Conforme prometido, fizemos uma rave ilustrada, emendando os dois eventos em uma verdadeira maratona de desenho, música, estudo e diversão.
Não quero fazer deste post o “meu querido diário”, detalhando cada passagem das 38 horas que me mantive acordado, mas alguns momentos marcantes merecem o registro.
Tivemos uma tarde ensolarada, inspirada e cheia de pequenos causos, registrados pela equipe da Rede Globo, que nos concedeu uma reportagem sobre o evento. Saindo do Pátio do Colégio, terminamos o dia no Café Girondino, na frente da praça da Igreja de São Bento, um lugar confortável, com ótimo atendimento e altamente desenhável, que precisamos frequentar mais vezes.
De lá mergulhamos na Virada Cultural, cada um foi procurar seu palco preferido, sua tribo e sua música. Eu dei uma passada no show do Hermeto Paschoal, mas segui logo para ver a banda cover do Frank Zappa. Não era nenhum Central Scrutinizer Band, é claro, mas mandaram bem.
No meio do show eu não me aguentei, virei a mochila para a frente, fazendo uma pequena bancada, e registrei o momento em um sketch, em meio aos altos decibéis disparados do palco.
Fiz o mesmo às 3:30 da madruga, durante o show do Living Color, e acho que descobri mais um dos pequenos prazeres que fazem a vida mais gostosa, desenhar durante os shows.
Assistir Carmina Burana na performance impecável da Orquestra Sinfônica Municipal e Coral Lírico foi arrepiante. Nem vou tentar descrever a minha sensação, além dos pelos eriçados. Foi incrível, indesenhável.
Segui as dicas do Victor Farat, Fábio Corazza e Aline Paes, amigos/ilustradores que estavam curtindo a Virada também, e fui assistir ao show do veteraníssimo Booker T, um dos melhores shows da noite.
Encontrar amigos entre 4 milhões de pessoas não é uma tarefa fácil, é obra do acaso mesmo, e algum alinhamento de planetas permitiu que eu fizesse isto diversas vezes durante a noite. Deve haver algum chakra (não me pergunte qual, nem de que cor ele é) que se abre nestas ocasiões, e que torna as pessoas mais receptivas, mais alegres e envolvidas em uma sintonia que nos alimenta, revigora e nos mantém despertos pela noite adentro.
Eu pulei o almoço, o jantar, e foi me bater uma fominha só depois das 2:00hs da manhã. Curiosamente não tive frio nem sono durante a noite. Teve gente que me perguntou qual é o segredo, que raio de Duracell eu ando usando, mas é tudo resultado da extrema motivação que tenho ao participar destes eventos, e da energia positiva que emana da companhia dos amigos.
Nem RedBull com plutônio dá mais energia do que estar em boa companhia, rindo e curtindo boa música.
Saímos do centro para tomar café da manhã na Bella Paulista, com o Kako, para recepcionar o Renato Alarcão, que tinha chegado do Rio, e passamos a tarde fazendo uma das mais intensas sessões de modelo vivo que eu já participei.
Foi mais uma oficina de alta produção, insights, e desafios, orquestrada pelo Alarcão e performatizados virtuosamente pela modelo Jully Campeão. Mais do que uma dançarina, ela é uma verdadeira designer, usando o corpo com maestria de artista, e suas poses personificavam a proposta do estudo: “Desenho Dinâmico”.
Terminei a maratona de volta ao centro, em companhia do colega Márcio Guerra, assistindo aos 4 cantores populares de Cantoria: Elomar, Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai.
Confira aqui o post da participação paulista no evento mundial, e veja neste link os trabalhos dos desenhistas de outras partes do mundo.
No fim o post ficou longo, mas é um breve resumo de 38 horas de intensa atividade, uma rave ilustrada, conforme planejada na semana passada.
Não vejo a hora de repetir a façanha.
Quem topa?
































