Sketchcrawl itinerante em Sampa

O Sketchcrawl deste sábado (31/7) em São Paulo vai ser itinerante, começando na Biblioteca do Parque da Juventude às 10:00hs, onde também haverá a palestra gratuita do ilustrador Benício, às 14:30.

Avenida Cruzeiro do Sul, 2.630 - Santana (zona norte da capital - Acesso pelo Metrô Carandiru)

Saindo de lá, iremos para a Livraria da Vila, na Fradique Coutinho, 915 para o lançamento do livro Duda Bocuda, da amiga e ilustradora Andréia Vieira.

Assim vai ser mais fácil acompanhar o Sketchcrawl mesmo chegando em horários diferentes.

Nos vemos no sábado!

Abraços,

Montalvo

Workshops 2010 em Maresias. Vamos arrumar as malas?

Já se passou quase um ano desde o primeiro workshop em Maresias, detalhado neste e neste posts, e quem esteve lá voltou com um novo repertório de técnicas, com a cabeça cheia de informações e com o sketchbook cheio de imagens novas.

Foi uma experiência incrível, e eu não via a hora de fazer a edição 2010 com novos treinamentos.

Desta vez serão 3 fins de semana, ainda com datas a definir, mas a princípio será um ainda no final deste mês, e dois outros em agosto.

Nos encontraremos novamente na Pousada Encanto das Pedras, e haverá descontos progressivos para quem se inscrever em dois ou nos três eventos.

Serão 3 temas básicos, um a cada fim-de-semana:

23 (check-in à noite), 24 e 25 de julho
SKETCHBOOK / PASTEL - Notan, Thumbnails, desenho de 2 traços (novo treinamento), técnicas diversas para desenho de locação, videos e técnicas de pintura em pastel seco a noite.

6 (check-in à noite), 7 e 8 de agosto
ENCADERNAÇÃO / PASTEL - Teoria e prática na montagem de sketchbooks, desde a escolha dos papéis até a costura e acabamento. Técnicas de montagem de capa com tecidos diversos também serão apresentadas. Técnicas de pintura em pastel seco a noite.

20 (check-in à noite), 21 e 22 de agosto
TÉCNICAS MISTAS EM TELA E PAPEL (illustration board) - Técnicas de pintura em tela, usando oilbar (tinta a óleo em bastão), tinta acrílica, e combinações entre as duas com outros materiais sobre papel montado.

Cada um dos módulos ficará em R$ 350,00 (workshop + hospedagem com café da manhã) e as refeições serão opcionais (R$ 20,00 para almoço e R$ 10,00 para o jantar) e deverão ser confirmadas no ato da reserva. Os valores são os mesmos para acompanhantes adultos, e R$ 66,00 para crianças de 5 a 12 anos

Haverá um desconto de R$ 50,00 para os inscritos em 2 workshops e de R$ 100,00 para os inscritos nos 3, e estes poderão pagar em duas vezes (à vista e um cheque para 30 dias).

Os materiais necessários serão listados por e-mail após a reserva.

As inscrições podem ser feitas no website http://www.montalvomachado.com.br/workshops/

Nos vemos lá!

Revista Ilustrar número 17

Nesta edição: Fernando Lopes, Derek Riggs, Mateus Santolouco, DR2 Ilustração, Mario Bag, Brad Holland, Renato Alarcão

Coisa fina, baixa lá e divirta-se lendo a melhor revista de ilustração do Brasil!

A saga do SketchCopa continua

E não é que o SketchCopa está rendendo?

Estivemos no Ibirapuera no último jogo do Brasil, terminamos o dia comendo pizza, já pensando no próximo encontro.

Nesta sexta o evento paralelo aos jogos da Seleção Canarinho vai acontecer na Avenida Juscelino Kubitschek, às 10:30hs, e vamos nos encontrar no meio da passarela em frente ao supermercado Extra, onde teremos uma vista privilegiada do caos urbano que assola a cidade nos minutos que precedem cada jogo.

Chega a ser engraçado acompanhar a histeria coletiva, o incontrolável stress e as altas doses de adrenalina com que o povo se auto-inocula ao se dar conta que está preso no trânsito, sabendo que vai perder o começo do jogo.

Motoristas ensandecidos, subindo pelas calçadas, buzinadas furiosas, pedestres se arriscando entre os automóveis, loucos para chegar em algum local com TV, enquanto os desenhistas fogem exatamente desta euforia, e assistem pacientemente a instauração do caos generalizado nos cruzamentos da cidade.

E o nosso grupo, com 11 pessoas, desenhando e rindo até doer, no lago do ibirapuera.

Vai lá, Brasil! Ensaca a Holanda rumo à final, enquanto a gente desenha!

Mais fotos no Flickr do SketchCopa.

SketchJazz nesta quinta!

Um post rapidinho, só pra lembrar que amanhã vai ter mais um SketchJazz no All of Jazz.

Eu reservei mesa para 8 pessoas, nesta Quinta, dia 1º, 21:30hs.

Por favor confirme sua presença no e-mail montalvomachado@gmail.com ou pelo twitter http://twitter.com/montalvomachado

No primeiro set Christianne Neves e seu Quinteto durante apresentam o show “Tributo a Horace Silver” em homenagem a um dos maiores pianistas da história do jazz.

No segundo set Chris e seu Trio interpretam standards de jazz e composições próprias.

O All of Jazz fica na Rua João Cachoeira, 1366 - Tel (11) 3849 1345

O couvert artístico fica em R$ 15,00 e tem consumação mínima de R$ 10,00.

Nos vemos lá!

SketchCopa nesta segunda: do Friday’s ao Ibirapuera

Brasil e Chile nesta segunda? Legal! Mais um feriado nacional, mais um motivo para desenhar na cidade de São Paulo!

Desculpas ao amigo Cárcamo, mas não vou torcer pelo seu país… nem pelo meu.

Os amigos que se ligam mais no sketchbook do que na peleja vão se encontrar meia hora antes do jogo na Avenida Santo Amaro 177, em frente ao restaurante TGI Friday’s as 15:00hs.

Dali seguiremos para o Parque do Ibirapuera, e vamos encher mais algumas páginas do caderninho, dar boas risadas e curtir a companhia dos amigos em mais uma rodada de circuito alternativo à Copa.

Todos os nossos encontros tem sido ótimos, e temos certeza que é bem mais divertido fugir das vuvuzelas e se divertir na contra-mão das emoções Globais, longe da euforia ensaiada do Galvão Bueno e das pernadas dos multi-milionários jogadores brasileiros.

Estes são alguns dos meus desenhos feitos nos encontros do SketchCopa, e espero que o Brasil siga em frente, rumo à grande final, para que a gente possa continuar aproveitando o vácuo da Copa para fechar mais algumas páginas dos nossos Sketchbooks.

Até segunda!

O mundo de olho na bola, e nós de olho nos sketchbooks

E lá vai a Seleção Brasileira entrar em campo novamente, em seu terceiro jogo na Copa.

Beleza, Brasil! Vai lá, porque eu não vou!

Os amigos vão se reunir novamente, com seus sketchbooks, na Avenida Brigadeiro Faria Lima 2693, no mesmo Fran’s Café onde encerramos o primeiro SketchCopa, do lado oposto ao Clube Pinheiros.

Como o jogo começa às 11:00hs, e o trânsito fica completamente caótico na hora da peleja, vamos nos encontrar meia hora antes, às 10:30, tomar um cafezinho e assim que a cidade esvaziar, vamos para a avenida, desenhar a cidade deserta.

Se você também está desencanado dos jogos da Copa, venha participar com a gente nesta atividade alternativa, vamos nos divertir desenhando nestes feriados fora de hora!

O evento é livre, gratuito e sem restrições.

Nos vemos lá!

Sketchcrawl, SketchJazz, SketchCopa, SketchClássico e até SketchLunch

Eu acredito que um artista só consegue evoluir no seu trabalho se tiver um pé (ou os dois) na obsessão.

Quanto mais viciado no processo, e quanto mais escravo do próprio vício, melhor será o artista.

Sempre foi assim, e sempre será.

Nestes últimos anos eu resolvi mergulhar de cabeça em um dos pontos mais falhos do meu trabalho, o desenho gestual, espontâneo, sem rascunhos a lápis ou refinamentos de finalização. Um desafio a ser encarado de frente, com persistência e uma certeza: o erro e a frustração são as únicas garantias no início do processo. O que vier, de bom e de mal é lucro. O erro é parte do aprendizado, e apesar de ser um fardo pesado para se carregar, é lucro também.

Com isto em mente, o passo seguinte é insistir pela quantidade. Se eu fizer 10 tentativas por mês posso ter uma ou outra mais ou menos legal, mas o mais provável é que nenhuma seja realmente boa. No entanto, se eu tentar 10 vezes por dia, é capaz que eu acerte algumas delas na mosca, e é quase certo que eu acabe eliminando os defeitos pela repetição, ou seja, esta é uma batalha a ser vencida pelo cansaço.

Pode parecer estranho para quem vê as artes prontas, mas nenhum artista está satisfeito com seu próprio trabalho. Parece uma corrida eterna contra um ideal de qualidade, sempre inatingível, sempre mais alto e mais rápido que a nossa natureza.

E eu vejo na inconformidade, na insatisfação com o próprio trabalho uma tremenda força motivadora que nos leva a sair da zona de conforto e fazer um esforço constante de melhora, na busca do que nos faz falta.

Eu encontrei um ambiente extremamente motivador, confortável, divertido e produtivo ao juntar os colegas no Sketchcrawl, e isto acabou se desdobrando em outros encontros temáticos, sempre com o mesmo propósito: desenhar em grupo.

