É uma sensação curiosa, ver a repórter falar empolgadamente sobre ilustração e apresentar o Bistecão Ilustrado no destaque da reportagem. Parece que estão falando do seu filho na TV.
Deu um orgulho danado, daqueles de encher o peito. Eu não chorei não, mas não é que entrou um cisco no olho bem nesta hora?
Todos os méritos para o criador deste evento espontâneo, acolhedor, agregador e demolidor de paradigmas, um artista sensacional que eu tenho o orgulho de chamar de amigo, quase um irmão, o Kako.
Uma proposta bem legal para se desenhar modelo vivo e se divertir com os amigos é o Dr. Sketchy’s.
Segundo o Facebook do evento, “Este é um movimento artístico aliado a uma forma de sessão com modelos vivos , uma franquia internacional de sucesso, criada em NY por Molly Crabapple, que resgata o espírito burlesco, com eventos voltados tanto ao artista senior até o leigo iniciante”.
E olha só quem foi a modelo do último Dr. Sketchy’s: Cris Ferrantini, a mesma mega-simpática modelo que esteve aqui no estúdio para os workshops da Sketcheria.
Vou fazer o possível para comparecer no próximo Dr. Sketchy’s São Paulo, que acontece na quarta-feira, dia 30 de Setembro de 2009, no El Tunel, Rua Major Maragliano, 387 - Vila Mariana.
O preço também é legal, R$ 20,00 antecipados ou R$ 25,00 na porta do evento.
Veja o video do encontro passado, que eu certamente teria ido, se não estivesse na Illustration Academy.
E chegamos a mais um Sketchcrawl, o dia mundial de desenhar na rua, neste sábado, dia 19 de setembro.
Foi rápido, não?
Desta vez o espaço entre um encontro e o outro foi de apenas dois meses, e como quem decide as datas é o criador do evento, o grande ilustrador Enrico Casarosa, não sou eu que vou questionar.
Em São Paulo a previsão do tempo é de ensolarado / nublado para o sábado. Chuva, aparentemente, só a noite. Boas notícias, comparando com o último Sketchcrawl aquático de São Paulo.
Clique na imagem abaixo para atualizações sobre o clima em São Paulo.
Em tempo bom, ou até mesmo com uma garoinha besta, vamos encontrar o pessoal no Jardim Botânico.
Se chover MUITO, o melhor é ir para o SESC Pompéia, uma área coberta que abriga a todos numa boa. Mas SESC é o plano B, e será uma opção só se cair um toró.
Se o clima de São Paulo estiver apenas de cara feia, continuamos conforme o previsto, e o Sketchcrawl de São Paulo será no Jardim Botânico, próximo do Zoo, a partir das 11:00hs.
O lugar é grande, mas favorece visualmente para se achar um grupo de pessoas com caderninhos na mão, então vai ser fácil encontrar a galera.
O parque fecha as 17:00hs, facilitando o retorno antes do anoitecer.
Agora é botar a boca no trombone, organizar as caravanas, caronas e grupos pra chegar lá.
(atenção, dei uma busca pelo googlemaps, e o Jardim Botânico como endereço B dá uma localização errada, na metade do caminho, fora do parque. Refiz a pesquisa dando o Zoológico como destino, e deu certo. O Jardim Botânico é um pouco antes do ponto do Zoológico, no começo do parque)
Endereço do Zoológico no googlemaps, partindo do metrô São Judas: http://is.gd/3nOrl ou do metrô Saúde http://is.gd/3nOBF . A linha que sai do metrô Jabaquara é mais cara, porque inclui o ingresso no Zoo.
(Plano A - clima normal, sem chuva pesada)
Jardim Botânico de São Paulo
Avenida Miguel Stéfano, 3.031 - Água Funda - Zona Sul - São Paulo
Tel: (11) 5073-6300
www.ibot.sp.gov.br
Horário: De terça a domingo e feriados, das 9h às 17h
Preço: R$ 3. Estudantes pagam R$ 1 e crianças de até dez anos, adultos acima de 65 anos e portadores de necessidades especiais são isentos.
Aqui na Sketcheria foi criado um post completo, com todos os links do evento, inclusive as reportagens onde o Sketchcrawl foi destaque, e tudo isto pode ser acessado neste link.
