Melhor que contar longas estórias sobre a IA, é mostrar fotos do evento, das pessoas e do lugar onde estou passando um período incrível, convivendo novamente com os ilustradores permanentes da academia, que eu não via há mais de 10 anos, conhecendo outros convidados deste ano, e muitos estudantes com quem vou compartilhar experiências nestas próximas semanas.
Agora, ser convidado para almoçar e jantar com os caras é muito além do que eu poderia esperar.
Eu tenho uma visão meio tribal sobre o ritual que envolve o “sentar à mesa” com alguém. Desde os tempos mais remotos, entre todas as espécies de mamíferos, partilhar o alimento significa aceitação mútua, é um gesto de confiança e amizade, e dividir a mesa sempre teve esta simbologia para mim, mesmo quando estamos em farra, no Bistecão Ilustrado.
É com este pensamento que eu me sento à mesa com as pessoas.
Ser aceito entre os ilustradores que acompanho e admiro há décadas, dividindo a mesa com lendas-vivas da ilustração, tem mexido com minhas emoções de um jeito que não conseguiria descrever, mas é fascinante estar entre eles, ser aceito como amigo e parceiro de profissão, e conquistar o respeito deles através de uma coisa simples, que eu mesmo não via com a devida importância: os sketchbooks.
Eu nunca tinha me dado conta que este é o meu “corpo de trabalho”, meu território recém-explorado, a descoberta, o que há de novo em mim.
Foi isto que eles viram nos meus cadernos, e foi o que permitiu que eu fosse aceito de igual para igual entre meus heróis.
Isto não tem preço.
Realmente não tenho como descrever o que passa na minha cabeça e no meu coração, isto é o melhor que posso fazer com as palavras.
Talvez algumas imagens no Flickr possam passar um pouco mais claramente o que tenho vivido nesta semana, que vai ficar tatuada para sempre na minha memória.