Desenhar os músicos, ouvindo Jazz, foi uma experiência incrível, e quero ver se coloco isto no calendário dos ilustradores paulistas como uma prática constante, como o Bistecão Ilustrado, Pupunha Ink e as sessões de modelo vivo da Rosana Urbes.

Ainda quero juntar este pessoal para ir desenhar na Sala São Paulo, ao som de música clássica.

Esta tem sido a minha melhor balada. Não tem programa mais divertido que encontrar os amigos, jogar conversa fora, se divertir, trocar ideias e encher páginas e mais páginas do sketchbook.

Tenho feito isto compulsivamente, nas horas vagas, porque o meu trabalho atual no Estúdio Notan é totalmente digital, principalmente focado em concept design e 3D, usando Modo e ZBrush.

De encontros em Jazz bares à fuga da histeria coletiva da Copa do Mundo no SketchCopa, passando por almoços ilustrados com Marco Furtado e Alex Eschenbach, colegas da Vetor Zero, nossos vizinhos aqui no Itaim Bibi, eu tenho aproveitado cada instante livre para trabalhar minhas fraquezas técnicas, até mesmo nas reuniões de pauta do estúdio, desenhando os colegas em um breve Sketchcrawl solo.

Os resultados estão começando a aparecer, meu traço tem se tornado mais confiante, e cada vez mais os desenhos de improviso deixam de me parecer tão toscos, ou assustadores, como eu os via há alguns anos.

É uma busca constante, e não há atalhos.

Quem quiser melhorar o desenho tem que enfiar os dois pés na obsessão e sair desenhando até no banheiro, porque cada minuto rabiscando é um passo a mais em direção ao próprio estilo, aos temas que falam ao seu coração, e ao seu trabalho mais autoral.

Com ou sem companhia, não desperdice seu tempo livre. Desenhe, e divirta-se com cada descoberta.

Seu traço agradece.

Domingo é na Paulista!

Neste domingo vai acontecer o segundo SketchCopa, desta vez na Avenida Paulista, as 15:00hs (meia hora antes do jogo do Brasil), em frente ao prédio da FIESP.

Deixa o país inteiro se esgoelar, enquanto a gente desenha na rua!

No nosso encontro de terça, no primeiro jogo do Brasil, juntamos um grupo de 11 pessoas na Avenida Brigadeiro Faria Lima, e poderiam ser mais. Alguns colegas que haviam confirmado não compareceram devido a alguns imprevistos como gripe ou trabalho.

O evento alternativo à Copa é livre, gratuito e não tem pré-requisitos.

Apareça!

Tiramos várias fotos neste dia, e postaremos no Flickr do evento assim que possível.

Sketch Jazz: perfeito

Ontem rolou o primeiro Sketch Jazz, mais uma boa desculpa para juntar os amigos e desenhar.

Fomos ao All of Jazz no Itaim Bibi, e a banda da noite foi Dabus Brothers, um quarteto incrível, com um repertório que vai de Miles Davis e John Coltrane a Marcos Ariel, Tom Jobim e composições próprias.



Juntamos o melhor dos dois mundos: música e desenho. Não tem como ficar melhor.

As duas horas de show passaram voando, e saímos de lá querendo voltar.

Sexta-feira tem mais.

O Bistecão Ilustrado, bonito na foto

Ou melhor, no video, produzido carinhosa e caprichosamente pela Cabra Cega Filmes.

Obrigado pelo tweet, May Midori, e manda um super abraço para todo mundo da produção!

Você está vendo o que eu estou vendo?

Já faz alguns dias que eu venho planejando este post, elaborando e organizando o conceito de VER as coisas ao nosso redor, ao invés de OLHAR passivamente.

Há uma diferença enorme entre uma pessoa apontar para alguma coisa e dizer para a outra: “OLHE aquilo!”, e em outra situação um dizer para o outro, com um certo tom de mistério: “Você está VENDO o que eu estou vendo?”.

No primeiro caso há uma certa obviedade, basta olhar e entender que tem um objeto ou uma pessoa que se quer que o outro preste atenção.

No segundo caso, um deles teve uma percepção diferenciada, além do lugar comum, e pergunta ao outro para saber se ele também teve o mesmo insight, ou se ficou no óbvio.

Há uma diferença na compreensão do que se vê, e as pessoas podem OLHAR para a mesma cena e VER coisas diferentes.

Manchas de Rorschach no mundo real.

Acho que lá no fundo da minha mente eu já venho prestando atenção neste processo há muitos anos, sem racionalizar muito, desde quando eu lia Carlos Castañeda aos montes. Muita gente tem um certo preconceito contra ele, por causa do seu primeiro livro, A Erva do Diabo, como se fosse literatura de maconheiro, mas isto é um grande engano. Basta ler Viagem a Ixtlan ou o Segundo Círculo do Poder para entender que não se trata de drogas, mas sim de estados alterados de consciência induzidos pela percepção, pela atenção consciente. É certo que há o exagero do autor para fins literários, a fantasia dos livros chega a extremos, mas o conceito é válido.

Algo parecido acontece, em escala muito mais sutil é claro, quando a gente se perde em pensamentos, ou se concentra profundamente sobre algum assunto.

É quando a gente fica com olhar meio vidrado, aquele que perfura as paredes, enquanto se embarca pra “beem looonge” em algum pensamento, a ponto de se assustar quando alguém nos traz bruscamente para a realidade.

Nos ensinamentos de Don Juan, mestre indígena de Carlos Castañeda em seus livros, uma das coisas que os levavam a estados alterados de percepção era observar as sombras, focar sua atenção nelas, e tentar enxergar ali outras cores além do cinza e preto.

Este é o mesmo princípio que Andrew Loomis descreve em seu livro “O Olho do Pintor”, e todo artista sabe que as sombras são coloridas, riquíssimas em tons e nuances. Nelas se revela a beleza das luzes, por puro contraste.

Quando se enxerga cores nas sombras, temperaturas, luzes refletidas quebrando a sua escuridão, estamos VENDO, e não apenas OLHANDO.

VER, nos livros do Castañeda era o princípio de tudo, uma porta para o universo paralelo onde o romance se desenrolava.

Porta também é a analogia utilizada por Aldous Huxley em seu livro “Portas da Percepção”, onde ele faz experiências com LSD, assistidas por um médico e sua esposa. Neste livro ele relata como ele conseguiu enxergar o mundo com o olhar de um artista, vendo cores e detalhes fascinantes até nas dobras de suas calças, e entendeu o que faz o artista procurar reproduzir sua visão de mundo em suas obras.

Por motivos menos científicos, Jim Morrison utilizou o mesmo nome do livro para sua banda, “The Doors”.

Outro dia, conversando com o amigo Weno durante o Sketchcrawl do Parque da Luz eu consegui sentir claramente a transição entre OLHAR e VER, enquanto falava deste assunto com ele. Papeando informalmente, eu estava apenas olhando para ele, como todos fazemos. No momento em que descrevi o processo no qual ao desenhar o que se vê a gente muda a percepção, e passa a VER as sombras projetadas em seu rosto, as formas geométricas se encaixando como um quebra-cabeças de peças claras e escuras, quentes e frias, na construção do desenho, eu passei a VER estes detalhes estampados no rosto dele, como se eu tivesse ligado o meu “modo de desenho” no olhar, mesmo sem estar desenhando.

Milton Glaser disse em um video, postado aqui no blog, que só consegue VER as coisas direito quando as desenha.

Nos workshops de NOTAN que eu apresentei nos últimos anos, o trabalho principal não era desenhar, mas criar uma percepção especial para os padrões de claro/escuro, filtrando para preto, branco e cinza tudo o que vemos em um mundo inundado de milhões de cores, tons, temperaturas e variantes extremamente complexas combinadas entre todos estes elementos.

No momento em que se consegue VER o mundo em 3 tons de claro, escuro e meio-tom, fica muito mais fácil representar aquela situação no papel.

O que acontecia com os participantes era impressionante, todos aprendiam rapidamente a “ligar” o modo de filtro visual, como se tivessem instalado um filtro de Photoshop nos olhos, e o resultado imediato era que conseguiam representar isto em seus desenhos, dando um salto qualitativo enorme, em apenas dois dias de treinamento.

A colega Silvana Marques, logo depois do workshop, postou no Twitter: “I see Notan people”.

Por isto um passo extremamente importante para melhorar o desenho não é apenas praticar muito, mas também aprender a VER melhor, refinar o processo visual e “ligar” o olhar de artista sempre que quiser.

Talvez esta ficha tenha me caído de vez quando eu fiz o curso do Dalton de Luca, há muitos anos atrás, e percebi que depois de desenhar nas aulas meu olhar continuava procurando os padrões de formas, cores e sombras mesmo quando eu não estava desenhando. Na verdade este olhar diferenciado nunca mais me abandonou, e eu faço isto o tempo inteiro, até quando estou falando com as pessoas, ou esperando a minha vez em uma fila de banco.

Há épocas e situações que esta percepção visual fica muito mais aguçada. Certa vez eu estava voltando da inauguração da Mangue Galeria em Paraty com o Cárcamo, lá pelas 7:00 da manhã de uma segunda-feira, e começamos a comentar sobre a luz do sol, as sombras, temperaturas de cor, etc. Ligamos o “modo artista” na hora, e eu sugeri que tirássemos algumas fotos antes de cair na estrada. Foram provavelmente as melhores fotos da minha vida, porque minha percepção visual estava potencializada ao extremo, era como estar chapado, vendo muito além do normal, mas em perfeito estado de lucidez.