Lembrando que o Sketchcrawl é apenas um movimento divertido, sem pré-requisitos, não precisa ser desenhista para participar, basta gostar de desenho, qualquer desenho. Leve seu caderninho, seus lápis ou canetas preferidos, e vamos passar umas boas horas relaxando e desenhando sem compromisso, só pelo prazer de rabiscar.
Nos dias 25, 26 e 27 de setembro vamos nos reunir em Maresias para um workshop muito divertido, instrutivo, cheio de bons amigos, boa comida, boa bebida, em uma pousada super descolada.
O nosso grupo já excedeu os 22 inscritos, o limite da pousada, mas o plano B já está em ação. Temos a pousada ao lado que acomodará o pessoal, até um grupo máximo de 35 a 40 pessoas.
Vamos lá, junte seus colegas, venha curtir um passeio diferente, e conhecer novas técnicas como pintura a óleo usando oilbar em tela, ou como transformar suas camisetas em capas de sketchbooks maneiríssimos, ou ainda como preencher seus cadernos e telas usando rolinho, colagens, stencils, carimbos e muitos outros macetes.
Tudo isto por um “precinho camarada”, como adoram os nossos clientes: R$ 110,00 pelo pacote de hospedagem/café da manhã + R$ 150,00 do workshop em formato imersão total, com dois dias e meio de atividades e demonstrações.
Mais uma semana em Santa Maria e eu voltaria com sotaque.
Novamente uma viagem que superou as expectativas.
Eu sempre tive uma afinidade com a maneira dos gaúchos se orgulharem das tradições, cultivando gerações de famílias que conhecem e honram seu passado, sem perder de vista os ideais do futuro.
Eu devo ter sido gaúcho em alguma encarnação passada, mas também devo ter sido vampiro, pois ainda tenho pavor de alho… só uma boa regressão à vidas passadas pode esclarecer isto direito.
O evento foi excelente, de dimensões internacionais, afinal não deve ser fácil organizar e gerenciar um encontro de mais de 600 pessoas, onde 45 eram palestrantes ou oficineiros. Meus parabéns para o pessoal da organização, que mandou super bem durante todo o RDesign Sul.
Eu assisti a algumas palestras e a uma oficina, mas gostaria de ter visto mais. Perdi a palestra do Hiro e do Fernando Reule, queria ter visto “As bicicletas de Belleville” outravez, mas é parte do negócio, sujeito à aplicação prática de a uma lei da física: não se pode estar em dois lugares (quatro, no meu caso) ao mesmo tempo.
Achei que nesta competitividade acirrada o meu workshop seria minguado, e imaginei meia dúzia de gatos pingados, mas felizmente encontrei mais de 40 pessoas na sala, pontualmente a postos, na hora que cheguei para o workshop de Notan.
Foi muito rápido, comprimindo em duas horas um conteúdo que costumo apresentar em dois dias de 4 horas cada, mas ainda assim mais longo do que a versão da Flórida, onde tive 15 minutos para voar sobre o tema.
No dia seguinte tive a oportunidade de tomar um Chimarrão Ilustrado na companhia do amigo, ilustrador e oráculo, Renato Alarcão. Aliás, foi meu primeiro (seguido pelo segundo e terceiro) chimarrão, e olha que eu até procurei uma cuia pra trazer pra São Paulo, mas não achei uma que fosse bem legal.
Ainda vou tomar um bom mate aqui no estúdio, lembrando meus dias em terras gaúchas, folheando o livro 36 Vistas do Cristo Redentor, que ganhei do Alarcão.
Só mesmo um paulista maluco poderia lembrar do Rio Grande do Sul ao ver imagens do Rio de Janeiro…
No final da tarde acompanhei os colegas Rafo Castro, Renato Faccini, Daniel Moura, Fernando Reule e Gabriel Silveira (invisible mode: ON) na oficina Art Director Simulator II, uma atividade prática que tem como base uma campanha publicitária em ritmo acelerado. Super divertido e um tanto estressante para os inscritos, mas muito instrutivo, simulando um job com prazo curto, sujeito a alterações e mudanças radicais e pirações do cliente no meio do trabalho, igualzinho à vida real. Simplesmente genial.
Algumas atividades se esticavam até altas horas, como esta sob a ponte, pintada de branco exclusivamente para servir de suporte aos trabalhos da oficina de Inetrvenção Urbana do designer Rafo Castro, um gigante gentil, um ninja no domínio das latas de spray.
