dia tem um piso, um valor inicial em um orçamento que esta bem mais elevado e que eu acho justo, já disse o bom ‘não, por menos do que esse valor do orçamento não é vantagem para mim.’ e pronto.
porem eu acredito no trabalho feito por divulgação, claro que fazer algo para um cliente grande, que vai ganhar uma grana alta, e sair sem nada só por um spothlight é uma imbecilidade mesmo, mas agora mesmo eu to fazendo umas ilustrações para um material, mas que eu me ofereci pra fazer, acredito que esse realmente, vai ser valido, e é um trabalho pequeno que eu tenho que fazer depois que os trabalhos que garantem as contas forem feitos, mas foi algo mega especifico. pq se eu for fazer coisa free pra todo mundo, como voce disse, quem vai fazer free pra mim no mercado, na passagem de onibus.. =P
Acabei de recusar um trabalho por causa disso. “Você precisa ver isso como uma oportunidade de mostrar o seu trabalho, não como uma oportunidade de ganhar dinheiro”.
Ah OK então, tchau mesmo. As pessoas pensam que ilustrar é fácil, é qualquer coisa, “você faz rapidinho”. Não valorizam a gente. Enquanto continuarmos aceitando esse tipo de desrespeito, seremos desvalorizados como profissionais.
Pessoal
Esta luta tem que começar nas escolas e faculdades. É lá que os espertos vão buscar “gente em fase ou busca de divulgação”. Os que estão entrando no mercado precisam entender que se aceitarem o jogo, estão dando tiro no pé. E que, mesmo que “não precisem de dinheiro” (cada vez mais, só gente da classe média pra cima consegue chegar até aí) existe uma coisa chamada “pertencer a uma categoria profissional, ou seja, ser profissional” e deve ser motivo de orgulho (não vergonha) integrá-la. Só é digno de fazer parte dela quem anda de mãos dadas com o seu valor. Se adaptar a uma nova realidade de mercado é uma coisa, outra é se desvalorizar total.
Tem muita gente em postos de comando ajudando a criar um novo tipo de escravidão, uma espécie de “colonizados” pelo mercado (seria uma conspiração?). Os desesperados por divulgação a qualquer preço correm enorme perigo. Muitos sem saber, se tornam cúmplices dessa gente. Pensam que estão valorizando o seu trabalho, mas estão matando-o aos poucos. E se desvalorizando também como pessoas. Já ouvi muitos chefes dizerem “chamem fulano que ele faz isso pelo preço que você oferecer”. O cara entra todo prosa com seu portfolio, se achando o máximo, sem saber que chegou ali só por ser baratinho, baratinho… Precisa ter tabela, gente, e seguir. Se todo mundo fizer isso, todos saem ganhando.
Lembre-se: os adoradores do livre mercado amam dizer que a concorrência define o preço. Mas, eles mesmos nunca vendem sua “dignidade” profissional, embora não toquem nesta palavra. É só olhar quanto cobram por seus discursos defendendo a tal livre concorrência. OK, sabemos que vivemos a era do produto, da concorrência, do livre mercado. Mas quem vale mais? No final das contas, é quem se valoriza e ganha bem pelo que faz. São os mais respeitados sempre. Olha,só para esclarecer: eu trabalho em texto – onde também os “colonizadores” de gente barata rondam o dia todo. Perco muito trabalho por não compactuar com a indignidade.
O problema é q infelizmente vivemos num país onde o povo tem a cara de pau de pedir gasolina e atendimento médico de graça
- Victor, mesmo sendo novato não há o que justifique cobrar mixaria. Nunca, repito: NUNCA vale a pena. Nem pra portfolio, nem pra experiência, nem pra começar, porque é um começo no caminho do fracasso. É como querer ir para o Norte caminhando para o Sul.
Discordo de algumas coisas: Não existe tal coisa como “cliente pequeno” ou “cliente sem grana” . Se fosse pequeno e sem grana não seria cliente, seria funcionário ou desempregado. Para ser considerado “pequeno” tem que ser menor e mais durango do que eu. Quem anda de terno Armani em carro blindado não pode ser considerado “pequeno”.
Divulgação não é pagamento. É apenas parte do processo, inevitável, quando se trabalha com criação visual. Tudo que se produz vai para o grande público e é divulgado, pagando o artista ou não. Eu prefiro com pagamento e viro as costas para propostas de “divulgação”.