Aconteceu novamente no ano passado, ao terminar o treinamento com George Pratt na Illustration Academy, depois de 3 horas de desenho de modelo vivo intenso, com poses de 5 segundos, depois de 20 segundos, e outros exercícios de fritar os miolos. Saímos de lá para jantar, e eu comentei com os amigos que minha mente continuava desenhando, sem parar, entre uma garfada e outra. Eu segui escaneando o ambiente e as pessoas com o mesmo estado de atenção aumentada que tínhamos alcançado durante o treinamento.

Ontem, ao sair da sessão de modelo vivo da Rosana Urbes, eu continuei retraçando os amigos enquanto conversávamos, depois na festa da Amanda, e até hoje esta percepção alterada continou comigo, mesmo que de forma inconsciente.

Será que você está vendo o que eu estou vendo?

Riachuelo, direitos autorais e nós. Muitos nós.

Nas últimas semanas tivemos mais um episódio escandaloso na web, muita gritaria, flame wars, uma guerrilha viral como tantas outras, e cada lado com suas parcelas de razões e de enganos.

Foram muitas ações de marketing desastradas, concursos mal intencionados ou mal planejados, falsos virais, campanhas publicitárias travestidas de “concursos culturais”, etc, que invariavelmente explodem na web como napalms virtuais.

Grandes marcas se envolveram com este tipo de propaganda negativa, como Microsoft, HSBC, Puma, RedBull, AllStar só para citar as mais recentes, mas apenas duas tiveram uma atitude corajosa e nobre de escutar, entender e se importar com o problema, a ponto de chamar seus críticos para um debate franco e aberto, em uma mesa de reunião.

No ano passado a Livraria da Vila nos surpreendeu ao abrir suas portas para uma conversa, depois de ofertarem um “daqueles concursos”. Não se tratava neste caso se má intenção, apenas de mau planejamento, e depois de uma conversa razoável, eles concluíram que seguir adiante poderia ser um grande equívoco, além de danoso para os ilustradores, e abortaram o projeto.

Nesta semana algo parecido aconteceu com a Riachuelo, depois de uma tarde incendiária nas redes sociais.

Foram 3 episódios de imagens reproduzidas em estampas da rede, sem o devido licenciamento por parte dos artistas. A revolta foi geral, intensa e amarga, mas a surpresa maior foi a resposta quase imediata da Riachuelo, assinada pelo seu Presidente, Sr. Flávio Rocha.

Há quem diga que foi retórica, várias pessoas criticaram o teor da carta, mas eu fiquei impressionado positivamente com a postura da empresa e com o comprometimento do próprio Presidente em tomar a dianteira nestes casos de uso indevido de imagem protegida, oferecendo o próprio e-mail como canal de contato com os artistas.

Confesso que esta atitude me desarmou. Escrevi de volta imediatamente, em outro tom, e agradeci pela presteza da resposta, e em respeito ao posicionamento firme e claro da empresa, que assegurou o descadastramento dos terceirizados responsáveis por esta e pelas futuras situações similares.

Fui surpreendido novamente pelo convite de me reunir com o Presidente da Riachuelo, que se interessou em expor seus pontos de vista pessoalmente e demonstrou uma abertura no sentido de querer entender o nosso olhar sobre a questão.

Fomos eu e o Henrique Nardi até o escritório central da Riachuelo, e lá fomos recebidos pelo Presidente da rede, além das gerentes de Marketing e Jurídico, em uma conversa que durou cerca de duas horas.

Repassamos todo o ocorrido, ouvimos os argumentos da empresa, defendemos os nossos próprios, e chegamos a uma conclusão: houve o uso indevido, mas também houve a intenção de resolver e pagar aos artistas.

Isto me causou um choque, porque eu pensava que nós estávamos sendo lesados implacavelmente, quando na verdade os próprios artistas se mostraram imprevisíveis e fechados às propostas de negociação da Riachuelo.

A rede procurou entrar em contato com a artista americana, solicitando um número telefônico para um contato mais direto, mas foi tratada com desdém em uma mensagem cheia de caretinhas, linguinhas e emoticons, na qual a artista afirmava não ter tempo para ligações, e não demonstrou mais interesse em resolver a questão.

Um artista brasileiro que também teve uma imagem copiada e reproduzida foi orientado de maneira questionável e solicitou um ressarcimento em valores completamente fora da realidade, inviabilizando qualquer negociação.

Como ficamos numa situação destas?

Vendidos. Atados pelos nós que nossos próprios colegas trataram de amarrar.

Se os próprios artistas que defendemos agem de maneira descoordenada, como podemos exigir soluções?

Eu fiz o que pude, falei em nome dos profissionais de ilustração, o Henrique falou representando os designers gráficos e type designers, e demonstramos o quanto os criadores de imagem podem ser úteis no processo industrial, se contratados apropriadamente.

Houve uma boa receptividade por parte da Riachuelo em procurar entender o nosso mercado, como negociamos, como podemos ser úteis no processo industrial deles, e temos a esperança de termos semeado um novo tipo de prospecção no mercado têxtil, baseado em profissionalismo, funcionalidade e otimização de esforços.

Se eles querem ilustração, agora eles sabem que podem falar diretamente com os ilustradores. Por incrível que pareça, eles não sabiam como chegar até nós. E a culpa é nossa. Na imensa maioria das vezes nosso marketing pessoal é falho, nossa imagem é arranhada por amadores e maus profissionais, e nosso corporativismo praticamente não existe.

Nós estamos abertos a negociações, e prontos para produzir imagens de acordo com a necessidade deles.

É a nossa especialidade, somos profissionais, sérios e comprometidos com qualidade, prazos, adequação, etc.

Por outro lado, temos que passar pela vergonha de defender causas que os próprios artistas parecem desconhecer ou vê-los agir de forma inadequada, na contra-mão do profissionalismo.

Escrever para a Riachuelo com caretinhas e linguinhas, depois de TUDO o que fizemos em defesa da artista americana é absolutamente inaceitável. Eu gostaria de dizer algumas verdades para esta “artista”, mas ela nem tem um número de telefone. É patético e vergonhoso para todos que se envolveram tão furiosamente em sua defesa.

Chega desta imagem de malucos-beleza, de sociopatas vaidosos e inconsequentes que alguns artistas insistem em ostentar.

Nenhum ilustrador sério quer ser rotulado com esta pecha.

Como interceder por um artista nacional que teve uma imagem violada, quando sua solicitação é tão irreal que mesmo o melhor argumento se torna inconsistente, indefensável? A negociação e a expectativa de reparos financeiros não pode ser vista como uma oportunidade de ficar rico instantaneamente, ninguém ganhou na loteria, não é assim que se resolve a questão.

É preciso ser justo, coerente, razoável, e compreender o mercado em que se quer negociar.

Tem gente fazendo estampas para o mercado têxtil por 30 reais, o que é uma idiotice sem limites.

Eu negociaria uma imagem para este mercado por R$ 1500,00.

Cobrando muito bem cobrado, algo entre R$ 30.000 e R$ 50.000 por um litígio em imagens não licenciadas estaria em limites bastante razoáveis.

Mas chutar o pau da barraca pra lá de 300 mil reais é completamente irreal, ao menos neste tipo de negociação, neste mercado.

Ainda bem que a conversa foi muito além dos dois artistas, o nosso assunto com eles demonstrou a seriedade e confiança necessárias para estabelecer uma relação de confiança mútua, e a certeza que todos temos a ganhar com isto.

A Riachuelo tem interesse em valorizar e respeitar o artista, tanto os locais como os estrangeiros.

É preciso que os artistas ajam coletivamente, inteligentemente, com argumentos adultos em seus textos, plausíveis em seus valores, e entendam de fato a sua tarefa na cadeia produtiva.

Gostaria de ver partindo dos próprios artistas o respeito e a seriedade com seu mercado.

Eu busco este ideal desde que optei por esta carreira, e me sinto muito bem representado por muitos colegas que agem de maneira séria, respeitável, com virtuosismo artístico e empreendedorismo.

Sketchcrawl + Virada Cultural = 38 horas no ar

Conforme prometido, fizemos uma rave ilustrada, emendando os dois eventos em uma verdadeira maratona de desenho, música, estudo e diversão.

Não quero fazer deste post o “meu querido diário”, detalhando cada passagem das 38 horas que me mantive acordado, mas alguns momentos marcantes merecem o registro.

Tivemos uma tarde ensolarada, inspirada e cheia de pequenos causos, registrados pela equipe da Rede Globo, que nos concedeu uma reportagem sobre o evento. Saindo do Pátio do Colégio, terminamos o dia no Café Girondino, na frente da praça da Igreja de São Bento, um lugar confortável, com ótimo atendimento e altamente desenhável, que precisamos frequentar mais vezes.

De lá mergulhamos na Virada Cultural, cada um foi procurar seu palco preferido, sua tribo e sua música. Eu dei uma passada no show do Hermeto Paschoal, mas segui logo para ver a banda cover do Frank Zappa. Não era nenhum Central Scrutinizer Band, é claro, mas mandaram bem.

No meio do show eu não me aguentei, virei a mochila para a frente, fazendo uma pequena bancada, e registrei o momento em um sketch, em meio aos altos decibéis disparados do palco.

Fiz o mesmo às 3:30 da madruga, durante o show do Living Color, e acho que descobri mais um dos pequenos prazeres que fazem a vida mais gostosa, desenhar durante os shows.

Assistir Carmina Burana na performance impecável da Orquestra Sinfônica Municipal e Coral Lírico foi arrepiante. Nem vou tentar descrever a minha sensação, além dos pelos eriçados. Foi incrível, indesenhável.

Segui as dicas do Victor Farat, Fábio Corazza e Aline Paes, amigos/ilustradores que estavam curtindo a Virada também, e fui assistir ao show do veteraníssimo Booker T, um dos melhores shows da noite.