O pessoal da organização trabalhou pra caramba, ralaram feito loucos para fazer tudo funcionar como um relógio, e no final da tarde… descanso? nada disso, o pessoal caía na balada, dançavam a noite inteira, dormiam algumas horinhas e voltavam pro batente, bagaçados, mas sempre com uma alegria contagiante.
Eu tenho praticado noitadas mensais nos Bistecões, mas o ritmo desta galera é incansável, não dá pra acompanhar. Eu estiquei mesmo apenas uma noite, na despedida, depois do churrasco.
E que churrasco! Barbaridade, tchê! Os caras fazem mágica com as carnes, é uma delícia!
Aí teve um momento histórico para o evento, que certamente será lembrado por muitos anos.
Um gaúcho daqueles típicos, com seu violão, chapéu daqueles de topo baixo, um gaudério autêntico com bombachas e lenço no pescoço sobe ao palco e começa a passar o som: “Um, dois, trêssss, tessssste, um, um, doisss”.
Do nada, sem mais nem porquê, ele toca no violão os primeiros acordes de “Wish You Were Here” do Pink Floyd…
Caem os garfos, e centenas de pessoas se calam, incrédulos, paralisados, olhando para o palco.
Sim, a cena é surreal. O gaudério de bombachas segue tocando Pink Floyd, a galera abandona as carnes e cerca o palco.
Caem os queixos, porque agora ele estava cantando em bom e nítido inglês, com toda a pose de músico gaúcho, acompanhado de um acordeon.
Era surreal, meus olhos viam uma coisa, os ouvidos escutavam outra, e meu cérebro não entendia nada.
Foi demais.
Um músico, assim como um publicitário ou um designer, deve conhecer bem o seu público e saber o que desperta sua atenção. O violeiro gaudério acertou em cheio, surpreendeu e conquistou a audiência, e em questão de segundos tinha todos na palma da mão.
Em seguida tocou seu repertório de músicas típicas, as danças seguiram com o respeito e a admiração de todos, e quando se pensava que não podia melhorar, ele chamou um hino gaúcho e todos cantaram de peito cheio (menos eu e os outros palestrantes de fora do estado, que não conheciam a letra), em outro momento emocionante.
Não dá pra negar, eu voltei um pouquinho gaúcho pra casa.
Um pouco tarde para contar como novidade, mas cronologicamente correto para vir antes do post sobre a viagem para o RGS.
Muita correria entre uma viagem e outra, já foram 3 neste meio-de-ano, logo vai ter mais uma para Maresias, e ainda arrisca ter mais outras até o ano terminar. Os workshops estão caindo na estrada!
O de São Carlos foi uma proposta oferecida pelo SESC, intermediada pelo amigo e ilustrador Eldes de Paula, que fez as honras da casa, onde tivemos uma galera atenta e muito receptiva nos dois dias de apresentação.
A experiência foi muito proveitosa, com direito a entrevista na TV local e tudo mais. As outras fotos estão no Flickr da Sketcheria.
Durante a oficina o fotógrafo Marcello de Castro Lima (em pé, ao lado do monitor de TV) optou por acompanhar o treinamento até o final, e aproveitou o conteúdo tanto quanto os colegas ilustradores e cartunistas.
Afinal, o conceito de claro-escuro do Notan se aplica muito adequadamente à fotografia, tanto quanto é aplicável na pintura, ilustração, cinema, animação ou design como um todo.
Espero voltar lá em breve, com um pacote de workshops de uma semana, que já está em negociação.
Estou a caminho do aeroporto para participar do RDesign Sul 2009, um evento interdisciplinar que chega à sua sexta edição, e reúne mais de 600 pessoas a cada encontro.
Entre muitos outros palestrantes, estarei com o Hiro e Renato Alarcão, e tenho certeza que vou me surpreender com este evento.
Minha participação será uma apresentação pocket-show do “ilustração como linguagem”, “Sketchbooks” e um treinamento de Notan, em um formato parecido com o que foi apresentado recentemente na Illustration Academy, com a diferença que o Notan será executado como uma oficina, e não apenas a parte teórica.
Seguir as pessoas certas no Twitter é praticamente uma garantia de boa companhia, insights interessantes, e links que podem dar aquela iluminada no seu dia.
Uma twittada do Renato Alarcão me levou a esta pequena animação, criada por Owen Gatley e Luke Jinks, sobre o tema da evolução e diversidade da vida no planeta Terra.
Como foi descrito no blog Drawn!: “Art and science have never looked better together”.