Como disse o Harlan, não existe valor nisto:
“Goo, goo, eu vou ser notado, olha pra mim”.
Isto não é pagamento, e nenhum cliente me liga com trabalho simplesmente porque eu publiquei aqui ou ali.
Este é o argumento dos clientes picaretas, que querem ganhar dinheiro sem investir um tostão.
Marketing de guerrilha.
Veja o dedo o que Gary Taxali mandou para o Google e Swatch, que ofertaram “publicidade” como pagamento: http://is.gd/2G0bo
Desenhar de graça só no sketchbook.
Desenhar por amor só com meu filho.
- Nina, parabéns. Esta é a atitude que protege você mesma (e a todos nós) dos picaretas. Dizer “NÃO” é a única arma que temos contra os bandidos do mercado, que oferecem “oportunidades” ao invés de parcerias de trabalho.
Parceria para mim é quando eu entrego o trabalho no prazo e o cliente me paga no prazo. O que nenhum artista precisa é de auto-flagelo.
- Nancy, gostaria de ter algo a acrescentar, mas seria redundante. Só posso aplaudir a clareza e a objetividade do seu texto.
- Rodrigo, é verdade. Esta é uma nação de pidões. Dos mendigos nos semáforos aos acordos inconfessáveis de Brasília, todo mundo quer alguma coisa em troca de nada.
Nos resta nadar contra a corrente.
… Meus amigos, sem criar polêmica, nem discussão, Harlan declarou a verdade, quebrando uma grande objeção de mercado existente no nosso dia-a-dia, tenho a plena certeza que, cada um chegou onde chegou com muita luta, dificuldade e nada de “GRAÇA”.
Assino embaixo da colocação do Harlan, do Montalvo, respeitando é claro, a opinião dos demais colegas, contudo, temos que valorizar o nosso trabalho; ou seja, ser justo e não ser explorador como muitos clientes, que querem “TUDO DE GRAÇA”.
Abraços…
Siqueira
Montalvo,
Concordando completamente com o discurso do escritor, comecei a achar engraçado o fato do vídeo, ainda mais sob o título de “tiro no pé”, ter sido reproduzido no site duma revista (Ideafixa) que tem o conteúdo inteiro adquirido sem pagamento, dentro da lógica de que os autores estão tendo o privilégio de serem publicados e terem divulgado seu trabalho.
Qual a diferença duma Ideafixa, duma Zupi, para uma revista que pede para alguém trabalhar sem cobrar, ou cobrando muito a menos do que devia, com a contrapartida do tal “portfolio”?
Lembrando que recentemente o mesmo site que agora reproduz o vídeo do Harlan Ellison, sob o título “tiro no pé”, divulgou também dois concursos tão ou mais safados quanto o da Livraria da Vila (agora corrigido, ao que parece):
em http://www.ideafixa.com/2009/08/27/concurso-kismet/ , divulgam o concurso que se orgulha do seguinte prêmio:
PRIZE - FREE Publicity
- Front Cover of KISMET Magazine
- 2 Page Advert on your trading name/company/fashion label in KISMET Magazine for one Issue along with a link to your website from KISMET Magazine acknowledging You, your Model, Photographer, Fashion Designer and Wardrobe Stylists.
- The final Front Cover you can use in your folio which is always a great addition.
e em http://www.ideafixa.com/2009/08/27/concurso-anorak/ , o concurso (que tem as regras com o curioso título “Draw us a happy cover. Please.”), tem um prêmio um pouco mais interessante:
The first prize will see their drawing on Anorak’s Winter outside back cover, and will receive a bundle of Tate goodies picked by Anorak’s creative director, Supermundane, worth £100 and a doodling pack from Sharpie Pens.
Escrevo isso realmente em dúvida da diferença dessas revistas de conteúdo visual, formado apenas pela contribuição voluntária e gratuíta dos autores, com essa prática de pedir trabalhos de graça no mercado. Não sei se é a mesma coisa, gostaria de ouvir opiniões sobre isso. Mas quanto a divulgação de concursos safados, não tenho dúvida, falta critério - o primeiro que eu citei só deveria ser divulgado claramente como um concurso para NÃO se participar.
- Pudim, eu também acho um tanto estranho, mas no caso da Ideafixa pesa a favor deles o fato da revista ser online, gratuita e sem anunciantes (até onde sei), enquanto a Zupi é uma revista impressa, vendida por R$ 14,00 e distribuída nacionalmente, com anunciantes, ou seja, ela tem um forte interesse comercial e lucrativo em sua publicação.