Encontrar amigos entre 4 milhões de pessoas não é uma tarefa fácil, é obra do acaso mesmo, e algum alinhamento de planetas permitiu que eu fizesse isto diversas vezes durante a noite. Deve haver algum chakra (não me pergunte qual, nem de que cor ele é) que se abre nestas ocasiões, e que torna as pessoas mais receptivas, mais alegres e envolvidas em uma sintonia que nos alimenta, revigora e nos mantém despertos pela noite adentro.

Eu pulei o almoço, o jantar, e foi me bater uma fominha só depois das 2:00hs da manhã. Curiosamente não tive frio nem sono durante a noite. Teve gente que me perguntou qual é o segredo, que raio de Duracell eu ando usando, mas é tudo resultado da extrema motivação que tenho ao participar destes eventos, e da energia positiva que emana da companhia dos amigos.

Nem RedBull com plutônio dá mais energia do que estar em boa companhia, rindo e curtindo boa música.

Saímos do centro para tomar café da manhã na Bella Paulista, com o Kako, para recepcionar o Renato Alarcão, que tinha chegado do Rio, e passamos a tarde fazendo uma das mais intensas sessões de modelo vivo que eu já participei.

Foi mais uma oficina de alta produção, insights, e desafios, orquestrada pelo Alarcão e performatizados virtuosamente pela modelo Jully Campeão. Mais do que uma dançarina, ela é uma verdadeira designer, usando o corpo com maestria de artista, e suas poses personificavam a proposta do estudo: “Desenho Dinâmico”.

Terminei a maratona de volta ao centro, em companhia do colega Márcio Guerra, assistindo aos 4 cantores populares de Cantoria: Elomar, Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai.

Confira aqui o post da participação paulista no evento mundial, e veja neste link os trabalhos dos desenhistas de outras partes do mundo.

No fim o post ficou longo, mas é um breve resumo de 38 horas de intensa atividade, uma rave ilustrada, conforme planejada na semana passada.

Não vejo a hora de repetir a façanha.

Quem topa?

Sketchcrawl na GloboNews e no SPTV

Este Sketchcrawl vai ser uma rave de desenho urbano!

Sim, nós temos que admitir, essa bagaça vicia.

O Bistecão Ilustrado já não termina mais às 4 da matina, como nos últimos 4 anos, agora a gente quer mais…

Vamos até as 5:00, e esticamos em padocas da região até as 8:00 da manhã, e às vezes até mais tarde, confira neste post.

Com todo este gás, as habituais 12 horas de Sketchcrawl já não são suficientes para saciar a sede de desenho da galera, a gente quer é mais!

Desta vez o encontro mundial vai coincidir com a Virada Cultural e vamos emendar os dois eventos em uma rave que durará praticamente dois dias inteiros, contando com a noite virada.

E ainda tem Desenho Dinâmico com Renato Alarcão no SESC Pinheiros no domingo a tarde…

Mas vamos começar do começo: Primeiro postei sobre a nossa participação em SP no fórum oficial do Worldwide Sketchcrawl.

O pessoal de outras cidades do Brasil pode participar gratuitamente do evento, da maneira mais fácil: basta ir desenhar na rua neste sábado, sozinho ou em grupo. Sem inscrição, sem taxas, sem frescuras.

Depois é só postar, se quiser, suas imagens no fórum do evento criado por Enrico Casarosa, linkado acima.

Os Sketchcrawlers em SP se encontrarão no Pátio do Colégio, no centro da cidade, a partir das 10:00hs da manhã, ficando por lá até meio-dia, e seguindo para um novo local a cada duas horas. No final da tarde, as 18:00hs começa a Virada Cultural, e eu vou seguir pela noite adentro, desenhando e curtindo os shows que o evento traz, gratuitamente para a cidade.

Não sei qual será o roteiro do grupo a noite, é provável que o senso tribal divida a galera e cada um vá curtir o que mais gosta, afinal as opções são muitas.

Eu tenho meu roteiro definido aí abaixo, e sugiro que cada um faça o mesmo pra se planejar durante a Virada Cultural, pra não perder o que mais gosta.
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Local 1: Av. Duque de Caxias, próximo à Sala São Paulo

Sábado 18h00: Cantoria – Elomar, Xangai, Vital Farias e Geraldo Azevedo
Sábado 3h00: Living Colour (EUA)
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Local 3: Vale do Anhangabaú

Sábado 19h00: Hermeto Pascoal
Sábado 21h00: Airto Moreira
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Local 8: Av. São João, próximo a Rua General Osório, virado para a Av. Ipiranga

Sábado 20h00: Grand Mothers – Re:Invented (Frank Zappa Cover)
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Local 4: Estação da Luz

Sábado 22h00: Orquestra Sinfônica Municipal e Coral Lírico – Carmina Burana
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Local 3: Vale do Anhangabaú

Domingo 13h00 Grupo Medusa
Domingo 15h00 Flora Purim
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8 horas de Sketchcrawl + 24 horas de Virada Cultural + ILUSTRE no SESC.

Este encontro vai ser histórico!

Vai ser legal, muito legal.

Te vejo lá!

Revista Ilustrar nº 16 - na faixa, na sua telinha

Esta é a capa da nova Revista Ilustrar, ilustrada pelo legendário Luis Trimano, disponível para download gratuito no site http://www.revistailustrar.com/

Nesta edição as ilustrações e textos de: Flavio Fargas,  Jason Seiler, Eduardo Bajzek, Paulo Brabo, Luis Trimano, Brad Holland e Renato Alarcão.

Baixe seu exemplar e confira, a Revista Ilustrar está arrasadora, novamente!

Jaco Pastorius, Milton Glaser, Pat Metheny e desenho

Outro dia eu postei dois videos muito inspiradores, do Milton Glaser, e um deles terminava com uma frase sensacional, que a nossa profissão permite que a gente se fascine e se inspire com o trabalho dos outros, sempre, não importa quanto tempo tenha de carreira, a admiração e a energia que ela contém nunca acaba.

É um grande privilégio trabalhar em uma profissão que mantém o frescor e a vitalidade de se deixar arrebatar, por anos e anos, sabendo que esta sensação maravilhosa não tem prazo de validade.

Eu vivo esta realidade todos os dias, e algumas vezes eu me deixo embriagar pela admiração que eu tenho por alguns artistas. Um deles é Pat Metheny, um guitarrista de um talento incrível, de composições que atravessam a alma, e contam longas estórias sem palavras.

Pode ser viagem minha, mas a música de Pat Metheny me inspira profundamente, e já me acompanhou em inúmeras noites viradas de ilustração e pintura, criando novas sinapses, falando a língua do inconsciente, calando o meu cérebro racional e liberando o cérebro criativo.

Outra noite eu estava assistindo o DVD More Travels, e a cada cena dava um pause eu pensava: “putz, que cena legal, preciso pintar isto…”, até que eu parei de assistir passivamente e resolvi estrear o Moleskine cravado na estante, novinho, impecável, que tanto me intimidava há meses. Espalhei algumas tintas acrílicas na mesa, e resolvi fazer algumas experiências que jamais faria em papéis importados ou em trabalhos com prazo de entrega. Afinal os sketchbooks são o território perfeito para mergulhar no desconhecido.

Grafite, solvente, pincéis grandes e pequenos, secador e tinta acrílica, tentando capturar das cenas do DVD o fascínio que a Arte de Pat Metheny sempre me causou.

Eu tive um certo receio em mostrar estas imagens, porque elas vão contra o que tenho falado e criado em meus sketchbooks, o desapego pelo trabalho primoroso, a necessidade de soltar a mão e não fazer imagens com “cara de portfolio”, mas esta foi de fato uma aventura, uma experiência nova e surpreendente, mesmo carregando um certo preciosismo.

Não há nada de novo, criativo ou autoral nestes trabalhos, mas o processo, a experimentação da técnica e a captura de um estado de espírito é o que me motivou neste caso.

Estes 3 estudos foram feitos em duas noites consecutivas, das 11:00hs as 02:00hs mais ou menos. Depois a rotina se incumbiu de matar a motivação para continuar neste ritmo por vários meses.

Preciso voltar a atacar o Moleskine com esta mesma energia, estas são as únicas imagens que fiz nele, até agora.

A energia criativa do fascínio é tão poderosa quanto volátil, se não for capturada e transformada imediatamente em algo material, palpável, ela te abandona com a mesma velocidade e intensidade que chegou, e em uma fração de segundo voltamos a viver a banalidade do mundo real, chato e monótono do dia-a-dia, sem nada que nos lembre daquela sensação poderosa, que alguns chamam de “inspiração”.

Eu não gosto, não confio e nem costumo usar este termo, eu prefiro acreditar no “fazer”, quando a vontade de realizar é maior que a preguiça, ou que os desvios de foco das nossas obrigações mundanas.

A vida fica nos testando a perseverança o tempo todo, nos brindando com o prazer intoxicante dos momentos criativos, mas nos atropelando com a realidade no instante seguinte. E dá-lhe contas para pagar, horários para cumprir, e coisas importantes para fazer.

Basta o som do telefone ou a lembrança de um compromisso qualquer para despedaçar a magia, arrancar a gente do estado de sonho desperto e nos derrubar de volta à realidade.

A gente tem mais é que roubar neste jogo mesmo, e levar o caderninho pra todo lado, desenhar no restaurante, na fila do banco, no farol vermelho e até no banheiro. Se não for assim, a vida nos rouba a magia de se deixar fascinar, e isto é uma perda imensa, irrecuperável.

Hoje eu tive mais um destes momentos mágicos, quase sem querer, enquanto meu filho brincava no computador e eu rabiscava à toa, ouvindo música no outro computador ao lado dele.