Havendo este potencial de faturamento em $$$, nada justifica o pedido ou a oferta de trabalho gratuito, pagando com “divulgação”, que é a grande cenoura oferecida aos burros dos nossos tempos.
O problema é que a cenoura fica pendurada eternamente na frente do pobre colaborador, sem que ele possa alcançá-la um dia, porque a promessa sempre se estende ao futuro, um próximo trabalho, quem sabe, ou alguém que vá descobrir o talento do artista e remunerá-lo (mas nunca em primeira pessoa).
Vai quem quer.
Cai nessa quem quer.
Mesma coisa com os concursos picaretas, como este da revista de moda que você citou.
É sacanagem, coisa de gente canalha, mas tem um monte de iludido que despenca nesta arapuca dourada de “aparecer” na capa da revista, e fornece conteúdo para que os malandros vendam cada vez mais.
Mas nem tudo é ruim, nem todos são farinha do mesmo saco.
Existe gente bem intencionada e fazendo ofertas decentes.
A Revista Ilustrar fez um concurso que premiou o vencedor com uma Tablet Wacom Intuos 4, e é uma revista gratuita.
Como assim? Se é gratuita, de onde vem a grana para a premiação?
Primeiramente o Ricardo ia pagar do bolso, o que já demonstra a boa intenção logo de cara, para provar que há maneiras de se fazer um concurso decente, mas surgiu a parceria com a Wacom, que bancou a premiação.
E tem mais, todos os artistas, inclusive o vencedor, permanece proprietário dos direitos de uso, reprodução e lucro sobre as imagens, a revista se reserva apenas ao direito de reproduzir a imagem naquela edição, sem fins lucrativos.
Tudo se resume na intenção.
Picaretas querem colaboradores que forneçam conteúdo de graça, a troco de “visibilidade”, e exigem que o colaborador entregue a eles os direitos autorais patrimoniais, ou seja, qualquer lucro advindo daquela imagem vai para o editor, e não para o artista.
Neste caso cabe o discurso do Harlan Ellison, letra por letra.
Gente séria quer parceiros de trabalho, e oferecem algo sólido, palpável e com valor financeiro em troca.
Só mesmo quem é muito ingênuo e iludido cai na balela dos picaretas.
Pena que hajam tantos ingênuos e tantos picaretas.
Montalvo,
Não sei exatamente como funciona a Ilustrar, mas além dela ser uma revista sobre ilustração PARA ilustradores, um espaço mesmo de discussão, eu acho que uma diferença fundamental é que, pelo que entendi, ela está mais voltada para mostrar o trabalho JÁ PUBLICADO dos ilustradores, ou não?
Aí sim é DIVULGAÇÃO: a revista tá mostrando os trabalhos que o profissional já fez (e recebeu, de preferência, antes por isso) e falando sobre o que ele faz.
Pedir original e deter os direitos, fica um pouco mais discutível…
A discussão continua no site da Ideafixa, lembraram que saiu um livro com alguns dos participantes da edição online, vendido a 80 reais. Mas como disseram, ninguem obrigou ninguem a aceitar.
Lembrei agora duma outra revista, que é distribuída de graça em loja de roupa cara, que tem uma seção para enviarem trabalhos de ilustração e fotografia, e talvez ser selecionado para publicação (sem pagamento). A seção é patrocinada pela Nike, e eles aproveitam as imagens num anúncio da multinacional.
Esse negócio de intenção eu acho discutível. Essas revistas OnLine podem até começar com essa ou aquela intenção (e isso não dá pra medir), mas o que parece é que algumas viram mesmo negócio, começam a ganhar de diversas formas e não mudam essa característica não pagar pelo que publica.
Se a intenção é boa, eu acho que tem um ponto em que se deve rediscutir o formato, a relação com os autores.
Obrigado!
Coloquei no meu site, com os devidos créditos.
[]’s
Jands
Não encontaria palavras melhores para expressar o que eu penso. Sou Arquiteto e convivo (e muito) com situações desse tipo. Ao que parece a prostituição profissional é endêmica, ou melhor PANDÊMICA!!!
Sensacional. Justo. Perfeito. Já estou repassando. Meus parabéns!!!
Caro Montalvo,
entendo e concordo plenamente com sua revolta. Não apenas o artístico mas muitos mercados sofrem com essas práticas absurdas. Apenas fiquei quase tão revoltado como tu quando colocas que as “livrarias mordem 60% do valor facial de tudo que vendem”,pois possuo uma livraria de bairro no Rio. Em primeiro lugar o custo do livro é 60% do valor facial, é o que pago para as editoras, tirando isso, para concorrermos com as grandes temos que dar entre 10 e 20% de desconto, o que sobra temos que pagar as mesmas contas que todos pagamos e ainda temos aluguel do estabelecimento, funcionários, FGTS, taxas dos cartões de crédito etc, etc, etc.. ´Já estou repensando se vale a pena continuar aberta, o lucro é mínimo. Não está dificil apenas para vcs. É um abusrdo o que acontece na classe artisitica, inclusive estou divulgando este video, mas antes de abordar com tanta “certeza” outros assuntos, informe-se. Obrigado
José F. Fernandes
- José Francisco, estou ciente que a batalha dos pequenos é desproporcional. As livrarias de pequeno porte devem sofrer a pressão das mega-stores, assim como os pequenos lojistas são atropelados pelos Carrefours e Wal-Marts da vida.
Eu tenho ótimas negociações com editoras pequenas, que trabalham com valores decentes, pagam no prazo e respeitam o colaborador, ao contrário das grandes editoras, que só espremem seus fornecedores até sufocar.
São direitos autorais eternos, em contratos leoninos, com prazos curtos, grandes exigências e com uma oferta de pagamento que seriam cômicos se não fossem trágicos.
Tem editora pagando menos que uma pizza por uma ilustração.
Algumas imagens não pagariam o táxi da minha casa até a editora.
É ridículo e vergonhoso aceitar trabalhar por R$ 40,00 por uma imagem que renderá milhares de reais no contexto da revista ou do livro, mas tem gente se estapeando para pegar esta carne de pescoço, e fazendo por menos, e menos, e menos.
O mercado editorial como um todo fatura BILHÕES, segundo estatísticas publicadas na Folha e no Meio e Mensagem, mas 99% deste bolo fica na mão das grandes editoras, dos grandes distribuidores e das grandes livrarias.
Nos resta comer a carne de pescoço ou procurar outras searas para sobreviver de ilustração.
É lamentável, mas os pequenos sustentam os grandes.
Daí a minha revolta.
Ei montalvo, pra ver como a internet e pessoas sem noção continuam disseminando a idéia de que ilustrar ou fazer cpoisas de graca e legal: http://ptodecontato.wordpress.com/2009/10/26/12-dicas-para-ter-um-portfolio-de-peso-parte-i/
e viva o twitter! (@pontodecontato a perola acima)
Cara, muito obrigado pelo post! Acho que é o mínimo que posso fazer.
Vou passar isso para frente também.
Achei fantástico o vídeo…Atualmente trabalho como ilustradora e saí a pouco tempo de uma grande empresa que eu estava a quase dois anos ( e que pagava muito mal) e trabalho para várias empresas pequenas, que aceitam os valores que passo, pagam no prazo e são muito mais educados que as grandes empresas. Já compartilhei esse vídeo no meu Facebook. =)
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[...] Sketcheria » Harlan Ellison, um homem de coragem. montalvomachado.com.br/blog/?p=2122 – view page – cached Vivemos um momento de protesto e denúncias contra concursos vazios, campanhas travestidas de “oportunidade”, golpes, balelas, mentiras e outras aberrações que nos arrepiam como almas penadas em plena luz do dia. — From the page [...]
[...] que pedem para que ele escreva de graça em troca de divulgação (som de risadas de sitcom) (clica aqui, o filme não dá pra colocar direto no post). Ele, puto como o Alborghetti - e com razão, propriedade e direito de cuspe - reclama além dessa [...]
[...] mas é uma tecla que precisa sempre ser batida. O Montalvo achou, traduziu e postou em seu blog (sketcheria) um video em que o escritor Harlan Ellison fala sobre o mercado de Hollywood. Uma realidade que se [...]
[...] Links: Paulo Borges, autor da tira irada do Pinguim Palco HSBC Artigo do blog Fotocolagem Harlan Ellison, um homem de coragem [...]
[...] Harlan Ellison, um homem de coragem. – Todo profissional de comunicação já ouviu alguma vez uma proposta indecorosa para trabalhar por “divulgação” do seu trabalho. Beem, esta é a resposta de Harlan Ellison, escritor, para um trabalho da Warner Brothers… [...]