Pat Metheny novamente me ajudou a desligar o lado racional dos meus miolos, e eu deixei a música Jaco rolar em loop por algumas vezes, enquanto desenhava thumbnails com uma bic em papel jornal, e contava quem era Jaco Pastorius para meu filho. Resolvi procurar algumas fotos dele no Google, e acabei rabiscando algumas coisas interessantes, postadas aqui, afinal faz tempo que não coloco desenhos novos no blog.

Vou me permitir ao fascínio que cultivo aos meus ídolos mais vezes, e sempre que possível vou tentar traduzir estes momentos em desenhos, estudos, rascunhos e pinturas.

Sr. Milton Glaser, obrigado por confirmar o que eu sempre quis acreditar sobre a minha paixão pelo desenho: ela é constante, intensa e infinita.

Encurtando uma longa estória

Caros amigos do blog Sketcheria, vou resumir neste post o que deveria ter feito em alguns outros.

As mudanças recentes para o novo estúdio mudaram alguns hábitos meus, como postar semanalmente neste espaço.

Como alguns amigos mais próximos já sabem, há dois meses eu me associei a um estúdio novo, chamado Notan - Arte Digital, no Itaim Bibi, com os colegas Eduardo Baroni, Marcos Sampaio, Ricardo Campesi, Alessandra Macieira e Zaira Marconi.

A primeira pergunta dos colegas sempre é: “cadê o site? Manda o link!”. E estamos trabalhando duro para responder a esta simples pergunta com um material bem bacana. Estamos na reta final, e vai valer a pena toda a espera.

No momento em que o site entrar oficialmente no ar, pode conferir aqui na Sketcheria, que vai ter um post pra anunciar a novidade.

Então vamos atualizar os eventos recentes: O SESC Pinheiros está promovendo um mega evento de ilustração, de longa duração, custo baixo e excelente receptividade entre os participantes. É o ILUSTRE, e a programação completa pode ser acessada aqui neste outro post.

Eu participei em 3 momentos: em uma conversa sobre a profissão de ilustrador com os colegas Hiro Kawahara, Angelo Shuman e Orlando Pedroso, para uma platéia de 200 pessoas, depois em uma Saída Ilustrada, como um mini Sketchcrawl, onde apresentei o conceito de Notan e Sketchbooks para o pessoal, antes de sair desenhando pelo SESC até o anoitecer, e na semana passada fiz, juntamente com o Hiro, uma análise de portfolios, que também foi muito legal.

Outra novidade que merece ser compartilhada é a mudança de local do nosso encontro de ilustradores, o Bistecão Ilustrado, que atravessou a rua para receber melhor os convivas em um salão maior, com melhor atendimento e com mais espaço para podermos aproveitar a companhia dos colegas sem tanto aperto. Afinal, o local anterior era perfeito para um grupo de até 50 ou 60 pessoas por noite, mas começamos a receber 80, 90 visitantes, e acabamos espremidos. Era divertido, mas desconfortável. Agora podemos receber confortavelmente mais de 100 pessoas, e esticar até um pouco mais tarde, com todos os cuidados da casa.

Um detalhe que foi sentido por alguns colegas é a falta do couvert de pães, saladinha e mussarela, que tínhamos como cortesia no outro local, mas que não foi possível implantar no novo salão, mas não é motivo para desespero, o custo é de apenas R$ 2,00 por pessoa, e pode ser pedido aos sorridentes garçons, que trarão os belisquetes com rapidez e eficiência.

Aguardem novidades para o sorteio, temos planos de turbinar os presentes já no próximo encontro.

Tivemos também a presença de vários novos amigos, como o gaúcho Jerônimo, com sua barbicha de trancinha, seu contagiante senso de humor e sua simpática esposa, que chegaram ao grupo como se fossem nossos amigos de infância.

Nova no grupo também é a jovem e talentosa Gabriela “Gabique”, que com apenas 18 anos mostrou uma determinação e talento de gente grande, e que certamente vai fazer parte da nova geração de ilustradores brasileiros. Em breve, nas bancas.

Dá só uma olhada no trabalho dela, em marcadores de livro que ela vende por R$ 2,00. Este panda com o cubo mágico é genial, merecia ser um toy art, estampa de camiseta, capa de revista ou tatuagem.

Fiz parte neste fim de semana de um grupo novo de desenho de figura humana, e não há nada mais motivador e produtivo que uma sessão de modelo vivo. Precisamos fazer isto mais vezes.

Quase uma rave

Ontem fomos comemorar o aniversário da ilustradora Andréia Vieira no Sujinho, numa versão pocket do Bistecão Ilustrado.

Delicioso como sempre encontrar os amigos e passar horas falando a nossa língua nativa, o besteirol.

Como em todo final de Bistecão que se preza, ficamos um tempão na porta do restaurante, papeando e nos despedindo por meia hora, já passava das 3:30 da matina, e estávamos quase esticando o braço para o primeiro táxi que aparecesse, quando eu e o Fábio Corazza resolvemos acompanhar a Silvana Marques até a padaria Bella Paulista, onde ela esperaria por algumas horas até chegar a hora do Metrô voltar a circular.

Eu e o Fábio entramos na padoca, e a ideia era “só tomar um cafezinho”… coisa de 5 minutos.

Tá bom, 5 minutos…

Eu me conheço.

Saímos de lá com o sol queimando nossas testas, as 8:00hs da manhã, e a soneira tradicional da madrugada já tinha sido espantada ao longo de vários cafezinhos, cappucinos e um belo café da manhã.

Chegamos a conclusão que o Bistecão Ilustrado só acaba as 4 da matina porque o Sujinho fecha. Se dependesse da nossa disposição, viraríamos a noite, fácil.

Estávamos despertos e ligados na paisagem da Paulista colorida pelo sol, e sugeri que desenhássemos um pouco. Caminhávamos acompanhando o Fábio no caminho da Pompéia, e na Dr. Arnaldo ele indicou um caminho contornando o cemitério do Araçá, que tinha uma viela altamente desenhável do outro lado.

E fomos para lá, em papos intermináveis, talvez mais engraçados que normalmente seriam, talvez pelo cansaço, talvez pela bizarrice da situação, esticando o encontro por mais de 12 horas, quase uma rave.

Fiz este sketch da ruazinha sugerida pelo Fábio, lá pelas 9:00hs, no sketchbook novo da Andréia, que ela deixou comigo para que eu fizesse um desenho, que agora já tem um pequeno causo pra “agregar valor”.

Resumo da ópera, nos despedimos na Dr. Arnaldo, e como eu estava curtindo muito aquela bela manhã ensolarada, caminhei até a praça Benedito Calixto, onde peguei um táxi e voltei pra casa, pouco antes das 11:00hs.

Já temos para onde ir quando os garçons do Sujinho levantarem as cadeiras e molharem nossas canelas.

Programação de eventos de ilustração - SESC Pinheiros em SP

ILUSTRE

Aprofundar o vasto e criativo universo da ilustração é o objetivo do projeto. Com destaque para a capacidade narrativa da imagem, a programação estimula reflexões e criações por meio de diversas atividades e linguagens artísticas. No projeto, a ilustração é protagonista e se relaciona com a cultural digital, a literatura, o teatro e as artes visuais.

Cursos

Ilustração Digital I
Neste módulo serão abordados programas básicos para criação, tratamento de imagem, vetorização e outras noções sobre ilustração digital. É necessário conhecimentos básicos em software de imagem [Gimp]. Com Márcia Leite. Não recomendado para menores de 16 anos. 20 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/04. Internet Livre, 2º andar. Grátis.
De 09/04 a 30/04. Sextas, às 19h.
Pinheiros

Ilustração Digital II
Neste módulo o participante aprende como criar ilustrações com técnicas mais aprimoradas. Necessário conhecimento em software de edição de imagem [Gimp]. Com BASE V. Não recomendado para menores de 16 anos. 20 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 29/04. Internet Livre, 2º andar. Grátis.
De 06/05 a 27/05. Quintas, às 19h.
Pinheiros

Ilustração Digital III
Neste módulo o participante aprende bases do desenho à mão, tratamento de imagem digital, estudo de proporções, linhas e diretrizes de equilíbrio no espaço, meios para construção de uma ilustração de Moda. Com Marcio Alek. Não recomendado para menores de 16 anos. 20 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/06. Internet Livre, 2º andar. Grátis.
De 10/06 a 24/06. Quintas, às 19h.
Pinheiros

Instalações

Base V
O coletivo de artistas trabalha com diferentes mídias, de publicações artesanais à instalações gráficas. O grupo criou uma intervenção nas escadas da Unidade. Escadas da Ala Paes Leme, Térreo ao 7º andar.
Livre para todos os públicos
Grátis.
De 07/04 a 30/06. Terça a sexta, das 13h às 21h30; Sábados e domingos, das 10h às 18h30.
Pinheiros

Eva Uviedo
A artista gráfica trabalha em dezenas de revistas e jornais de São Paulo. CDteca da Sala Leitura, 2º andar.
Livre para todos os públicos
Grátis.
De 07/04 a 30/06. Terça a sexta, das 13h às 21h30; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Pinheiros

Fernando Gonsales
O cartunista cujo principal personagem é o rato Niquel Nausea ocupa os vidros da Sala de Leitura, 2º andar.
Livre para todos os públicos
Grátis.
De 07/04 a 30/06. Terça a sexta, das 13h às 21h30.; Sábados e domingos, das 10h às 18h30.
Pinheiros

Juntando as Peças, por Thais Ueda
A intuição do jogo e as peças perdidas pela Unidade são as propostas da artista neste trabalho. Muro de entrada da Unidade (estacionamento) e elevadores da Ala Paes Leme.
Livre para todos os públicos
Grátis.
De 07/04 a 30/06. Terça a sexta, das 13h às 21h30.; Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Pinheiros

palestras

Literatura Infanto-juvenil
Bate-papo sobre a produção de livros infanto-juvenis: da criação do texto à elaboração das ilustrações. Com Laurabeatriz, Lalau e Odilon Moraes. 200 vagas. Inscrição livre até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
14/04. Quarta, às 20h.
Pinheiros

Produção Editorial e Ilustração
Bate-papo sobre a dinâmica da publicação da ilustração, abordando o universo das editoras e da internet. Com Isabel Coelho (Cosac Naify), Thais Linares, Allan Szacher (Zupi). 200 vagas. Inscrição livre até o limite de vagas. Sala de Leitura.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
21/04. Quarta, às 17h.
Pinheiros

Ilustração para Revistas e Jornais
Bate-papo sobre o processo de receber um texto (jornal e revista) e criar um trabalho de ilustração a partir dele. Os convidados trazem trabalhos e conversam com o público. Com Eva Uviedo, Celus e Kako. 200 vagas. Inscrição livre até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
05/05. Quarta, às 20h.
Pinheiros

2 em 1: Texto e Ilustração
Bate-papo com artistas que criam textos, histórias e, ao mesmo tempo, elaboram ilustrações. Com Rafael Grampá, Orlando Pedroso, Fabio Moon e Gabriel Ba. 200 vagas. Inscrição até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
12/05. Quarta, às 20h.
Pinheiros

Humor Negro
Bate-papo com ilustradores que abordam o gênero cômico em seus trabalhos de charges, tiras, quadrinhos etc. Com Allan Sieber, Arnaldo Branco e Andre Dahmer. 200 vagas. Inscrição até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis (inteira); Grátis (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
26/05. Quarta, às 20h.
Pinheiros

Produção Independente
Bate-papo com Janara Lopes e Alicia Ayala (Revista IdeaFixa), os ilustradores Daniel Esteves, Vanderson de Souza e o artista Samuel Casal. 200 vagas. Inscrição até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
09/06. Quarta, às 20h.
Pinheiros

Profissão Ilustrador
Bate-papo sobre ilustração, carreira, busca pelo traço e experiências profissionais. Com Orlando Pedroso, Hiro Kawahara, Angelo Shuman e Montalvo Machado. 200 vagas. Inscrição livre até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
07/04. Quarta, às 20h.
Pinheiros

Em Busca do Traço Perfeito
Como é o processo de descobrir, desenvolver e ser reconhecido por um determinado traço? Ilustradores e artistas conhecidos contam como foi (e é) a busca de uma identidade visual. Com Caco Galhardo, Rafael Grampá e Fernando Vilela. 200 vagas. Inscrição livre até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
28/04. Quarta, às 20h.
Pinheiros

Ilustração e Moda
Bate-papo com desenhistas, estilistas e artistas que flertam com a ilustração de moda. Com Zé Otavio, Icaro Troppo e Fernanda Guedes. 200 vagas. Inscrição livre até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
30/06. Quarta, às 20h.
Pinheiros

especial

Análise de Portifolio I
Ilustradores conhecidos analisam portifólio de aspirantes. Com Hiro Kawahara, Orlando Pedroso e Montalvo Machado. Para análise de portifolio é necessária a inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/04. Também aberto ao público. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
29/04. Quinta, às 19h.
Pinheiros

Análise de Portifolio II
Profissionais da Zupi, revista de Design, ilustração, fotografia, moda, graffiti analisam portifólio de aspirantes a ilustradores. Para análise de portifolio é necessária a inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/06. Também aberto ao público. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
25/06. Quinta, às 19h.
Pinheiros

Saída Ilustrada
Desenho de observação pelo bairro de Pinheiros. Necessário trazer material de desenho. Com Montalvo Machado. 40 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/04. Internet Livre, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
24/04. Sábado, às 11h.
Pinheiros

workshops

Desenho Dinâmico
Com o recurso de um modelo-vivo, o participante explora o registro gráfico da figura humana em movimento. Siluetas e desenhos de percepção feitos da inter-relação figura/fundo. Esta oficina serve de preparação para o Desenho de Locação, que exercita o poder de síntese e a observação comparativa. Com Renato Alarcão. 20 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Literatura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 29/04. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
16/05. Domingo, das 13h às 18h.
Pinheiros

oficinas

Soltando de Criatividade
A oficina irá abordar técnicas de criação e desinibição para a concepção da ilustração. Com Manu Maltez. 20 vagas. Inscrição no Balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 30/03. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
De 06/04 a 27/04. Terça, das 19h às 22h.
Pinheiros

Caricatura
Essa atividade aborda noções básicas para construção de caricaturas. As imagens produzidas nesta oficina, serão depois expostas nas janelas da Internet Livre. Com o caricaturista Eduardo Baptistão. Necessário ter noção básicas de desenho à mão livre. 20 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/04. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
De 10/04 a 17/04. Sábados, das 15h às 18h.
Pinheiros

Desenho de Locação
Saída pelo bairro de Pinheiros. Da observação de diversas situações em constante movimento, o participante aprende a registrar instantes. Necessário trazer material de desenho. Com Renato Alarcão. 40 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 29/04. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
23/05. Domingo, às 13h.
Pinheiros

Aquarela
Esta oficina promove o desenvolvimento da percepção, do manuseio do material e de procedimentos técnicos. Com Gonzalo Cárcamo. 10 vagas. Inscrições pela rede IngressoSESC. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
R$ 10,00 (inteira); R$ 5,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 2,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
12/06, 13/06. Sabado e domingo, às 11h.
Pinheiros
HQ e Educação
A apresentação do HQ como ferramenta no processo de aprendizagem e sua real influência imagética na formação escolar (professores e alunos). Com Gazy Andraus. 30 vagas. Inscrições na Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/06. Sala de Atividades, 3º andar. Grátis.
05/06, 06/06. Sábado e domingo, 11h.
Pinheiros

filmes

Morgue Story (Sangue, Baiacu e Quadrinhos)
Direção: Paulo Biscaia Filho. Brasil, 2009. 78 minutos, color e p&b, digital. Elenco: Mariana Zanette, Leandro Daniel Colombo, Anderson Faganello. Ana Argento, uma quadrinista de sucesso frustrada em seus relacionamentos, se encontra com dois homens solitários de vida curiosa. Tom sofre de catalepsia e é um vendedor de seguros de vida. Daniel Torres é um médico legista sociopata que tem um método de crime peculiar: envenena suas vítimas com uma poção feita à base de baiacu que induz a catalepsia. Retira de ingressos gratuitamente pela rede IngressoSESC a partir de 13/04.
Não recomendado para menores de 18 anos
Grátis.
20/04. Terça, às 20h30.
Pinheiros

Um dia para coletar 250 mil assinaturas

Nesta quarta-feira o Congresso irá finalmente votar no Projeto de Lei Ficha Limpa.

Nós só temos um dia para convencê-los de passar esta legislação que poderá mudar a política brasileira para sempre!

A Lei Ficha Limpa irá remover das eleições candidatos que cometeram crimes sérios como desvio de verba pública, corrupção, assassinato e tráfico de drogas. Vamos pressionar nossos deputados conseguindo 2 milhões de assinaturas para assegurar que os candidatos condenados fiquem longe dos cargos políticos!

Este ato é mais importante e decisivo que o próprio voto.

Não perca a oportunidade de mudar o rumo da política no Brasil. Comunique esta mensagem.

Escreva no Twitter, no Facebook, no seu blog, na sua lista de Yahoo, enfim, ajude a coletar 300.000 assinaturas. Faltam apenas dois dias para o prazo expirar.

Clique na imagem para ter seu nome no abaixo-assinado.

O novo estúdio na TV

Na primeira semana do nosso novo local de trabalho tivemos a visita da equipe do Olhar Digital, programa especializado em novas tecnologias.

Foi mais de uma hora de material coletado, que resultou na entrevista abaixo.

Inaugurada a Biblioteca Jayme Cortez em SP

Estive hoje na inauguração deste novo espaço cultural no CCJ - Centro Cultural para a Juventude - Ruth Cardoso.

O espaço foi criado como uma justa homenagem a um ilustrador genial, Jayme Cortez, de uma generosidade rara, que deixou um legado imenso de obras belíssimas, atemporais. Muitas delas poderiam ser utilizadas hoje e seriam consideradas modernas, atuais, jovens em traço e espírito.

Dona Edna, viúva do artista homenageado e seu filho Jayme estavam presentes, e deve ter sido um momento muito significativo para eles. Além de poder ver a realização de um espaço permanente, ver a possibilidade de haver um local onde seu acervo poderá um dia ser exibido.

Dois outros artistas brasileiros estão fazendo parte da organização, catalogação e preservação das obras do Jayme Cortez: Fábio Moraes e Zé Márcio Nicolosi, e muito desta conquista se deve ao esforço pessoal destes dois amigos da família Cortez, que conviveram com o artista por muitos anos.

Um dos melhores momentos foi a palestra de Alvaro de Moya, contando com grande humildade e desprendimento como foi sua trajetória pioneira e de estrondoso sucesso nos quadrinhos, a partir dos anos 50, em companhia de Jayme Cortez. Ele fala de Moebius, Milo Manara, Serpieri e tantos outros gigantes como amigos que são, com a naturalidade de quem convive com eles há décadas.

Foi um dia extremamente agradável, encontrei bons amigos, participei de uma mesa de debates conduzida pelo animador e ilustrador Céu D’Ellia, que também foi o curador desta nova proposta cultural.

Na mesa estavam Marina Chaccur (ADG), Gualberto Costa e sua esposa Daniela (MAG/IMAG), Daniel Bá (SIB), Jal (ACB) e eu.

A conversa em tom informal foi gravada, e assim que possível eu colocarei o link aqui no blog.

Um dos assuntos foi em torno de um link que eu passei para o Céu, sobre a palestra no TED Talks do Jacek Utko, um designer de jornais na Europa Oriental, que demonstra como o design conseguiu mudar não somente a aparência dos jornais daquela região, mas disparou os índices de vendas em números nada modestos, de 30% a 100% (há legendas em português para este video).

Seria fantástico se as grandes editoras deste país pudessem ao menos considerar a possibilidade de investir seriamente em Design para procurar elevar as vendas de seus exemplares, como aconteceu nos países mais pobres da Europa.

“Give power to designers!” - Jacek Utko

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Revista Ilustrar nº 15

A mais recente edição da Revista Ilustrar já está disponível para download em http://www.revistailustrar.com .

Os nomes dos artistas falam por si: Carlos Araújo, Francis Vallejo, Roger Cruz, Angelo Agostini, Elias Silveira, Juarez Machado, e as colunas cheias de insights de Brad Holland e Renato Alarcão.

Agora, fala sério, você não vai ficar só olhando as imagens e perder o conteúdo escrito da revista, vai?

Tirando a privada da sala

A cada novo escândalo, golpe, concurso safado ou arapuca que vejo na web, me dá uma vontade imensa de postar aqui, como se este blog fosse uma rádio pirata, e eu pudesse salvar o mundo de uma desgraça iminente, apenas botando a boca no trombone.

Chega a parecer ingênuo, tentar derrubar a golpes de teclado todos os Golias que insistem em aparecer do nada, mas eu sei que aos poucos isto está surtindo algum efeito. Foram mais de 120.000 views em pouco mais de um ano de Sketcheria, com uma média de 300 a 400 views diários, com picos de 1000 visitas quando envio o Newsletter com os assuntos do mês anterior.

Não é muito, eu sei, mas faço a minha contribuição, é o que está ao meu alcance.

Mas isto é um desvio de propósito, o blog foi feito para ser uma sala de estar, para receber os amigos e falar de amenidades, mostrar bons desenhos, boas novas sobre o mundo da ilustração, divulgar o que há de bom em ser ilustrador e promover os eventos que tem o poder de unir estes profissionais e acolher os que estão chegando agora neste ramo.

Mas o que fazer com todo este mal-estar causado pelos piores crápulas que insistem em transformar nossos dias em pesadelos, com concursos picaretas, golpes sujos, preços rasos e outras baixarias?

Eu não consigo armazenar tanto veneno no meu fígado, e acabei instalando uma privada na minha sala de estar virtual, para dar descarga em toda esta imundície que aparece no nosso dia-a-dia na web.

Está errado.

Vou fazer uma reforma neste espaço, e juntamente com alguns bons amigos vamos criar um novo blog onde poderemos despejar higienicamente toda esta podreira, com sarcasmo e bom humor, fazendo um serviço sanitário, humanitário, didático e espero que sirva de alguma forma para colocar os nossos inimigos sob o holofote, fazendo chacota de quem tenta nos fazer de palhaços.

Assunto não vai faltar, e vamos relembrar as boas e velhas sacanagens do HSBC, Puma, Converse AllStar, HP-Spot/Gizmodo, Zupi, Camiseteria, Oi Quadrinhos, Microsoft, e as mais recentes, como o Curso Abril e RedBull.

Vamos brincar de inverter o jogo.

Uma platéia de palhaços rindo do dono do circo, isolado no meio do picadeiro, com todas as luzes e atenções sobre ele.

Não vai ser uma honra aparecer neste novo blog, muito pelo contrário, mas pretendemos fazer algo a mais do que debochar daqueles que nos querem nos ver de calças arriadas. Vamos sugerir como poderiam fazer algo melhor, mais construtivo e correto com suas campanhas, quando isto for possível.

A ideia não é nova, mas me parece saudável e necessária, como os geniais Não Fui Eu e Photoshop Disasters.

Tem também o engraçadíssimo Tommy Knuckle & Walter Folder, que é um noticiário na onda do Monty Python, em português. Imperdível.

Eu tive muita vontade de traduzir um texto postado no NoSpec, em um post absolutamente brilhante e bem escrito sobre trabalho especulativo, concursos e pedidos gratuitos de trabalho especializado, mas seria apenas mais uma descarga no meio da sala.

Haviam ainda outros três temas me deixaram tentado a comentar longamente, mas seria tão tóxico que poderia infestar este blog com o mal-cheiro do assunto por dias, sujeito a comentários, réplicas e tréplicas, portanto vou encurtar os comentários e postar os links, cada um que tire suas próprias conclusões:

O Curso Abril, com sua fazenda de engorda de designers para abate, e o sorriso do único ilustrador que se deu bem trabalhando para esta editora, conduzindo seus colegas para o “Maravilhoso Mundo dos Infográficos” (ao som de violinos), onde ele ensina tudo quase tudo que sabe aos que querem “abraçar a causa”, afirmando que emoção é fundamental.

Com emoção garantida, quem precisa se preocupar com o sustento, bons contratos e licenciamentos limitados? São preocupações mundanas, para pessoas de alma pequena. O importante é amar cegamente o que se faz, deixando o dinheiro para quem sabe ganhar e cuidar dele, como os detentores do Império Abril, infelizes criaturas desprovidas de Arte nas veias.

Dizer que o mercado editorial não é lucrativo aos editores seria como negar as próprias palavras.

Veja o exemplo estatístico apresentado por Demétrius Paparounis, diretor do Núcleo Semanais:

O cenário mudou – e muito. O poder de compra da população da classe C cresceu nos últimos anos e isso se reflete na circulação das revistas no núcleo. (Em janeiro deste ano, a venda total média dos cinco títulos - Ana Maria, Tititi, Minha Novela, Mais Você e Viva Mais - bateu em quase 1 milhão de exemplares contra pouco menos de 700 mil no mesmo mês de 2009).

Giuliana Tatini, uma das principais responsáveis pelo site da CAPRICHO, foi contar o que se fez e se faz para ter o maior site teen do mundo, com 2,3 milhões de visitantes por mês.

A revista é uma campeã de vendas e um pote de ouro para anunciantes há décadas, e no entanto paga valores abaixo do que se poderia chamar de simbólicos, para seus ilustradores.

A tabela de mídia da Editora Abril pode fornecer uma ligeira ideia das cifras geradas por cada publicação.

Só por curiosidade, pegue uma revista, conte os anúncios, some os valores, depois tome uma Neosaldina.

O outro tema é o Concurso Red Bull, totalmente auto explicativo em suas regras leoninas e absurdas.

E o último seria a granada que o soldado explode dentro da própria trincheira, sobre os designers que insistem em causar baixas entre seus pares, jogando temas duvidosos no ventilador, ávidos por “vestir a camisa” de forma errada, favorecendo os interesses financeiros dos grandes monopólios empresariais.

Eles são bem intencionados, é claro, mas são líderes ingênuos de toda uma geração de profissionais em formação, carentes, esmolando por um minuto de fama, como mendigos chiques, com seus laptops, smartphones, óculos e roupitchas de griffe, apontando o caminho para o fundo do poço, onde todos parecem apressados em chegar o mais rápido possível.

Em breve estes assuntos terão seu lugarzinho garantido, e ao invés de contaminar este blog, serão motivo de boas risadas em outro lugar.

Bistecão Ilustrado na sexta e Sketchcrawl no sábado.

Desta vez vamos movimentar algumas centenas de pessoas em dois eventos consecutivos, quase emendando um no outro, porque o Bistecão vai até as 4 da matina, e o Sketchcrawl começa neste sábado às 10:00.

Imagina só: 8 horas no primeiro e pelo menos 10 horas no segundo.

Eu quero ser o primeiro a chegar e o último a sair dos dois!

O Sketchcrawl acontece em mais de 100 cidades no mundo todo, e em São Paulo a moçada vai se encontrar no Parque da Luz, no centro da cidade, a partir das 10:00hs. O plano B, no caso de chuva, será a Pinacoteca do Estado, que cobra 5 reais pelo ingresso, e se não me engano tem meia-entrada para estudantes.

A bizarrice fica por conta das regras da casa, não pode entrar com tintas no recinto.

Mas para isto eles tem guarda-volumes, gratuitos, para que coloquemos nossas tralhas e equipamentos “danosos às Finas Artes” em local seguro.

Caderninhos, lápis e algumas canetas são permitidos.

Curioso que no Louvre ou Dorsay você pode entrar com um cavalete, tela, banquinho, óleos, pincéis e passar o dia inteiro pintando seus quadros, usando as obras originais como referência, e será tratado como “monsieur” pelos seguranças.

Coisas que só acontecem aqui no “Braviu”.

Não esqueça de levar um quilo de alimento não perecível ou produtos de higiene pessoal para doar para a Casa Assistencial Maria Helena Paulina, que auxilia crianças com câncer.

O local do Bistecão Ilustrado todo mundo já sabe, é no Sujinho da Consolação, esquina com a Matias Aires, no andar de cima, sempre na última sexta-feira de cada mês, a partir das 20:00.

Estamos em negociação com o restaurante para acomodar melhor e mais confortavelmente os mais de 80 participantes que frequentam o local a cada encontro, aguardem as novidades.

Então nos vemos na sexta e no sábado!

E se você ainda não assistiu ao video produzido pela DRC em nosso Sketchcrawl no Museu do Ipiranga, confira aqui ou no blog do Enrico Casarosa, que postou lá, contando das peripécias dos brasileiros no evento.

O melhor carnaval de todos

Que carnaval espetacular, provavelmente o melhor da minha vida.

Eu não sei qual Escola de Samba ganhou nem qual foi rebaixada, não vi peitos siliconados, bundas cavalares, e não ouvi sequer um mísero tamborim fazendo tumsquidumsquidum.

Só por isto já teria sido um bom carnaval, mas o que fez dele um feriado inesquecível foi a visita de Alberto Ruiz-Diaz e sua adorável esposa Soraya, a São Paulo, a convite da Revista Ilustrar.

Ricardo Antunes e Luiz Rosso foram recebê-los no aeroporto na quinta à noite, e esticaram até as 4 da matina na Galeria dos Pães, na esquina da rua Augusta com Estados Unidos, em uma curiosa coincidência, quase um trocadilho, para um casal recém chegado de Nova Iorque.

No dia seguinte almoçamos com eles em um grupo de quase 50 ilustradores, no Sujinho do outro lado da Consolação, que aliás me pareceu uma ótima opção para os futuros Bistecões Ilustrados.

Os únicos peitos e bundas deste Carnaval ficaram por conta das artes inacreditavelmente belas do nosso convidado, que é um verdadeiro Mestre no desenho de mulheres, tão voluptuosas quanto graciosas, quase inocentes. Há uma pureza nas suas figuras, uma solidez escultural nas suas linhas e uma beleza tão avassaladora nas suas mulheres que não há como não se fascinar ao folhear seu sketchbook e seus livros, que ele presenteou generosamente a alguns que mostraram seus sketchbooks para ele neste almoço.

Os dias que se seguiram foram muito intensos, e não demos chance para o casal Ruiz-Diaz se entediar. Fizemos com eles uma pequena turnê gastronômica pela cidade, porque era praticamente tudo que se podia fazer em uma terra onde tudo fecha, graças ao Reinado de Momo.

Quem não curte a batucada fica passeando na rua, de restaurante em restaurante.

Fomos no Velhão, na Serra da Cantareira, que está aos poucos se tornando um outro ponto de encontro de ilustradores, é a terceira ou quarta vez que reunimos os amigos neste local bucólico e cenográfico.

No caminho de volta fizemos um pit-stop na casa do Rosso, para admirar os originais de seu legendário avô, Nico Rosso. Coisa fina, artes antigas conservadas com cuidados de bibliotecário.

No dia seguinte Luiz Rosso deu um workshop de “Mercadologia Municipal”, passeando com os convidados entre bancas de frutas exóticas e queijos de diversas nacionalidades, entre vitrais que poderiam ornar uma catedral. O Mercado Municipal foi uma excelente escolha, pena que eu não estava presente nesta manhã.

Visitamos o Beco do Batman na Vila Madalena, tomamos um choppinho no Pirajá, andamos de Metrô até o centro, onde visitamos a Igreja de São Bento, Viaduto do Chá, etc, em um ambiente insólito, quase desértico, porque a região estava praticamente vazia, nenhum de nós tinha visto o lugar sem trânsito ou multidões.

Estivemos em duas livrarias que por sorte estavam abertas, a FreeBook e a HQMix, e para a alegria geral dos admiradores dos livros publicados pelo Alberto no site BrandStudio Press, vai revender os exemplares no Brasil, tanto os de autoria própria como de artistas como Shane Glines, Ronnie del Carmen, Cameron Stewart, Francisco Herrera, Jason Seiler entre muitos outros. Ligue para o Gual e reserve o seu!

Tive a honra de recebê-los no meu estúdio duas vezes, conversamos por horas e horas, comemos queijo coalho que a Mônica assou na hora, e completamos o nosso passeio no restaurante/galeria Feira Moderna, um lugar que merece ser visitado muitas vezes, pela beleza de seu acervo de Arte Popular Brasileira e pelo cardápio simples e quase maternal.

Tivemos nossa noite de bacana no Terraço Itália, com direito a trapalhadas de quem não frequenta lugares refinados. Estávamos de bermuda, e tivemos que fazer um plano B para subir para o bar decentemente trajados. Causos para contar, sempre tem que ter um pra posteridade.

Na noite seguinte encerramos o turismo gastronômico na pizzaria Quintal, que por si só teria sido um delicioso programa, com seu visual aconchegante e suas pizzas que fariam um italiano chorar de inveja.

Na quinta à tarde acompanhamos nossos convidados ao Aeroporto Internacional, com a certeza que eles adoraram o passeio, e que uma grande e sólida amizade se formou.

Para quem quiser ver (ou postar) as fotos destes dias inesquecíveis, visite o FlickrGroups criado para ser o nosso álbum.

Na despedida o colega Luiz Rosso expressou seus sentimentos em italiano, fechando com chave de ouro o passeio, tanto dos nossos novos amigos, como o nosso próprio carnaval, o melhor que já tivemos.

Mi porti nel loro cuori, perché sarete, sempre, nel mio.
Grazie tante”.

Vai dar saudade, e espero poder receber a família Ruiz-Diaz muitas e muitas vezes.

Eles se sentiram em casa, porque agora eles são de casa.

(Off topic) Ditadura Petista? NÃO!

Este blog não tem a intenção de fazer apologias sociais ou políticas, mas chega uma hora em que a gente se vê obrigado a tomar uma posição e manifestar uma atitude política, ainda mais em um perigoso ano de eleições.

Oito anos de governo Lula celebraram o populismo de um presidente semi-alfabetizado que fala “pobrema”, que diz: “ler livro grosso dá preguiça” durante uma palestra escolar, que chama o nosso país de “Braviu”, e que pretende ver Dilma Roussef no poder por dois mandatos consecutivos.

Outros oito anos nas mãos do PT enfiarão o “Braviu” em uma ditadura petista de esquerda, com graves consequências sociais.

Este documento, entre vários absurdos, propõe o controle do conteúdo dos meios de comunicação.

(Leia-se: o sepultamento da liberdade de imprensa com o retorno da CENSURA)

Veja esta reportagem da Band News revelando o documento que Lula assinou sem ler, passando direto pelos Ministros Tasso Genro, Franklin Martins, Paulo Vanucci, e a própria candidata à presidência, a Ministra Dilma Roussef.

O jurista Ives Gandra Martins afirma:

“É uma das maiores sandices que pude ver em 51 anos de advocacia e 49 anos de magistério e direito”

“No momento em que se elimina a liberdade de imprensa, estamos perante efetivamente ao início de uma ditadura”

“Este é um decreto preparatório para um regime ditatorial”

É assustador.

Veja e tire suas próprias conclusões, e preste muita atenção com o que vai fazer com seu voto.

Uma reportagem da Band, postada solitária aqui no blog, poderia parecer tendenciosa, opinativa, parcial.

O Arnaldo Jabor também desceu a porrada neste projeto de Lei, mas o Arnaldo também é opinativo, e o Brasil tá cheio de gente que não gosta de opinião.

Então vamos de Rede Globo, com close-ups pinçados no texto original, só pra redundar o que todo mundo já sabe:

What About Me? / One Giant Leap

Algumas vezes, não muitas em uma vida inteira, você experimenta claramente uma transformação, uma mudança de fase no grande video-game que acontece entre o nascimento e a morte.

Eu contaria nos dedos das mãos as vezes que isto me aconteceu, e sobrariam alguns dedos para experiências futuras.

Uma grandiosa foi o nascimento do meu filho.

Profissionalmente, e também pessoalmente, aconteceu com a Illustration Academy.

Em um plano mais interior, psicológico e espiritual, tive uma destas em Itú, onde eu participei de um ritual de passagem chamado Leader Training, e no mesmo local, dois anos depois, em uma outra vivência (como eles chamam estes treinamentos), caminhei sobre 7 metros de brasas vivas, depois de 10 horas de preparação. Foi algo como reencontrar e viver o que há de tribal em mim, e experimentar, em primeira pessoa, uma viagem interior como nenhuma outra.

Quando assisti o Zeitgeist - The movie e Zeitgeist - Addendum, deu um estalo na cabeça, como se eu tivesse compreendido algo a mais sobre a sociedade, religião, política e economia. Foi um conhecimento adquirido sobre o mundo exterior, sobre o ser humano como coletivo, um aspecto social da humanidade.

Outra destas experiências que beiram os estados alterados de consciência aconteceu nesta semana, quando eu estava dando uma organizada nos meus CDs e DVDs aqui no estúdio, e encontrei o presente de um grande amigo, Christiano Parentoni, um DVD duplo chamado “One Giant Leap / What About Me?”.

Coloquei o DVD no computador sem ter a menor noção que estaria embarcando em outra grande viagem interior, sem fazer as malas, sem saber que estava decolando.

Eu confesso que estava despreparado para uma experiência deste tamanho, escondida em um simples DVD. Do primeiro instante até o final do documentário, eu tive um destes raros momentos de transformação interior.

Repeti a experiência dois dias depois, e novamente fui arrebatado pela emoção e profundidade deste belíssimo trabalho, que reúne músicos, filósofos, psicólogos, líderes tribais, líderes religiosos, mestres da sabedoria popular, rock stars, enfim, algumas cabeças muito pensantes (e outras nem tanto, para aumentar o impacto pelo contraste), filmado em dezenas de países.

O resultado é um conteúdo sólido mas leve, embalado numa beleza estética de encher os olhos.

Seria muita pretensão minha tentar traduzir tudo que vi em um post, então a única coisa que posso fazer é anexar alguns dos videos deste documentário, e sugerir que você adquira o DVD duplo original com a obra completa, porque é algo para se ver e rever de tempos em tempos.

Chris, talvez eu fique em dívida com você por muitos anos, até que eu encontre algo proporcional para te presentear.

De coração, obrigado.